Meu Captor, Meu Amor III

Capítulo 1

por Valentina Oliveira

Absolutamente! Prepare-se para mergulhar em mais uma história de amor e reviravoltas. Aqui estão os primeiros capítulos de "Meu Captor, Meu Amor III", como se fossem escritos por uma pena vibrante de um autor brasileiro de sucesso.

Meu Captor, Meu Amor III Romance Romântico Autor: Valentina Oliveira

Capítulo 1 — A Sombra do Passado e a Nova Ameaça

O sol da manhã em Copacabana parecia zombar da tempestade que se formava no interior de Isadora. Cada raio que trespassava as vidraças do seu apartamento luxuoso, com vista para o azul infinito do Atlântico, era como uma agulha perfurando a frágil paz que ela tentava reconstruir. Fazia dois anos desde o pesadelo. Dois anos desde que a vida dela, a vida de Gabriel, a vida de todos que amavam, fora virada de cabeça para baixo por um homem cuja crueldade parecia não ter limites: Victor Alencar.

A sensação de segurança que Isadora conquistara a duras penas era tão tênue quanto o véu de seda que cobria seu corpo nu na cama. O perfume suave de jasmim, que ela usava para afastar as lembranças sombrias, não conseguia mascarar o odor metálico do medo que, às vezes, a assaltava de surpresa. Gabriel, seu amor, seu porto seguro, dormia profundamente ao seu lado. O leve ronco dele, a respiração calma, era a melodia que acalmava sua alma atormentada. Mas mesmo em seu sono, Isadora se sentia uma guardiã, uma sentinela alerta para qualquer sinal de perigo.

O dia, no entanto, prometia ser tranquilo. Uma reunião importante com o conselho da fundação que criara em memória de sua mãe, um evento beneficente para arrecadar fundos para orfanatos em São Paulo. Coisas boas, sinais de uma vida que voltava ao normal, ou ao mais próximo disso que ela poderia alcançar. Ela acariciou o rosto de Gabriel, sentindo a barba por fazer, o contorno forte de sua mandíbula. O amor que sentia por ele era uma âncora, algo que a impedia de naufragar nas águas turbulentas do passado.

“Bom dia, meu amor”, sussurrou, depositando um beijo leve em seus lábios.

Gabriel resmungou, puxando-a para mais perto. “Bom dia. O que te tira o sono tão cedo?”

“Nada. Apenas pensando. O sol está lindo hoje.”

Ele abriu os olhos lentamente, um sorriso sonolento brincando em seus lábios. “O sol é sempre lindo quando estou com você.” Ele a puxou para si, o corpo dele quente contra o dela. “Mais um pouco de sol na cama, talvez?”

Isadora riu, um som doce e melodioso. “Gabriel, o conselho da fundação… lembra?”

“Ah, claro. A mulher forte e decidida. Deixa eu te dar um último beijo de bom dia, antes que você conquiste o mundo.” Ele a beijou com a intensidade que só ele sabia. Um beijo que prometia paixão, segurança e um futuro juntos. Um futuro que, Isadora sabia, ainda precisava ser duramente protegido.

O café da manhã foi pontuado por planos, risadas e a cumplicidade de um casal que havia enfrentado o abismo e escolhido retornar, de mãos dadas, à luz. Gabriel a acompanhou até a porta, um beijo final e uma promessa de jantar cedo.

“Te amo”, ele disse, com a voz rouca.

“Eu também te amo”, respondeu Isadora, com o coração cheio de gratidão.

O caminho para o escritório, em um carro blindado, era parte da nova realidade. Não era paranoia, era precaução. Victor Alencar havia sido preso, julgado e condenado. Mas a sombra dele parecia pairar sobre tudo. Rumores, sussurros de que seus antigos capangas ainda estavam à solta, que ele planejava vingança de dentro da prisão. Isadora não se deixava abater, mas a cautela era uma companheira constante.

Ao chegar ao seu escritório, um espaço moderno e elegante no centro financeiro de São Paulo, ela foi recebida por sua assistente, Clara, uma jovem eficiente e discreta.

“Bom dia, senhora Santos. Seus documentos para a reunião estão na sua mesa. O Sr. Almeida já chegou.”

“Obrigada, Clara. Alguma novidade ontem?”

Clara hesitou por um instante. “Nada de… alarmante. Apenas o de sempre. Algumas cartas anônimas, mas já as tratamos como de praxe.”

Isadora assentiu, um leve arrepio percorrendo sua espinha. Cartas anônimas. Era um incômodo constante desde o fim do pesadelo. Cartas cheias de ameaças veladas, de frases desconexas, de um ódio frio que ela sabia de onde vinha. Cartas que a faziam sentir-se observada.

A reunião com o conselho da fundação foi produtiva. Isadora, com sua inteligência afiada e sua paixão pela causa, expôs os novos projetos, os relatórios financeiros, e recebeu o apoio unânime dos membros. Ela se sentia realizada, vendo a fundação crescer, construindo um legado de esperança.

No meio da tarde, enquanto revisava alguns relatórios em seu escritório, o telefone tocou. Era um número desconhecido.

“Alô?”

“Isadora. Que bom ouvir sua voz.”

O sangue de Isadora gelou. Aquela voz. Inconfundível. Grave, fria, com um toque de deboche que a assombrava em seus pesadelos. Victor Alencar. Não podia ser. Ele estava preso.

“Victor… como…?”

“Ah, meu bem. A vida na prisão é tediosa. Mas há sempre maneiras de se manter conectado, não é mesmo? Especialmente quando se tem pessoas muito… leais. E você, Isadora, você é tão previsível. Tão fácil de encontrar.”

“O que você quer?” A voz de Isadora tremeu, apesar de seus esforços para controlá-la.

“Quero o que me pertence. Quero vê-la de joelhos. Quero vê-la sofrer. E para isso, preciso de algo que você tem. Algo que você protege com unhas e dentes.”

O coração de Isadora disparou. Gabriel. Ele estava falando de Gabriel.

“Não ouse tocar nele, Victor. Eu juro por tudo que é mais sagrado…”

“Juramentos? Você ainda acredita em juramentos? Eu já te mostrei do que sou capaz. E agora, Isadora, a diversão vai começar de novo. Você não é mais a vítima indefesa. Mas eu também não sou mais o mesmo. Apreendi muito. E aprendi que a dor é a melhor professora.”

A linha ficou muda. Isadora deixou o telefone cair da mão. O medo que ela tentara conter durante dois anos a inundou com uma força brutal. Victor Alencar estava solto? Ou ele estava manipulando tudo de dentro da prisão? Não importava. Ele estava de volta. E a ameaça era mais real e mais perigosa do que nunca. Ela precisava avisar Gabriel. Precisava protegê-lo. E precisava descobrir como ele havia conseguido ligar. A sombra do passado havia retornado, e desta vez, parecia mais escura, mais faminta. A guerra pela sua paz, pela sua vida, e pelo seu amor, estava apenas começando.

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