Cativada pelos seus Olhos III

Capítulo 22 — As Consequências da Traição e a Busca pela Justiça

por Valentina Oliveira

Capítulo 22 — As Consequências da Traição e a Busca pela Justiça

A paz que Helena e Leonardo experimentavam era um tesouro recém-descoberto, algo que eles se recusavam a perder. No entanto, a realidade implacável não tardou a bater à porta, lembrando-os de que as feridas causadas por Marcos ainda precisavam ser tratadas, e as injustiças, reparadas.

Naquela mesma manhã, enquanto desfrutavam de um café da manhã tranquilo no jardim, o celular de Leonardo tocou. Era o Dr. Almeida, o advogado que eles haviam contratado para lidar com as questões legais contra Marcos. O tom do advogado era sério, prenunciando que as notícias não seriam as melhores, mas tampouco as piores.

“Leonardo, bom dia”, disse o Dr. Almeida, sua voz soando um pouco tensa. “Tenho novidades sobre o caso Marcos. Conseguimos coletar provas suficientes para iniciar o processo de denúncia formal. A fraude financeira e a tentativa de difamação são evidentes. No entanto…”

Leonardo apertou a mão de Helena, que o olhava com expectativa. “No entanto, o quê, doutor?”

“No entanto, Marcos desapareceu. Ele, ao que parece, sabia que o cerco estava se fechando e tomou medidas para se evadir. Sua casa está vazia, e não conseguimos localizar nenhum de seus familiares próximos que nos possa dar uma pista de seu paradeiro.”

Um véu de decepção pairou sobre Helena. A ideia de confrontar Marcos, de vê-lo pagar por seus crimes, era algo que a impulsionava. A fuga dele, por mais compreensível que fosse, era frustrante.

“Ele se acha esperto”, murmurou Helena, a voz carregada de desprezo. “Acha que pode simplesmente sumir e as coisas se resolverem sozinhas.”

Leonardo assentiu, acariciando o braço dela. “Não se preocupe, meu amor. Ele não vai se safar. Se ele acha que pode fugir da justiça, ele está muito enganado. Vamos encontrá-lo.”

O Dr. Almeida concordou. “Exatamente, Leonardo. Nossa equipe já está em contato com a polícia e com a Interpol. Não será fácil, mas faremos o possível para localizá-lo. Quanto à questão da sua reputação, Helena, as provas que reunimos sobre a manipulação de Marcos para prejudicá-la são esmagadoras. Podemos provar que as acusações contra você foram falsas desde o início. A sociedade começará a ver a verdade logo, logo.”

A perspectiva de ter sua honra restaurada era um alívio imenso para Helena. Ela sabia que havia pessoas que duvidavam dela, que acreditavam nas mentiras de Marcos. Ver a verdade prevalecer era o que ela mais desejava.

“Isso é um grande passo”, disse Helena, com um fio de esperança na voz. “Sabendo que a verdade virá à tona, tudo se torna mais suportável.”

Após a ligação com o Dr. Almeida, Leonardo e Helena se entreolharam. A atmosfera de serenidade havia sido momentaneamente perturbada, mas a determinação em seus olhos era inabalável.

“Ele se livrou do escrutínio público, por enquanto”, disse Leonardo, pensativo. “Mas não se livrou de nós. E não se livrou da lei.”

Helena se levantou, caminhando em direção à varanda. “É como se ele estivesse em uma armadilha, mas a sua própria astúcia o fez cair nela. Ele pensou que me usaria, que controlaria a situação, mas acabou sendo consumido por sua própria ganância.”

Leonardo a acompanhou, parando ao seu lado. “E nós saímos ilesos, mais fortes. Acredito que o desaparecimento dele, por mais frustrante que seja, nos dá o tempo que precisamos para nos reorganizarmos, para nos curarmos completamente. Podemos focar em nós, em reconstruir nossa vida, sem a sombra constante dele nos assombrando diretamente.”

“Você tem razão”, concordou Helena, voltando-se para ele. “Mas não podemos simplesmente esquecer. A justiça precisa ser feita. Não só por nós, mas por todas as pessoas que ele prejudicou.”

