Cativada pelos seus Olhos III

Claro, aqui estão os capítulos 21 a 25 de "Cativada pelos seus Olhos III", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers, com a paixão e o drama que você solicitou.

por Valentina Oliveira

Claro, aqui estão os capítulos 21 a 25 de "Cativada pelos seus Olhos III", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers, com a paixão e o drama que você solicitou.

Capítulo 21 — O Abraço que Cicatriza Feridas

O sol da manhã entrava pelas frestas da janela do quarto, pintando listras douradas sobre os lençóis desfeitos e sobre os corpos que ainda se encontravam entrelaçados. Helena suspirou, um som suave e profundo que se misturou ao de Leonardo respirando perto de seu ouvido. A noite tinha sido um turbilhão de emoções, de confissões sussurradas e de um reencontro que parecia ter desfeito nós antigos, daqueles que a alma carrega sem sequer perceber.

Leonardo se moveu um pouco, e Helena sentiu o peso de seu braço sobre sua cintura se intensificar. Ela virou-se para ele, encontrando seus olhos, ainda sonolentos, mas já cheios de uma ternura que a fazia esquecer todas as batalhas travadas, todas as mágoas guardadas. Eram os olhos que a haviam cativado desde o primeiro instante, aqueles olhos verdes que agora refletiam a luz do amanhecer e a profundidade de um amor redescoberto.

“Bom dia”, disse Leonardo, a voz rouca e cheia de um carinho que a envolveu como um cobertor quente.

“Bom dia”, respondeu Helena, um sorriso discreto brincando em seus lábios. Ela acariciou o rosto dele, sentindo a barba por fazer, o calor de sua pele. Era um toque de posse, de pertencimento, algo que ela tanto almejava e que, finalmente, parecia real.

“Durou pouco o nosso sono”, comentou Leonardo, aproximando-se ainda mais. “Acho que a noite foi longa demais.”

Helena riu baixinho. “Longa e intensa. Mas, ao mesmo tempo, foi como se o tempo tivesse parado. Como se tudo o que aconteceu antes não importasse mais.”

“Nada mais importa, Helena”, disse ele, sua voz se tornando séria. Ele a olhou nos olhos, e neles ela viu a sinceridade mais pura. “Só o agora. Só nós.”

Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Era a primeira vez que ousavam dizer aquilo em voz alta, sem medo, sem as sombras do passado a pairar sobre eles. A confissão de Leonardo na noite anterior, sobre seus medos, suas inseguranças, sobre como ele se sentia culpado por não ter lutado mais por ela, havia sido um bálsamo. E a resposta de Helena, a sua própria vulnerabilidade exposta, as suas mágoas, mas também o seu amor inabalável, pareciam ter curado as feridas mais profundas.

“Eu também sinto isso”, sussurrou Helena, aproximando seus lábios dos dele. O beijo que se seguiu não foi de desejo ardente, mas de saudade, de redenção, de um abraço que parecia querer apagar todos os anos de separação. Era um beijo que dizia: ‘Eu esperei por você’. E um beijo que respondia: ‘Eu voltei para você’.

Enquanto o beijo se aprofundava, Helena sentiu uma onda de paz invadir seu ser. A armadilha de Marcos, a humilhação pública, tudo aquilo parecia distante, um pesadelo que agora se desvanecia com a luz do sol e a presença reconfortante de Leonardo. Ela sabia que as consequências das ações de Marcos ainda poderiam aparecer, que a justiça precisava ser feita, mas naquele momento, nada disso era mais importante do que o calor dos braços dele a envolvendo.

Leonardo a afastou um pouco, apenas o suficiente para olhá-la nos olhos novamente. “Não vamos mais deixar que nada nos separe, Helena. Eu prometo.”

“Eu também prometo”, disse ela, a voz embargada pela emoção. Ela tocou o peito dele, sentindo o coração batendo forte. “Sinto que finalmente estou em casa.”

Leonardo a puxou para perto de si novamente, envolvendo-a em um abraço apertado. Era um abraço que falava de perdão, de renascimento, de um amor que, apesar de todas as provações, havia sobrevivido. Helena fechou os olhos, absorvendo aquela sensação de segurança, de pertencimento. Ela sabia que o caminho à frente não seria fácil. Marcos ainda estava solto, as intrigas de seu passado com a família dele poderiam ressurgir. Mas agora, ela não estaria sozinha. Tinha Leonardo ao seu lado, e isso era força suficiente para enfrentar qualquer tempestade.

O sol já aquecia o quarto quando eles finalmente se levantaram. O silêncio entre eles era confortável, preenchido por olhares cúmplices e pela certeza de que haviam encontrado o caminho de volta um para o outro. Helena sentiu uma leveza que não experimentava há anos. A culpa que a corroía, o sentimento de ter falhado em sua missão, tudo se dissipou com a força daquele amor.

Enquanto se vestiam, Leonardo a observava com uma admiração que a fazia corar. “Você é linda, Helena. Mais linda do que eu me lembrava.”

“E você é mais forte do que eu imaginava”, respondeu ela, sorrindo. “Você lutou. E venceu.”

Ele a segurou pela mão. “Nós vencemos.”

Desceram para a sala de estar, onde a brisa suave entrava pelas janelas abertas. O aroma de café fresco pairava no ar, um convite para um novo dia. A empregada, Dona Clara, sorriu ao vê-los juntos, um sorriso de quem testemunha um recomeço.

“Bom dia, Sr. Leonardo, Dona Helena. Um café quentinho para os pombinhos?”, perguntou ela, com um brilho nos olhos.

Leonardo sorriu. “Seria maravilhoso, Dona Clara. E talvez uns pães de queijo quentinhos também.”

Enquanto Dona Clara se afastava, Leonardo se virou para Helena. “O que você quer fazer hoje? Qualquer coisa que você quiser.”

Helena pensou por um momento. A correria do dia anterior, a tensão, a emoção da noite. Ela só queria paz. “Queria apenas… ficar com você. Sem pressa. Sem preocupações.”

“É o que eu mais quero também”, disse ele, beijando sua testa. “Vamos para o jardim. Quero te mostrar uma coisa.”

No jardim, sob o sol vibrante, Leonardo a guiou até um pequeno banco de pedra, coberto de musgo, escondido entre roseiras em flor. Era um lugar isolado, onde o som da cidade parecia distante.

“Este era o meu lugar secreto quando eu era criança”, contou Leonardo. “Vinha aqui para pensar, para fugir de tudo. E um dia, quando era um garoto confuso e assustado, sonhei com uma menina de olhos brilhantes, que me ensinaria o significado do amor. Eu sabia, mesmo sem conhecer você, que era você quem eu estava esperando.”

Helena o olhou, maravilhada. As palavras dele a tocaram profundamente. “Eu também me lembro de você, mesmo que não conscientemente. Havia uma força em você que me atraía, mesmo naqueles momentos de distância e sofrimento.”

Ele a tomou em seus braços novamente, e sob o sol radiante, cercados pela beleza da natureza, eles se beijaram. Um beijo que selava a paz, a reconciliação, e a promessa de um futuro construído sobre as cinzas do passado, mas florescendo em um amor que parecia mais forte e mais resiliente do que nunca. O abraço que se seguiu não foi apenas de dois amantes, mas de duas almas que finalmente haviam encontrado o seu lar uma na outra.

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