Amor na Tempestade II

Capítulo 13 — A Vingança Inesperada e o Risco Iminente

por Ana Clara Ferreira

Capítulo 13 — A Vingança Inesperada e o Risco Iminente

Os dias que se seguiram foram tensos, repletos de desconfiança e de uma atmosfera carregada. A revelação sobre Sofia e sua possível ligação com Nestor pairava sobre Miguel e Helena como uma ameaça constante. Eles trabalhavam juntos em segredo, tentando desvendar os planos de Nestor antes que ele pudesse executá-los. Helena, com sua inteligência aguçada e conhecimento do mundo das joias, era uma aliada inestimável para Miguel.

"Miguel, se Nestor está tentando reativar aquele negócio europeu, ele precisa de alguém com conhecimento técnico. Alguém que entenda de lapidação, de design…", Helena argumentou, enquanto examinava os documentos que Miguel havia conseguido.

"E quem ele teria em mente?", Miguel perguntou, preocupado. "Meu pai sempre foi muito reservado sobre os detalhes daquela época."

"Talvez ele não precise de alguém de fora", Helena disse, uma ideia começando a se formar em sua mente. "Talvez ele já tenha o que precisa. Ou melhor… alguém que se pareça com o que ele precisa."

O olhar de Miguel se fixou nela. "Você está pensando em… Sofia?"

Helena assentiu lentamente. "Ela tem o nome, ela tem a proximidade. E se ela estiver sendo manipulada por Nestor, ele pode estar usando isso para convencê-la a te trair de vez. Ou pior, a entregar informações sobre as joias da família Alencar que só uma pessoa de dentro saberia."

Enquanto discutiam, um alarme soou, vindo do escritório de Miguel. Uma luz vermelha piscava insistentemente. Eles correram para lá, o coração de Miguel disparado. O sistema de segurança, que Nestor havia tentado desativar sem sucesso, agora alertava sobre uma tentativa de acesso não autorizado.

"Ele está tentando entrar no meu cofre!", Miguel exclamou, a voz tensa. "Ele quer as joias de família. A herança que o meu pai tanto prezava."

Miguel pegou uma arma que guardava escondida, um gesto que ele esperava nunca ter que fazer. Helena, apesar do medo, permaneceu ao seu lado, os olhos fixos na porta.

"Não posso deixar isso acontecer", Miguel rosnou. "Eu vou confrontá-lo."

"Miguel, não!", Helena o segurou pelo braço. "Você não pode ir sozinho. Ele é perigoso. E se ele tiver alguém com ele?"

"Eu tenho que ir", ele insistiu, o olhar determinado. "Essa é a minha família, Helena. Eu não vou deixar que ele a profanar."

Enquanto Miguel se preparava para sair, Helena teve uma ideia audaciosa. "Espere. Eu sei o que fazer. Nestor é um homem orgulhoso. Ele se alimenta da sua própria astúcia. Se o pegarmos de surpresa, com algo que ele não espera…"

Ela correu para um dos baús antigos, onde guardava algumas das peças mais valiosas de seu próprio ateliê. Selecionou um colar deslumbrante, uma obra-prima de sua autoria, com um diamante azul profundo no centro, lapidado com uma precisão impecável.

"Isso é para ele", Helena disse, entregando o colar a Miguel. "Mas não para ele roubar. Para ele ver. E para ele entender que a vingança pode vir de onde ele menos espera."

Miguel olhou para o colar, depois para Helena, confuso. "O que você quer dizer?"

"Eu quero que você use isso como isca", Helena explicou, a voz firme. "Mostre a ele que você tem o que ele quer, mas que está disposto a negociar. E quando ele baixar a guarda, nós atacaremos."

A noite estava fria e o vento uivava como um lobo faminto. Miguel, com o colar em uma caixa de veludo, dirigiu-se à antiga fábrica abandonada à beira-mar, um dos esconderijos conhecidos de Nestor. Helena, escondida em um carro a uma distância segura, observava cada movimento.

Quando Miguel entrou na fábrica escura, a silhueta de Nestor surgiu das sombras, um sorriso cruel no rosto.

"Ora, ora, o pequeno Miguel veio se despedir da sua herança", Nestor zombou, seus olhos brilhando na penumbra. "Veio me entregar as joias, para que eu possa finalmente ter o que é meu por direito?"

Miguel abriu a caixa, revelando o brilho hipnotizante do diamante azul. "Eu não vim entregar nada, Nestor. Vim te oferecer uma troca. Este colar vale mais do que todas as joias que você pode imaginar. E se você me deixar em paz, se esquecer essa história, ele será seu."

Nestor se aproximou, hipnotizado pelo brilho da pedra. A cobiça em seus olhos era palpável. Ele estendeu a mão para pegar a caixa.

"A ambição é um veneno, Nestor", Miguel disse, recuando um passo. "E a sua vai te consumir."

Nesse instante, as luzes da fábrica se acenderam com força total. Helena, com a ajuda de alguns homens de confiança que ela havia contatado, cercou o local. Policiais, alertados por uma denúncia anônima feita por Helena, entraram na fábrica, prendendo Nestor e seus capangas.

Nestor olhou para Miguel, para Helena, e depois para os policiais que o algemavam. Sua expressão de triunfo se desfez em fúria impotente. A vingança, afinal, não era sua.

"Você… você me traiu!", Nestor gritou para Miguel, mas suas palavras se perderam no eco da fábrica.

Miguel observou Nestor ser levado, sentindo um misto de alívio e um profundo pesar. A tempestade parecia ter se acalmado por um momento, mas ele sabia que a luta não havia acabado. O risco iminente havia sido evitado, mas a sombra de Nestor ainda pairava sobre eles, e as verdadeiras consequências de suas ações ainda estavam por vir. A vingança inesperada havia funcionado, mas o preço da batalha, ele sabia, ainda seria pago.

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