Meu Captor, Meu Amor III

Capítulo 13 — O Jogo de Sombras e a Revelação Sombria

por Valentina Oliveira

Capítulo 13 — O Jogo de Sombras e a Revelação Sombria

A tensão pairava no ar como um veneno sutil, infiltrando-se em cada canto do luxuoso apartamento de Ricardo. Helena observava a cidade cintilante lá fora, o caos ordenado das luzes refletindo a confusão em sua alma. A aliança com Sofia Alencar, embora promissora, era um passo arriscado em um jogo de sombras perigoso. Sabia que o Sr. Alencar, o patriarca implacável, não era um homem de recuar. Ele era um predador, e eles haviam acabado de entrar em seu território.

Ricardo se aproximou dela, o olhar preocupado. Ele tinha passado a noite em claro, imerso em documentos e estratégias, tentando antecipar os movimentos do pai. “Você está bem?”

Helena se virou, um leve sorriso forçado em seus lábios. “Estou tentando estar. A ideia de trabalhar com Sofia… é estranha. Mas eu confio em você, Ricardo. E se você diz que ela pode ser uma aliada, eu acredito.”

“Sofia é mais forte do que aparenta. Ela tem um senso de justiça próprio, e o Sr. Alencar a oprimiu por tempo demais. Ela quer vingança, Helena. E nós podemos oferecer isso a ela.” Ricardo sentou-se ao lado dela, pegando sua mão. “Mas precisamos ser cuidadosos. Ele é um mestre na manipulação, e pode tentar nos jogar uns contra os outros.”

Naquela tarde, um convite chegou. Um evento de gala beneficente organizado pela fundação do Sr. Alencar, um evento que ele raramente perdia. Era um movimento ousado, uma provocação. Ele os queria ali, expostos, para reafirmar seu poder.

“Ele está nos chamando para o covil do leão,” Helena murmurou, olhando para o convite com desconfiança. “Ele quer nos intimidar.”

“Ou ele quer nos mostrar que não temos onde nos esconder,” Ricardo respondeu, a voz calma. “Mas nós vamos. Vamos aceitar o convite. E vamos usar essa oportunidade para nos aproximarmos dele, para observá-lo. E talvez… para coletarmos mais informações.”

A decisão era audaciosa, beirando a loucura, mas Helena sabia que recuar não era uma opção. A segurança de Sofia, a liberdade de suas vidas, dependia de enfrentar o perigo de frente.

A noite da gala chegou, envolta em opulência e sofisticação. O salão de eventos, decorado com flores exóticas e iluminação suntuosa, pulsava com a presença da elite da cidade. Helena, deslumbrante em um vestido de seda azul-noite, sentia-se como uma rainha em seu próprio palco de xadrez. Ao seu lado, Ricardo, impecável em seu terno escuro, emanava uma aura de confiança que a tranquilizava.

O Sr. Alencar, um homem de porte imponente e olhar penetrante, estava no centro das atenções, cercado por admiradores e bajuladores. Seus olhos encontraram os de Helena e Ricardo, e um sorriso frio e calculista surgiu em seus lábios. Era um desafio mudo, um aviso para que não se atrevessem a interferir em seus planos.

Durante a noite, Helena observou o Sr. Alencar atentamente. Ela notou sua forma de interagir com as pessoas, a maneira como ele as manipulava com palavras doces e promessas vazias. Era um jogo de poder, e ele era um jogador experiente. Ela também percebeu a presença discreta de alguns de seus contatos, homens que trabalhavam para ele, que agiam como seus olhos e ouvidos.

Ricardo, por sua vez, usou a ocasião para se aproximar de alguns dos convidados que ele sabia que haviam sido prejudicados pelo pai. Ele semeou discórdia, sussurrou informações, plantou as sementes da dúvida e da revolta. Era um jogo de sombras, e ele era um mestre em jogar.

Em um momento de distração, Helena se afastou de Ricardo, sentindo a necessidade de explorar um pouco mais por conta própria. Ela se dirigiu a uma área mais reservada do salão, onde um grupo de empresários discutia assuntos em voz baixa. Foi então que ela ouviu algo que a fez parar.

