Paixão e Traição II

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Paixão e Traição II", seguindo suas instruções:

por Camila Costa

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Paixão e Traição II", seguindo suas instruções:

Capítulo 11 — O Sussurro da Vingança e a Promessa Quebrada

O ar na suíte presidencial do hotel de luxo em São Paulo parecia ter se tornado denso, carregado de uma eletricidade palpável. Clara, com os olhos fixos na paisagem urbana que se estendia sob a noite estrelada, sentia o peso de cada palavra que Daniel acabara de proferir. A revelação sobre a sabotagem do projeto de seu pai, orquestrada por ele mesmo para benefício próprio, era uma facada no coração. Não era apenas a traição profissional, mas a quebra da confiança que ele construiu com tanta maestria ao longo dos anos. A imagem do homem que ela amava, o homem que prometeu protegê-la e construir um futuro ao seu lado, desmoronava diante de seus olhos, transformando-se em um estranho calculista e cruel.

"Por quê, Daniel?", a voz dela saiu embargada, um fio de esperança que se recusava a morrer completamente. Ela esperava uma explicação, um resquício de remorso, algo que pudesse justificar essa monstruosidade. "Por que você faria isso com meu pai? Comigo?"

Daniel deu um passo à frente, o reflexo das luzes da cidade dançando em seus olhos. Não havia arrependimento ali, apenas uma frieza que a fez tremer. "Clara, você não entende a ambição. Não entende o que é preciso para chegar ao topo. Seu pai era um obstáculo. Eu removi esse obstáculo."

Um riso amargo escapou dos lábios de Clara. "Ambição? Obstáculo? Ele era meu pai, Daniel! Ele te deu uma chance, ele acreditou em você. E você o traiu de forma tão vil." Lágrimas quentes começaram a escorrer pelo seu rosto, traçando caminhos de dor na sua pele. Cada gota era um grito silencioso de desilusão.

"O amor cega, Clara. Você sempre foi muito emotiva. O mundo dos negócios não tem espaço para sentimentalismo. Eu precisei tomar decisões difíceis. E você, minha querida, é parte da minha ascensão." Ele tentou tocá-la, mas Clara recuou bruscamente.

"Não me toque!", ela sibilou, o veneno de suas palavras cortando o ar. "Você não é mais o Daniel que eu amava. Você se tornou aquilo que meu pai sempre alertou. Um homem sem escrúpulos, movido apenas pelo poder e pelo dinheiro."

"E você? O que você quer, Clara? Dinheiro? Eu posso lhe dar tudo. Uma vida de luxo, tudo o que você sempre sonhou." A proposta, feita com tamanha naturalidade, soou como um insulto final.

"Eu não quero o seu dinheiro sujo, Daniel. Eu quero a minha dignidade de volta. E você... você vai pagar por tudo o que fez." Um fogo novo começou a arder nos olhos de Clara, substituindo a tristeza pela determinação fria. A dor que sentia se transformava em sede de justiça.

Daniel apenas riu. "Você não tem poder nenhum sobre mim, Clara. Você é apenas uma garotinha mimada. Volte para a sua cidadezinha e esqueça tudo isso."

"Você está enganado", ela disse, a voz firme, cada palavra pesando como uma promessa solene. "Eu aprendi uma lição com meu pai, Daniel. E aprendi outra com você. Você subestima a força de uma mulher quando ela decide lutar. Você vai se arrepender de ter cruzado o meu caminho."

Ela se virou, caminhando em direção à porta. Cada passo era firme, decidido. Daniel não tentou impedi-la. Talvez ele acreditasse que ela estivesse apenas tendo um chilique. Ele não fazia ideia do monstro que acabara de despertar.

Ao sair da suíte, Clara respirou fundo o ar rarefeito do corredor. O brilho das luzes da cidade agora parecia sombrio, refletindo a escuridão que se instalara em seu peito. O amor que sentia por Daniel estava morto, assassinado pela ganância dele. Em seu lugar, crescia uma planta venenosa: a vingança.

Ela sabia que seria uma batalha árdua. Daniel era poderoso, influente. Tinha amigos influentes e uma teia de contatos que se estendia por toda a cidade. Mas Clara tinha algo que ele subestimava: a inteligência herdada de seu pai, a resiliência forjada pelas adversidades e a força que vinha da necessidade de honrar a memória de quem ela amava.

Ela pegou o celular e discou um número. "Dr. Almeida? É Clara. Precisamos conversar. Urgente. Tenho informações que podem mudar tudo."

A voz do Dr. Almeida soou clara e preocupada do outro lado da linha. "Clara, minha querida. O que houve? Você parece abalada."

"Estou mais do que abalada, doutor. Estou furiosa. Daniel me contou tudo. A sabotagem, o golpe contra meu pai. Eu tenho provas. E eu vou usá-las. Quero que você me ajude a destruí-lo."

Houve uma pausa momentânea, e então a voz do Dr. Almeida, agora carregada de uma determinação sombria, respondeu: "Clara, eu sempre disse que estaria ao seu lado. Daniel achou que podia brincar com fogo. Agora ele vai se queimar. Prepare-se, pois a guerra começou."

Clara desligou o telefone, um sorriso fraco tocando seus lábios. A promessa quebrada de Daniel havia se tornado o combustível para a sua própria promessa: a de fazê-lo pagar. A noite em São Paulo ainda era longa, e a vingança, essa senhora fria e implacável, acabara de ser servida.

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