A Esposa do Magnata II

Capítulo 20 — A Jornada até a Verdade e o Desafio de um Gigante

por Valentina Oliveira

Capítulo 20 — A Jornada até a Verdade e o Desafio de um Gigante

O cartão de Anya Sharma era um talismã, um fio de esperança em meio ao labirinto de incertezas. Clara o guardou em um lugar seguro, sua mente fervilhando com os riscos e as possibilidades. A ideia de confrontar Rodrigo com informações incriminatórias era aterrorizante, mas a perspectiva de perder Léo a impulsionava a ir em frente. Ela sabia que precisava agir com a máxima discrição, pois qualquer deslize poderia significar sua ruína.

Nos dias que se seguiram, Clara dedicou suas poucas horas livres a pesquisar sobre Anya Sharma. Descobriu que a jornalista era conhecida por sua tenacidade, sua ética inabalável e sua capacidade de desenterrar verdades inconvenientes para os poderosos. Anya já havia exposto escândalos financeiros, redes de corrupção e abusos de poder, muitas vezes enfrentando ameaças e assédio. Era a pessoa certa.

O maior desafio era reunir provas concretas. As lembranças fragmentadas de Clara eram valiosas, mas insuficientes para convencer uma jornalista investigativa. Ela precisava de documentos, de registros, de algo tangível que pudesse ser verificado. A “Sombra Negra” era um nome, um fantasma. Ela precisava dar forma a ele.

Em uma noite chuvosa, enquanto Léo dormia profundamente, Clara se dedicou a vasculhar seus pertences mais uma vez. Em uma antiga caixa de joias que Rodrigo lhe dera no início do relacionamento, ela encontrou algo inesperado. Um pequeno pendrive escondido em um compartimento secreto, algo que ela havia esquecido completamente. Com o coração acelerado, ela conectou-o ao seu laptop.

O conteúdo do pendrive era um tesouro de informações. Documentos criptografados, e-mails trocados entre Rodrigo e os diretores da “Sombra Negra”, detalhes de transferências bancárias ilícitas, e, o mais chocante, um contrato assinado por Rodrigo que o vinculava a uma rede de lavagem de dinheiro internacional. A “garantia” que ele tanto temia perder era a sua própria assinatura nesse contrato.

Clara sentiu um misto de pavor e euforia. Ali estava. A prova irrefutável. A arma que ela precisava para se defender. Ela passou a noite inteira decifrando os arquivos, copiando tudo para um novo pendrive, garantindo que tivesse cópias em diferentes locais seguros.

Na manhã seguinte, sentindo-se exausta, mas determinada, Clara buscou Helena. Contou-lhe tudo, omitindo os detalhes sobre Arthur para não colocá-lo em perigo direto, mas explicando a necessidade de buscar ajuda profissional.

“Clara, isso é… isso é perigoso”, Helena disse, seus olhos arregalados de preocupação. “Você tem certeza que quer se arriscar tanto?”

“Eu tenho que, Helena. Por Léo”, Clara respondeu, sua voz firme. “Eu não posso viver com o medo constante de ser encontrada. Eu preciso lutar.”

Helena, após um momento de hesitação, concordou em ajudá-la a entrar em contato com Anya Sharma. Ela conhecia algumas pessoas no meio jornalístico que poderiam facilitar a introdução. A jornada até a verdade seria longa e arriscada, mas Clara sentia que estava no caminho certo.

Alguns dias depois, Clara se encontrou com Anya Sharma em um café discreto em um bairro afastado de Londres. Anya era uma mulher de meia-idade, com um olhar penetrante e uma aura de inteligência e determinação. Ela ouviu Clara com atenção, sem interromper, seus olhos fixos no rosto de Clara. Quando Clara finalmente apresentou o pendrive, Anya o pegou com cuidado, sua expressão mudando de ceticismo para um sério interesse.

“Isso é… significativo, Clara”, Anya disse, sua voz calma, mas carregada de peso. “Eu precisarei de tempo para analisar tudo isso. E precisarei de mais informações. Mas, se o que você diz for verdade, e se esses documentos forem autênticos, Rodrigo Silva será pego em uma teia da qual ele não conseguirá escapar.”

Clara sentiu um alívio imenso. Anya acreditou nela. A jornada até a verdade havia começado oficialmente.

No entanto, o perigo não tardou a se manifestar. Naquela mesma semana, enquanto Clara buscava Léo na escola, ela notou um carro preto parado em frente ao portão, com dois homens dentro, cujos olhares pareciam fixos nela. O mesmo carro que ela já havia visto rondando a galeria. O medo a atingiu como um soco. Eles a haviam encontrado.

Clara agiu por instinto. Pegou Léo pela mão e correu para dentro da escola, disfarçando sua urgência. Ela sabia que não poderia voltar para casa. Precisava se esconder, se afastar. Lembrou-se de Arthur. Ele havia mencionado que, se a situação ficasse crítica, ela poderia contatá-lo.

Com as mãos trêmulas, Clara ligou para o número que Arthur lhe dera.

“Arthur, sou eu, Clara”, ela disse, sua voz embargada. “Eles me encontraram. Estou em perigo.”

Do outro lado da linha, a voz de Arthur soou tensa. “Onde você está?”

Clara descreveu a situação, sua voz mal contendo o pânico. Arthur a instruiu a ir para um ponto de encontro seguro, um local que ele havia previamente sugerido como um possível refúgio.

Enquanto se dirigia para o local indicado, Clara sentiu a adrenalina correr em suas veias. Ela estava fugindo novamente, mas desta vez era diferente. Ela não estava apenas fugindo, estava lutando. Estava lutando por sua vida, por seu filho, e pela justiça. A batalha contra Rodrigo Silva, o gigante implacável, estava apenas começando. E Clara, a esposa fugitiva, estava pronta para o confronto final.

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