Amor em Silêncio II

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amor em Silêncio II", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

por Ana Clara Ferreira

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amor em Silêncio II", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

Amor em Silêncio II Autor: Ana Clara Ferreira

Capítulo 6 — A Sombra do Passado Reflete no Presente

A brisa morna da noite acariciava o rosto de Isabella, trazendo consigo o perfume adocicado das buganvílias que adornavam a varanda da mansão dos Montenegro. O luar prateava o jardim, transformando as sombras em figuras fantasmagóricas, e cada folha que dançava ao vento parecia sussurrar segredos antigos. Isabella segurava uma taça de vinho tinto, o líquido rubro espelhando a agitação em seu peito. O que deveria ser uma noite de celebração, o noivado de sua irmã Clara com o promissor empresário Ricardo Almeida, estava manchado pela inquietude que a dominava.

Desde a chegada de Ricardo, um homem de modos impecáveis e sorriso cativante, Isabella sentia um nó na garganta. Havia algo nele que a perturbava, uma familiaridade incômoda que ela não conseguia decifrar. Seus olhos, de um azul penetrante, pareciam esconder mais do que revelavam, e em alguns momentos, quando seus olhares se cruzavam, Isabella sentia um calafrio percorrer sua espinha. Não era medo, era algo mais profundo, uma memória latente, um eco de uma vida que ela havia tentado apagar.

“Está tudo bem, Bella?”, a voz suave de Clara a tirou de seus devaneios. A irmã, radiante em seu vestido de seda marfim, aproximou-se com um brilho nos olhos que Isabella tanto amava.

Isabella forçou um sorriso, tentando disfarçar a tempestade interna. “Claro, querida. Só admirando a beleza da noite. E a sua, é claro.” Ela estendeu a mão para a irmã, tocando seu rosto com ternura. “Estou tão feliz por você, Clara.”

Clara retribuiu o abraço, um aperto forte e sincero. “Eu sei que está, Bella. E você é a melhor irmã do mundo por sempre me apoiar.” Ela se afastou, mas seus olhos ainda buscavam os de Isabella, com aquela perspicácia que sempre as unia. “Você não me parece tão tranquila. É o Ricardo? Ele disse algo que a incomodou?”

Isabella balançou a cabeça negativamente, desviando o olhar para o jardim novamente. “Não, nada disso. Ele é um cavalheiro. É só… coisa minha. Um pouco de cansaço, talvez. A organização de tudo isso foi exaustiva.”

Clara arqueou uma sobrancelha, conhecendo a irmã como ninguém. “Exaustiva para você, que correu atrás de cada detalhe, sim. Mas você sempre foi assim, a que cuida de todos. Agora, deixe-me cuidar de você.” Clara pegou a taça de vinho das mãos de Isabella e a conduziu para dentro. “Venha, vamos nos juntar aos convidados. Papai e mamãe estão ansiosos para nos verem juntos.”

Enquanto caminhavam pelo corredor adornado com retratos de antepassados, a imagem de um jovem com o mesmo tom de olhos azuis de Ricardo, pintada em um quadro antigo, chamou a atenção de Isabella. Era o retrato de seu tio-avô, o Dr. Armando Montenegro, um homem que partiu prematuramente há muitos anos, deixando um rastro de mistérios e um amor platônico pela sua mãe, Helena. Isabella parou, o coração disparado. O semblante, a postura… era impressionantemente parecido. Uma coincidência cruel.

“O que foi, Bella? Viu um fantasma?”, Clara brincou, notando a palidez repentina da irmã.

Isabella riu sem graça, afastando-se do retrato. “Apenas me perdi na história da família. Aquele é o Tio Armando, não é?”

“Sim, ele mesmo. Uma pena que você não pôde conhecê-lo. Dizem que era um homem de grande caráter e um futuro brilhante pela frente. Mamãe sempre fala dele com um carinho… diferente.” Clara lançou um olhar para a mãe, que conversava animadamente com Ricardo e outros convidados na sala de estar. Helena, uma mulher de beleza etérea e uma alma marcada pela vida, parecia um pouco distante naquela noite, seus olhos fixos em algum ponto no infinito.

Isabella sentiu um arrepio gélido. A semelhança… era mais do que um traço físico. Havia uma aura, uma forma de se mover… Era possível? Que o passado, com suas dores e seus segredos, estivesse batendo à sua porta de forma tão contundente?

A noite prosseguiu em meio a brindes, risos e a música suave de um quarteto de cordas. Isabella tentava manter a compostura, mas a presença de Ricardo era um constante lembrete de sua inquietação. Ela o observava de longe, a forma como ele interagia com as pessoas, sua postura confiante, a maneira como ele sorria para Clara. Era o homem perfeito, aquele que qualquer mãe sonharia para sua filha, o que a fazia sentir-se ainda mais culpada por sua desconfiança.

