Cap. 16 / 21

Amor na Escuridão

Capítulo 16

por Camila Costa

Com certeza! Prepare-se para mergulhar nas profundezas de "Amor na Escuridão", onde paixões ardentes se entrelaçam com segredos sombrios e a força avassaladora do destino. Aqui estão os capítulos 16 a 20, escritos com a alma de um romancista brasileiro:

Capítulo 16 — O Abraço da Tempestade e a Promessa Roubada

O ar na varanda ainda carregava o cheiro salgado do mar, agora misturado à umidade que precedia a chuva. A tempestade que se anunciava não era apenas no céu, mas também no coração de Isabella. Olhava para a vastidão escura do oceano, as ondas quebrando com fúria na areia, e sentia uma inquietude que a consumia. A noite anterior fora um turbilhão de emoções, um reencontro com fantasmas que ela jurava ter enterrado. A confissão de Miguel, a fragilidade em seus olhos, o toque de suas mãos na sua pele… tudo isso reverberava em sua alma, como ecos de um passado que se recusava a ser silenciado.

Ela havia buscado refúgio ali, na solidão da praia, esperando que o barulho das ondas lavasse a angústia que a sufocava. Mas o mar, em sua imensidão, parecia apenas amplificar o turbilhão interno. Lembrava-se da conversa com sua mãe, das palavras duras e cheias de ressentimento. "Você o amou demais, Isabella. E ele a quebrou. Não se deixe enganar de novo." A voz de Dona Helena parecia ecoar na brisa. E se ela estivesse certa? E se aquele amor, que um dia fora sua luz, se tornasse sua escuridão eterna?

Um arrepio percorreu sua espinha, não apenas pelo frio que começava a se instalar. Miguel. A imagem dele, tão perto, tão real, a assombrava. A forma como ele a olhou, a dor que transparecia em cada gesto… ela se sentiu dividida. Uma parte dela, a ferida e receosa, gritava para fugir, para se proteger daquele homem que um dia a fizera sofrer tanto. Mas outra parte, a que ainda guardava as brasas daquele amor antigo, sentia uma atração irresistível, uma curiosidade que beirava a obsessão.

A primeira gota de chuva caiu em sua testa, um beijo frio que a despertou de seus devaneios. Em seguida, outra, e mais outra, até que o céu desabou em um aguaceiro furioso. Ela não se moveu, deixando a água lavar seu rosto, misturando-se às lágrimas que teimavam em cair. O vento uivava, as árvores balançavam violentamente, e a natureza parecia querer expressar a intensidade de seus sentimentos.

De repente, uma sombra se materializou na chuva. Era Miguel. Ele se aproximou com passos firmes, sem se importar com o temporal. Seu cabelo escuro grudava em sua testa, o rosto molhado, os olhos fixos nos dela. Havia uma urgência em seu olhar, uma determinação que a fez prender a respiração.

"Isabella", ele disse, a voz rouca, quase inaudível sob o barulho da chuva. Ele estendeu a mão, hesitante, como se temesse a rejeição. "Você não pode ficar aqui."

Ela não respondeu, apenas o observou, o coração batendo descompassado no peito. Tinha medo. Medo dele. Medo de si mesma. Medo do que aquele reencontro poderia significar.

"Por favor", ele implorou, dando um passo à frente, ficando a poucos centímetros dela. O cheiro de chuva e de Miguel se misturavam, um aroma que trazia de volta memórias adormecidas. "Vamos para dentro. Você vai pegar um resfriado."

Apesar do medo, havia algo na sua voz, uma vulnerabilidade que a tocou. Talvez fosse a tempestade, talvez fosse a saudade antiga, mas ela sentiu uma pontada de compaixão. Lentamente, ela assentiu.

Miguel a envolveu em seus braços, um abraço apertado que transmitia proteção e um desejo contido. Ela sentiu o calor do seu corpo contra o seu, o tremor de suas mãos em suas costas. Era o mesmo abraço que ela conhecera anos atrás, o mesmo que a fazia se sentir segura e amada. Mas agora, havia uma nova camada de complexidade, um peso de segredos e dor.

Ele a guiou para dentro da casa, para a sala onde as luzes ainda estavam acesas. A lareira crepitava, lançando sombras dançantes nas paredes. O calor do fogo contrastava com o frio da chuva lá fora e o da angústia que ainda a envolvia.

"Você precisa se trocar", Miguel disse, sua voz mais calma agora. "Eu vou pegar uma toalha seca para você."

Ele saiu, deixando-a sozinha em meio ao conforto da sala. Isabella se sentou no sofá, observando as chamas. A tempestade continuava lá fora, mas dentro da casa, um silêncio carregado pairava no ar. Ela sabia que aquele reencontro não seria fácil. Sabia que o passado os assombrava. Mas, naquele momento, aninhada no calor da sala, sentindo o cheiro de chuva e de Miguel, uma pequena chama de esperança se acendeu em seu peito. Uma esperança frágil, mas real.

Miguel retornou com uma toalha e uma manta. Ele a ajudou a se secar, seus dedos roçando levemente sua pele, enviando faíscas elétricas por todo o seu corpo. Cada toque era uma lembrança, um sussurro de um amor que parecia impossível de esquecer.

"Obrigada", ela murmurou, a voz embargada.

"Não há de quê", ele respondeu, seus olhos fixos nos dela. Havia uma pergunta silenciosa ali, um desejo de entender o que ela sentia.

Eles ficaram em silêncio, a tempestade lá fora servindo de trilha sonora para a tempestade em seus corações. Isabella sabia que não podia voltar atrás. O caminho que se abria à sua frente era incerto, repleto de desafios e perigos. Mas, pela primeira vez em muito tempo, ela sentiu que não estava mais sozinha. A promessa de um novo amanhecer, roubada pela tempestade do passado, parecia, de repente, mais próxima.

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