Cap. 18 / 21

Cativa do seu Amor

Capítulo 18 — A Sombra Que Nos Persegue

por Isabela Santos

Capítulo 18 — A Sombra Que Nos Persegue

Os dias que se seguiram à conversa entre Rafael e Alexandre foram um turbilhão silencioso na mansão. O confronto direto com o amigo de infância não trouxe o alívio esperado para Rafael, mas sim uma sensação de vazio e desolação. A traição de Alexandre era um golpe pesado, uma ferida aberta que, por mais que ele tentasse curar, parecia latejar a cada lembrança. Clara, percebendo a angústia de Rafael, tentava oferecer conforto, mas a sombra daquele homem pairava entre eles, um lembrete constante da fragilidade da confiança.

Dona Helena, com sua sabedoria e serenidade, tentava apaziguar os ânimos. Ela via o amor genuíno florescendo entre Clara e Rafael, um amor que, apesar das adversidades, parecia capaz de superar qualquer barreira. Ela conversava com Clara, encorajando-a a não se deixar abater, a focar na força que ela possuía e no futuro que construíam juntos.

Dona Beatriz, por outro lado, permanecia em um estado de reclusão. A revelação sobre Alexandre a havia deixado em choque, questionando sua própria capacidade de julgar as pessoas. A honra da família, o que ela tanto prezava, parecia manchada por um escândalo inesperado. Ela evitava Clara, e suas interações com Rafael eram breves e tensas. O receio de um casamento entre seu filho e uma moça que havia sido vítima de uma violação, e que carregava um filho de um amigo da família, era um fardo pesado para ela.

“Eu não sei se consigo lidar com isso, Rafael”, ela confidenciou em uma noite, a voz embargada. “O que as pessoas vão dizer? O que o seu pai pensaria se estivesse vivo? Ele sempre foi tão orgulhoso de você, da nossa família.”

Rafael sentou-se ao lado dela, segurando suas mãos. “Mãe, o que as pessoas dizem não importa. O que importa é o nosso amor. O amor que eu sinto pela Clara, e o amor que ela sente por mim. E o amor que sentiremos por esse bebê. O avô ficaria feliz em ver você feliz, mãe. E eu estou feliz.”

Ele sabia que seria difícil convencer Dona Beatriz. A rigidez de seus princípios era um muro difícil de transpor. Mas ele estava determinado a lutar pelo seu amor, por Clara e pelo futuro de seu filho.

No dia seguinte, Rafael decidiu que precisava enfrentar Alexandre pessoalmente, não por raiva, mas para colocar um ponto final naquela história de uma vez por todas. Ele sabia que Alexandre, mesmo arrependido, poderia ser uma fonte de problemas. A ameaça velada que ele fez de expor Clara, se ela não o ajudasse a lidar com a situação, era algo que Rafael não podia ignorar.

Ele marcou um novo encontro, desta vez em um local público, mas reservado. A luz do sol parecia desbotada, o ar frio e cortante. Alexandre já o esperava, o rosto pálido e os olhos carregados de apreensão.

“O que você quer, Rafael?”, Alexandre perguntou, a voz fraca.

“Quero que você me prometa que nunca mais vai se aproximar da Clara”, Rafael disse, o tom firme e autoritário. “Quero que você prometa que vai manter essa história em segredo. Se você ousar machucá-la novamente, ou se você tentar expor a verdade de forma a prejudicá-la, eu juro que farei você se arrepender de ter nascido.”

Alexandre engoliu em seco. O olhar de Rafael era de puro aço. “Eu… eu prometo, Rafael. Eu nunca mais vou me aproximar dela. E eu vou manter isso em segredo. Eu… eu juro.”

Rafael estudou o rosto de Alexandre por um longo momento. Ele via o medo em seus olhos, mas também uma ponta de determinação. Esperava que ele cumprisse a promessa.

“Se você me trair, Alexandre, você vai se arrepender”, Rafael disse, antes de se virar e ir embora. Ele sentiu um peso a menos nos ombros, mas a sombra daquele homem ainda o preocupava.

Enquanto isso, Clara tentava retomar sua rotina, mas a ansiedade a consumia. Ela temia o que Alexandre poderia fazer. A gravidez, que deveria ser um período de alegria e expectativa, estava sendo obscurecida pela apreensão.

“Eu não consigo parar de pensar nele, Rafael”, Clara confessou uma noite, enquanto estavam deitados na cama. “E se ele não cumprir a promessa? E se ele tentar me arruinar?”

Rafael a abraçou com força. “Ele não vai, meu amor. Eu o ameaçei. E se ele tentar alguma coisa, eu estarei aqui para te proteger. Sempre. Eu te amo, Clara. E esse amor é mais forte do que qualquer sombra que possa nos perseguir.”

As palavras de Rafael a confortaram, mas a incerteza permanecia. Ela se sentia vulnerável, exposta.

