Promessas Quebradas III

Com certeza! Prepare-se para se perder em mais um capítulo da saga de "Promessas Quebradas III". A paixão, o drama e os corações em conflito estão mais intensos do que nunca.

por Valentina Oliveira

Com certeza! Prepare-se para se perder em mais um capítulo da saga de "Promessas Quebradas III". A paixão, o drama e os corações em conflito estão mais intensos do que nunca.

Capítulo 11 — O Reencontro Sob o Céu de Lona*

O cheiro de pipoca doce e o burburinho ansioso da multidão envolviam Ana como um abraço familiar. Era a noite de estreia da nova peça do teatro de rua que a acolhera em São Paulo, e seu coração, que andava um tanto quanto murcho de saudade, pulsava com uma esperança renovada. O picadeiro improvisado, sob um céu de lona pintado para imitar um firmamento estrelado, era seu palco, seu refúgio, seu grito de liberdade. Ela vestia um vestido de seda azul-noite, simples, mas que dançava com cada movimento seu, realçando a luz que parecia emanar de seus olhos, apesar das sombras que ainda pairavam em seu passado.

Estava ajeitando a tiara de flores que adornava seus cabelos escuros quando o som de uma voz conhecida, rouca e inconfundível, a fez congelar.

"Ana?"

O ar rareou. O tempo pareceu se esticar em uma eternidade cruel. Ela virou-se lentamente, o sangue gelando nas veias. Ali, no meio da penumbra, com um sorriso que era ao mesmo tempo um alívio e uma tortura, estava ele. Rodrigo.

O mesmo Rodrigo de seus sonhos e pesadelos. Aquele que jurara amar para sempre, aquele que partira sem um adeus, deixando um rastro de promessas quebradas e um vazio que nem o tempo parecia capaz de preencher. Seus olhos castanhos, intensos como sempre, a percorriam com uma mistura de surpresa, fascínio e algo que Ana não conseguia decifrar, mas que a fazia tremer. Ele parecia mais maduro, as linhas de expressão ao redor dos olhos mais marcadas, mas a essência, a aura magnética que a atraíra anos atrás, permanecia intacta.

"Rodrigo… o que… o que você está fazendo aqui?", Ana conseguiu articular, a voz embargada. A plateia, alheia ao drama que se desenrolava ali nos bastidores improvisados, continuava a se acomodar, expectante.

Ele deu um passo à frente, e o cheiro familiar de seu perfume, uma mistura de sândalo e algo cítrico que a memória de Ana guardava com uma precisão dolorosa, a atingiu. "Eu voltei, Ana. Eu voltei para… para algumas coisas."

Um riso amargo escapou dos lábios de Ana. "Algumas coisas? Você fala de coisas como se estivesse voltando de uma viagem de negócios, Rodrigo. Não como alguém que desapareceu por anos sem dar um pingo de satisfação." As palavras saíram mais afiadas do que ela pretendia, carregadas de toda a mágoa acumulada.

Rodrigo suspirou, o peso do seu silêncio parecendo esmagá-lo. "Eu sei que te devo explicações. Explicações que eu nunca consegui te dar. Mas… por favor, me dê uma chance. Uma chance de tentar consertar o que eu quebrei."

Ana virou o rosto, sentindo as lágrimas ameaçarem brotar. O palco a esperava, a vida dela estava ali, sob aquela lona, e ele era um fantasma do passado que teimava em assombrá-la. "Consertar o quê, Rodrigo? As promessas que você quebrou? O coração que você esmigalhou? Isso não se conserta com um pedido de desculpas."

"Eu sei que não. Mas talvez… talvez com tempo. Com ações. Eu não sou mais o mesmo homem que partiu, Ana." Ele estendeu a mão, hesitando no ar. "Eu te procurei. Em todos os lugares. E quando pensei que nunca mais te encontraria, a vida me trouxe até aqui."

Ana olhou para a mão dele, a pele bronzeada sob a luz fraca. Uma tempestade de lembranças a assolou: os dias ensolarados na praia, os beijos roubados sob a chuva, os planos sussurrados para um futuro que nunca chegou. Seu coração, traidor, já amolecia. Mas a razão gritava.

"Você sumiu, Rodrigo. Sumiu e me deixou sozinha para lidar com as consequências. Com os boatos, com a decepção, com a dor. Você não tem ideia do que eu passei."

"Eu imagino", ele disse, a voz baixa, carregada de pesar. "E eu assumo toda a responsabilidade. Mas eu tive minhas razões. Razões que eu jamais quis te impor, mas que acabaram me afastando. A vida me obrigou a tomar um caminho que eu não desejava."

"Razões? Que razões poderiam ser tão importantes a ponto de te fazerem esquecer de mim? De nos esquecermos?", ela perguntou, a voz carregada de um sofrimento contido.

Um vulto surgiu na entrada do palco. Era Clara, a diretora do grupo, uma mulher forte e resiliente, com um olhar que parecia penetrar almas. Ela parou por um instante, percebendo a tensão entre Ana e o estranho bem vestido que parecia dominar o espaço.

"Ana, o público está impaciente", disse Clara, com um tom que misturava urgência e uma certa curiosidade. Ela lançou um olhar perspicaz para Rodrigo. "Quem é o seu admirador secreto?"

Ana tentou sorrir, mas o gesto não alcançou seus olhos. "É… um antigo conhecido, Clara. Nada demais."

Rodrigo, com uma elegância natural, deu um passo à frente e estendeu a mão para Clara. "Rodrigo Alencar. É uma honra conhecer a senhora. Ouvi falar muito do trabalho de Ana."

Clara apertou a mão dele, seus olhos fixos nos dele. "Rodrigo Alencar… o nome soa familiar." Ela olhou de volta para Ana, uma ruga de preocupação se formando em sua testa. "Ana, você tem certeza que está bem?"

"Estou ótima, Clara. Só um pouco nervosa com a estreia", Ana mentiu, tentando forçar um sorriso que parecia preso em sua garganta. "Agora, se me dão licença, eu preciso me preparar." Ela se virou para Rodrigo, o olhar firme. "Nos vemos depois. Se você ainda estiver por aqui."

Ele assentiu, o olhar indecifrável. "Eu estarei. Com certeza estarei."

Ana respirou fundo, o perfume de Rodrigo ainda pairando no ar como um fantasma. A noite de estreia, que deveria ser um triunfo, agora estava tingida de uma incerteza assustadora. A lona do céu estrelado parecia pesar sobre seus ombros, e sob ela, um coração dividido lutava entre a dor do passado e a tentação de um futuro inesperado. Ela sabia, com uma clareza aterradora, que aquele reencontro não seria o fim, mas sim um novo, e talvez mais doloroso, começo. A peça estava prestes a começar, e o drama real, o dela, acabara de ganhar um novo ato.

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%