A Armadilha do Amor III

Capítulo 18 — O Acordo na Mansão e a Promessa Sombria

por Camila Costa

Capítulo 18 — O Acordo na Mansão e a Promessa Sombria

A tarde prometia ser um campo minado. Helena atravessou os portões da mansão Bastos com um nó na garganta, a determinação misturada à apreensão. O ar daquele lugar, outrora associado a memórias agradáveis de sua infância, agora carregava o peso dos segredos e das ambições que ali se escondiam. Rodrigo a esperava na biblioteca, o mesmo cômodo onde a verdade sobre o passado de suas famílias havia sido escancarada.

Ele estava de pé, perto da imponente lareira, um copo de uísque na mão, o olhar fixo em algum ponto distante. Ao vê-la, um leve sorriso, quase imperceptível, brincou em seus lábios. Era um sorriso que não alcançava seus olhos, um sorriso de quem sabia que a jogada estava prestes a ser concluída.

"Helena. Pensei que não viria", sua voz era calma, controlada, mas carregada de uma autoridade que a incomodava.

"Eu disse que viria, Rodrigo. E eu cumpro minhas promessas", Helena respondeu, tentando manter a compostura. Ela se aproximou, parando a uma distância respeitosa, mas firme.

"Sente-se, por favor." Ele gesticulou para uma poltrona de couro envelhecido. Helena hesitou por um instante, mas cedeu.

Ele se serviu de mais uísque, o som do líquido deslizando pelo vidro ecoando no silêncio da biblioteca. "Então. Você leu minha carta."

"Sim. E eu entendo a sua proposta. A lógica por trás dela." Helena escolheu cada palavra com cuidado. "Mas você sabe que isso não será fácil para mim."

"Eu sei. E não espero que seja." Rodrigo se sentou na poltrona em frente a ela, seus olhos fixos nos dela, uma intensidade que a fazia se sentir exposta. "Mas também sei que você é uma mulher pragmática, Helena. E, acima de tudo, você ama sua mãe. Você faria qualquer coisa para protegê-la."

Era uma verdade cruel, e Rodrigo a usava como arma. "Você está usando minha família contra mim, Rodrigo."

"Estou apresentando fatos, Helena. Fatos que você não pode negar." Ele deu um gole em seu uísque. "A proposta ainda está de pé. Casamento. Uma união que trará estabilidade financeira para sua família e, de quebra, me dará a oportunidade de reerguer a Bastos e, quem sabe, reaver o que meu pai perdeu."

"E quanto a mim? O que você me dá além de estabilidade financeira?", Helena questionou, a voz carregada de um tom de desafio.

Rodrigo a encarou, um brilho travesso em seus olhos escuros. "Você terá a minha proteção. Terá um nome respeitável ao seu lado. E terá a oportunidade de me conhecer melhor. Quem sabe, com o tempo, você possa descobrir que não sou o monstro que você pensa."

A ousadia dele era quase admirável, se não fosse tão perigosa. Helena sentiu uma pontada de raiva, mas também uma estranha curiosidade. Ela o conhecia? Realmente o conhecia? Ou estava apenas presa à imagem que ele projetava?

"E se eu não quiser mais nada com você depois que a empresa estiver salva?", ela perguntou, a voz baixa, mas firme.

"Então teremos um acordo. Um divórcio amigável. Mas, por enquanto, precisaremos cumprir nosso papel." Rodrigo se levantou, caminhando até a janela. "Você terá o controle total sobre as finanças de sua mãe. E a empresa Bastos voltará a prosperar. Prometo a você."

A promessa soou mais como uma ameaça velada. Helena sabia que Rodrigo não era um homem de meias palavras. Se ele prometia, ele cumpria. Mas o preço que ela teria que pagar por essa promessa era a sua própria liberdade.

"Eu aceito", Helena disse, a decisão ecoando na imensa biblioteca. A palavra saiu de seus lábios mais rápido do que ela esperava, quase como um suspiro de rendição.

Rodrigo se virou, um sorriso genuíno, desta vez, brincando em seus lábios. Era um sorriso de vitória. "Excelente. Você fez a escolha certa, Helena. Por você, por sua mãe, e, acredite, por mim."

Ele estendeu a mão. Helena hesitou por um instante, mas então, com um último resquício de sua antiga resistência, ela apertou a mão dele. O toque foi firme, quente, e por um breve momento, ela sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo. Uma promessa sombria, selada naquele aperto de mão.

"Teremos que anunciar o noivado em breve", Rodrigo disse, soltando a mão dela. "A imprensa vai adorar isso. O casal improvável que se une para salvar um império."

"Eu sei", Helena respondeu, sentindo um arrepio na espinha. O futuro se apresentava como um romance de capa de revista, mas por dentro, ela sabia que seria uma batalha constante. Uma batalha entre a sua vontade e a de Rodrigo, entre o amor que ela talvez um dia pudesse sentir e a armadilha que ela acabara de aceitar. A promessa de Rodrigo pairava no ar, um véu escuro sobre o acordo que acabara de ser selado.

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