Em um dia ensolarado, enquanto Clara passeava pelo jardim, sentiu uma tontura repentina. A visão embaçou, e ela quase caiu. Dona Helena correu para ajudá-la, o rosto marcado pela preocupação.

“Clara, você está bem?”, ela perguntou, aflita.

“Eu… eu não sei, vovó. Sinto uma tontura… e uma dor aqui”, Clara disse, levando a mão à barriga.

Dona Helena a ajudou a sentar-se em um banco. “Precisamos chamar um médico. Agora.”

O médico chegou rapidamente. Após um exame minucioso, ele diagnosticou que Clara estava sofrendo de estresse e ansiedade excessivos, agravados pela gravidez. Ele prescreveu repouso absoluto e um acompanhamento mais rigoroso.

“É crucial que ela evite qualquer tipo de estresse”, o médico alertou Dona Helena e Rafael. “A saúde dela e a do bebê dependem disso.”

A notícia abalou a todos. A fragilidade da gravidez de Clara, antes um segredo guardado a sete chaves, agora se tornava uma preocupação real e palpável.

“Não podemos deixar que Alexandre a perturbe mais”, Rafael declarou, o olhar determinado. “Eu vou tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dela.”

Ele decidiu que Clara precisava de um ambiente mais seguro, longe de qualquer possível ameaça. Ele conversou com Dona Beatriz e Dona Helena, propondo que Clara se mudasse para uma casa de campo isolada que a família possuía, onde ela poderia descansar e se recuperar em paz.

Dona Beatriz, embora relutante em separar-se da neta, compreendeu a gravidade da situação. O bem-estar de Clara e do bebê era a prioridade.

“Eu não gosto da ideia de ela ficar sozinha tão longe”, Dona Beatriz disse, a voz tensa.

“Ela não ficará sozinha, mãe”, Rafael respondeu. “Eu irei visitá-la todos os dias. E a senhora e Dona Helena podem ir quando quiserem. Teremos uma equipe de segurança para garantir que ela esteja protegida.”

Clara, apesar de sentir um aperto no coração ao deixar a casa da avó, concordou. Ela sabia que era o melhor para ela e para o seu filho.

A mudança para a casa de campo foi um recomeço melancólico. O lugar era bonito, cercado pela natureza exuberante, mas a solidão pesava. Clara passava os dias lendo, ouvindo música, e esperando ansiosamente pelas visitas de Rafael.

“Eu sinto tanto a sua falta”, ela disse a ele em uma de suas visitas. “Sinto falta de casa, sinto falta de você perto de mim o tempo todo.”

Rafael a abraçou com ternura. “Eu também sinto sua falta, meu amor. Mas isso é temporário. Logo tudo isso vai passar. E nós estaremos juntos, fortes e felizes.”

Ele sentia uma culpa imensa por Clara ter que passar por tudo isso. Ele se sentia responsável por toda a angústia que a envolvia.

“Eu não devia ter deixado as coisas chegarem a esse ponto”, ele confessou, a voz carregada de remorso. “Eu devia ter percebido antes o que o Alexandre era capaz de fazer.”

“Não diga isso, Rafael”, Clara o confortou. “Nenhum de nós poderia ter previsto. Ele se escondeu muito bem. O importante agora é que estamos juntos, e vamos superar isso. Juntos.”

A força de Clara o inspirava. Ela era um exemplo de resiliência, mesmo em meio à turbulência.

Uma noite, enquanto Rafael voltava da casa de campo, ele viu uma figura familiar parada do outro lado da rua, observando a casa de Clara. Era Alexandre. O coração de Rafael disparou. Ele parou o carro, sentindo a raiva subir.

Ele saiu do carro e caminhou em direção a Alexandre. “O que você está fazendo aqui?”, ele perguntou, a voz controlada, mas carregada de ameaça.

Alexandre deu um passo para trás, visivelmente assustado. “Eu… eu só estava passando. Eu juro.”

“Mentiroso!”, Rafael sibilou. “Eu sei que você está tentando nos atormentar. Mas eu não vou deixar você chegar perto dela.”

“Eu não vou fazer nada, Rafael”, Alexandre implorou. “Eu só… eu só queria ver se ela estava bem.”

“Saia daqui, Alexandre”, Rafael rosnou. “E se eu te ver perto dela novamente, a promessa que fiz a você não será mais válida.”

Alexandre, tremendo, assentiu e saiu apressado. Rafael observou-o desaparecer na escuridão, sentindo um frio na espinha. A sombra de Alexandre ainda os perseguia, e ele sabia que precisaria estar vigilante. A segurança de Clara e do bebê era sua prioridade máxima. Ele não permitiria que nada nem ninguém colocasse em risco o futuro que ele tanto desejava construir com ela. A luta estava longe de terminar, mas Rafael estava determinado a vencê-la.

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