Mais tarde, Ricardo se aproximou de Isabella, um copo de champanhe em mãos. Seus olhos azuis a encontraram com uma intensidade que a fez prender a respiração.

“Senhorita Isabella, é um prazer finalmente ter a oportunidade de conversar com a irmã da minha noiva. Clara fala muito de você.” Sua voz era grave e melodiosa, com um leve sotaque que Isabella não conseguia identificar de imediato.

“O prazer é meu, Sr. Almeida”, respondeu Isabella, tentando manter a voz firme. “Fico feliz que esteja tão feliz com minha irmã.”

“Não poderia estar mais feliz”, ele respondeu, um sorriso sutil brincando em seus lábios. Ele a estudou por um instante, como se tentasse ler seus pensamentos. “Você parece um pouco… distante esta noite. Está tudo bem?”

O tom era de preocupação, mas algo em seus olhos contradizia a gentileza. Era um olhar que parecia sondar, perscrutar. Isabella sentiu-se exposta.

“Estou bem, obrigada. Apenas… absorvendo o momento”, ela disse, optando por uma resposta evasiva. “É um grande passo para Clara.”

“Sim, é”, concordou Ricardo, seus olhos fixos nos dela. “E eu pretendo fazê-la a mulher mais feliz do mundo. Você não tem dúvidas sobre isso, tem?”

A pergunta soou quase como um desafio. Isabella sentiu o sangue gelar. Por que ele estava perguntando isso? Ele percebeu sua hesitação?

“De forma alguma”, respondeu Isabella, com uma firmeza que a surpreendeu. “Clara merece toda a felicidade do mundo. E sei que você tem um bom coração.” A última parte foi dita mais para si mesma do que para ele.

Ricardo deu uma risada baixa, um som que parecia ecoar no silêncio entre eles. “Um bom coração. É bom ouvir isso de você, Isabella. Afinal, nem todos me veem assim.” Ele aproximou-se um pouco mais, seu perfume amadeirado misturando-se ao ar. “Mas sei que você é uma pessoa perspicaz. Talvez você entenda mais do que aparenta.”

O que ele queria dizer com aquilo? Isabella sentiu-se acuada. A conversa estava tomando um rumo perigoso, e ela não sabia como sair dela.

“Não sei do que está falando, Sr. Almeida”, ela disse, tentando manter a calma.

“Tudo bem, Isabella. Por enquanto”, ele respondeu, seus olhos brilhando com uma intensidade que a fez se encolher. Ele levantou a taça em um brinde silencioso, um gesto que parecia mais uma ameaça velada do que uma celebração. “Aproveite a noite. E cuide bem da sua irmã. Ela é muito preciosa.”

Com isso, Ricardo se afastou, deixando Isabella sozinha com seus pensamentos sombrios. A semelhança com o Tio Armando, a forma como Ricardo a encarava, suas palavras enigmáticas… Tudo se entrelaçava em um emaranhado de suspeitas. Ela sentia que algo muito maior do que um simples noivado estava em jogo, e a sombra do passado, antes adormecida, agora se projetava de forma assustadora sobre o presente.

Ela olhou para Clara, que ria com Ricardo, alheia à tormenta que se formava no coração de sua irmã. Isabella sentiu um aperto no peito. Ela precisava descobrir a verdade. Precisava proteger Clara, mesmo que isso significasse confrontar os fantasmas que a assombravam. O silêncio que antes a protegia agora parecia sufocante. Era hora de falar, de investigar, de desvendar os segredos que uniam Ricardo Almeida ao passado nebuloso dos Montenegro.

No meio da festa, Helena observava a cena com um semblante preocupado. Seus olhos, outrora cheios de vida, agora carregavam a melancolia de quem viu muito e sofreu ainda mais. Ela viu o olhar de Ricardo em Isabella, a forma como ele se aproximou, as palavras sussurradas. Um calafrio percorreu sua espinha. Ela conhecia aquele olhar. Um olhar que ela temia, um olhar que a lembrava de um tempo de perdas e arrependimentos. Um tempo que ela achou que jamais voltaria. A semelhança entre Ricardo e Armando era inegável. Mas não era apenas a aparência. Era a aura, a intensidade… Era a mesma chama perigosa que um dia consumiu seu coração. Ela precisava intervir. Precisava impedir que a história se repetisse. Mas como? Como falar, se as palavras pareciam presas em sua garganta, amarradas por anos de silêncio e dor?

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