“E será”, assegurou Leonardo, pegando suas mãos. “O Dr. Almeida é competente, e a polícia está empenhada. Marcos não ficará impune. Enquanto isso, vamos focar em nós. Quero passar cada momento possível ao seu lado. Fazer tudo o que não fizemos nos últimos anos.”

Os dias que se seguiram foram um misto de ação e tranquilidade. Leonardo e Helena mantinham contato constante com o Dr. Almeida, acompanhando os desdobramentos da busca por Marcos. Notícias esporádicas chegavam, indicando que ele poderia estar em países vizinhos, mas ainda era cedo para qualquer confirmação.

Enquanto isso, eles mergulharam na construção de um futuro juntos. Helena, com o apoio de Leonardo, começou a reestruturar seus projetos, a retomar sua vida profissional com a confiança renovada. A sociedade, aos poucos, começava a se dar conta da verdade. Artigos em jornais e revistas, antes cheios de especulações negativas sobre Helena, agora apresentavam a versão dos fatos sob uma nova luz, com a revelação das maquinações de Marcos.

Leonardo, por sua vez, usou sua influência para garantir que a investigação sobre Marcos fosse levada a sério. Ele não queria que o dinheiro e o poder de Marcos o tornassem intocável. Ele sabia que Marcos era perigoso, e que enquanto estivesse solto, representava uma ameaça.

Uma tarde, enquanto trabalhavam em seus escritórios, Helena recebeu um telefonema inesperado. Era sua tia, Dona Carmem, que ela não via há anos, desde antes do turbilhão de sua vida começar. A voz de Dona Carmem estava embargada, carregada de preocupação.

“Helena, minha querida, eu sei que você está passando por muitas coisas. E desculpe por não ter entrado em contato antes. Eu… eu vi as notícias sobre Marcos. E fiquei com medo por você.”

Helena sentiu um calor no peito. Dona Carmem sempre fora uma figura materna para ela, e a preocupação em sua voz era genuína. “Tia! Que bom ouvir sua voz. Eu estou bem. E o Leonardo está comigo. Ele me protege.”

“Ah, que alívio! Eu sempre soube que aquele homem era um perigo. Ele… ele me procurou há algum tempo. Tentou me convencer a testemunhar contra você, a dizer que você agiu de má fé. Mas eu nunca acreditei nele, Helena. Nunca. Eu soube que você era uma boa pessoa, uma alma pura.”

As palavras de Dona Carmem foram como um bálsamo para Helena. Saber que, mesmo diante da pressão de Marcos, sua tia permaneceu fiel à verdade, era reconfortante.

“Obrigada, tia. Obrigada por acreditar em mim.”

“Sempre acreditei, querida. E agora, com Leonardo ao seu lado, tenho a certeza de que você está segura. Ele é um bom homem. Um homem digno do seu amor.”

A conversa com Dona Carmem reforçou ainda mais a sensação de Helena de que ela estava cercada por amor e apoio, mesmo que nem todos tivessem sido tão presentes em seu momento de maior dificuldade. A busca por Marcos continuava, um fio condutor de tensão em suas vidas, mas a cada dia, eles se sentiam mais fortes, mais unidos, e mais confiantes na capacidade de superar qualquer obstáculo.

Leonardo entrou no escritório de Helena, um sorriso no rosto. “O Dr. Almeida ligou. Há uma nova pista sobre Marcos. Parece que ele foi visto em um porto no sul do país, talvez tentando embarcar em um navio.”

Helena assentiu, a determinação em seus olhos renovada. “Então ele não vai escapar. Nem da lei, nem de nós.”

“Não mesmo”, disse Leonardo, abraçando-a. “Vamos trazer ele de volta. E então, poderemos finalmente ter paz. Uma paz merecida, construída sobre a verdade e a justiça.”

A jornada para a justiça ainda não havia terminado, mas a convicção de Helena e Leonardo era inabalável. Eles haviam enfrentado as sombras e emergido mais fortes, prontos para enfrentar as últimas batalhas e para, finalmente, desfrutar do amor que havia sobrevivido a tudo.

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