Voltar a te Amar II

Capítulo 16

por Isabela Santos

Claro! Com a alma do Brasil pulsando em cada palavra, mergulharemos de volta nas intensas emoções de "Voltar a Te Amar II". Prepare o coração para mais reviravoltas, paixões avassaladoras e a força inabalável do amor.

Voltar a te Amar II Romance Romântico Autor: Isabela Santos

Capítulo 16 — A Sombra no Paraíso Tropical

O sol escaldante do Rio de Janeiro beijava a pele de Sofia e Rafael, mas a promessa sussurrada em Ipanema parecia um eco distante, abafado pela brisa salgada que trazia consigo um prenúncio de tempestade. Os dias que se seguiram àquela noite mágica haviam sido de pura euforia. Cada toque, cada beijo, cada olhar trocado parecia confirmar que aquele amor, outrora ferido, renascera mais forte, mais vibrante. As noites no apartamento com vista para o mar eram um convite à cumplicidade, repletas de conversas profundas, risadas sinceras e a redescoberta de um prazer que parecia ter sido guardado em âmbar por anos.

Sofia sentia-se em um paraíso particular. A paz que Rafael lhe trazia era como um bálsamo para as feridas que Mariana, com sua crueldade calculada, havia infligido. Ela via em seus olhos a mesma devoção, o mesmo desejo que a consumia. A ideia de um futuro juntos, antes uma miragem distante, agora se tornava palpável, concreta. Planejavam viagens, falavam sobre filhos, sobre envelhecer lado a lado, com a sabedoria de quem já havia percorrido um caminho árduo e encontrado o caminho de volta.

Rafael, por sua vez, sentia a alma leve. O peso da culpa e da incerteza que o acompanhava desde o rompimento com Sofia havia sido substituído por uma felicidade genuína e reconfortante. Cada momento ao lado dela era uma bênção, um presente que ele jurava proteger com unhas e dentes. Ele admirava a força de Sofia, sua resiliência, a maneira como ela conseguia florescer mesmo após tantas intempéries. Ele sabia que aquele amor era raro, um tesouro a ser guardado em segurança.

Naquela manhã, eles decidiram explorar uma das joias escondidas da Zona Sul: um pequeno bistrô charmoso, com mesas espalhadas sob a sombra de mangueiras antigas, perto da Lagoa Rodrigo de Freitas. O aroma de café fresco e pão de queijo pairava no ar, misturando-se ao perfume das flores que adornavam as mesas. Era um refúgio de tranquilidade, longe do burburinho da praia.

Enquanto saboreavam um café da manhã preguiçoso, rindo de lembranças antigas e construindo novas, Sofia notou um movimento sutil à distância. Uma figura se destacava, isolada em uma mesa mais afastada, sob a copa de uma árvore frondosa. Por um instante, seus olhos encontraram os de Rafael, que percebeu a mudança em sua expressão.

"O que foi, meu amor?", ele perguntou, sua voz suave e protetora.

Sofia demorou a responder, seus olhos fixos na figura distante. Um arrepio percorreu sua espinha, um sentimento de apreensão que ela não conseguia explicar. A figura era a de uma mulher, com cabelos longos e escuros, vestindo um elegante conjunto de linho branco. Ela parecia observá-los, com uma expressão indecifrável.

"Nada, amor. Acho que meu café está me deixando um pouco aérea", ela forçou um sorriso, tentando afastar a sensação incômoda.

Mas a imagem da mulher não saía de sua mente. Havia algo nela, um ar de mistério, uma aura que parecia emanar um perigo latente. Ela reconheceu o estilo, a discrição, a maneira de se portar que lembrava... Mariana. A ideia lhe pareceu absurda. Mariana estava em São Paulo, envolvida em seus esquemas. Seria apenas uma coincidência, uma semelhança.

Rafael, percebendo a inquietação de Sofia, segurou sua mão sobre a mesa. "Tem certeza? Você ficou pálida de repente."

"Sim, tenho. Só um pouco de sol demais, talvez", ela respondeu, apertando a mão dele em busca de conforto. Rafael a beijou na testa, um gesto que sempre a acalmava.

Eles continuaram a conversa, mas a leveza havia se esvaído. Sofia se pegou olhando discretamente na direção onde vira a mulher, mas a mesa estava vazia. Tinha sido apenas sua imaginação, o resquício do medo que Mariana ainda lhe causava.

Mais tarde naquele dia, enquanto se preparavam para sair, Sofia recebeu uma mensagem em seu celular. Era de um número desconhecido.

"Espero que a vista de Ipanema esteja tão linda quanto a de São Paulo. Ou talvez, a vista que vocês compartilham não seja tão exclusiva quanto pensam."

O sangue gelou nas veias de Sofia. As palavras eram cruéis, carregadas de malícia. O estilo, a forma de escrever... era inconfundível. O coração de Sofia disparou. Mariana. Ela estava no Rio. E não estava sozinha.

Rafael entrou no quarto, sorrindo. "Pronta para o cinema? Comprei aqueles ingressos para o filme que você queria ver."

Sofia tentou disfarçar o pânico, mas a mensagem a havia desestabilizado profundamente. "Amor, eu... eu acho que estou com dor de cabeça. Podemos adiar para outro dia?"

Rafael a olhou com preocupação. "Claro, meu bem. Se precisar descansar, descanse. Quer que eu pegue um analgésico?"

"Não, obrigada. Só quero ficar um pouco quieta", ela disse, sentindo o peso de uma nova ameaça pairando sobre a felicidade que ela tanto lutara para reconquistar.

Enquanto Rafael preparava um chá para ela, Sofia foi até a varanda, olhando para o mar que antes lhe trazia tanta paz. Agora, as ondas pareciam sussurrar avisos, e o horizonte, antes promissor, parecia obscurecido por uma sombra que ela conhecia muito bem. Mariana estava ali, tramando, observando. E a paz que ela tanto buscava em Ipanema, o refúgio de amor que ela e Rafael haviam construído, estava prestes a ser testada novamente, mais uma vez pela vilã que parecia determinada a destruir sua felicidade. A sombra havia chegado ao paraíso tropical, e Sofia sabia que a batalha estava longe de terminar.

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