“… o dinheiro que ele desviou do projeto, ele escondeu em uma conta offshore. Ninguém jamais encontraria.”

“Mas ele não pode ter feito isso sozinho. Ele precisou de ajuda.”

Helena se aproximou discretamente, sua curiosidade aguçada. Aquela conversa parecia promissora. Ela se escondeu atrás de uma cortina, ouvindo atentamente.

“Ajudou, sim. Ajudou bastante. Principalmente a sua própria filha, Sofia. Ela é a guardiã de muitos segredos. E o pai dela sabe disso. Ele a usa como escudo, como refúgio para seu dinheiro sujo.”

O mundo de Helena parou. Sofia? A mulher que eles estavam tentando recrutar como aliada, era cúmplice do pai? A revelação a atingiu como um raio. Toda a confiança que ela e Ricardo haviam depositado em Sofia poderia ter sido em vão.

Ela voltou correndo para Ricardo, o coração disparado. “Ricardo! Precisamos conversar. Agora.”

Eles se afastaram para um canto mais isolado, a música e as conversas abafadas ao redor deles. Helena contou a Ricardo o que havia ouvido, suas palavras saindo apressadas e cheias de incredulidade.

“Não pode ser verdade,” Ricardo murmurou, o rosto pálido. “Sofia jamais faria isso.”

“Mas eles disseram, Ricardo! E se for verdade? Se ela estiver protegendo o pai dela? Se ela for parte de tudo isso?”

Ricardo fechou os olhos por um instante, lutando contra a confusão e a dúvida que o assaltavam. Ele conhecia a complexidade de sua família, as lealdades quebradas, as manipulações. Mas ele acreditava em Sofia, acreditava em sua dor e em seu desejo de justiça.

“Não,” ele disse, abrindo os olhos, sua voz firme. “Não acredito nisso. Sofia não é como o pai dela. Ela está sendo usada, assim como nós fomos. Talvez o pai dela a esteja chantageando, ou ameaçando. Precisamos descobrir a verdade. Precisamos confrontá-la.”

A gala, que antes parecia uma oportunidade de unir forças, agora se tornava um palco de revelações sombrias e desconfiança. A figura de Sofia, antes vista como uma possível aliada, agora pairava sobre eles como uma sombra de dúvida.

No final da noite, enquanto se preparavam para sair, o Sr. Alencar se aproximou deles, seu sorriso malicioso mais evidente do que nunca. “Espero que tenham aproveitado a noite. É sempre um prazer ter convidados tão… interessantes em meus eventos.” Seus olhos pousaram em Helena, com um brilho de desafio. “Espero que vocês aproveitem a estada. A cidade pode ser um lugar muito perigoso para aqueles que se metem onde não são chamados.”

A ameaça era clara, mas Helena sentiu uma nova determinação surgir em seu peito. Eles não iriam recuar. Precisavam desmascarar o Sr. Alencar, e para isso, precisavam descobrir a verdade sobre Sofia.

De volta ao apartamento, a discussão continuou. “Precisamos conversar com Sofia imediatamente,” Helena insistiu. “Precisamos saber de que lado ela está.”

“E se ela estiver contra nós?” Ricardo perguntou, a dúvida em sua voz. “E se ela for tão perigosa quanto o pai dela?”

“Então lutaremos contra ela também,” Helena respondeu, sua voz firme. “Mas não podemos permitir que ele continue com seus planos. Precisamos proteger Sofia, precisamos protegê-la de si mesma, se for o caso. E precisamos proteger a nós mesmos.”

Na calada da noite, enquanto a cidade adormecia, Helena e Ricardo se preparavam para uma nova batalha. A revelação sobre Sofia havia lançado uma sombra de dúvida sobre sua aliança, mas também havia intensificado sua determinação em descobrir a verdade. O jogo de sombras estava se tornando mais complexo, e a próxima jogada seria crucial. A confiança estava abalada, mas a necessidade de derrubar o Sr. Alencar era mais forte do que nunca. A verdade, por mais sombria que fosse, precisava vir à tona.

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