O Último Beijo II

Com certeza! Prepare-se para mergulhar em "O Último Beijo II", uma saga de paixões, desencontros e o eterno jogo do amor, escrita com a alma de um romancista brasileiro.

por Ana Clara Ferreira

Com certeza! Prepare-se para mergulhar em "O Último Beijo II", uma saga de paixões, desencontros e o eterno jogo do amor, escrita com a alma de um romancista brasileiro.

Capítulo 6 — O Eco das Promessas em Ipanema

O sol de Ipanema, implacável e dourado, banhava a areia em tons de mel, mas para Ana Clara, o brilho parecia distante, um reflexo pálido da tempestade que assolava seu coração. Sentada à beira-mar, as ondas sussurrando segredos ancestrais em seus ouvidos, ela revivia cada palavra dita por Rafael na noite anterior, em Copacabana. A promessa. A promessa de um futuro, de uma vida juntos, que soava agora como um eco distante, quase irreal, diante da notícia que a devastara. A carta. A maldita carta que esperava, a cada dia, e que, quando finalmente chegou, trouxe consigo o fim.

Ela apertou os olhos, a brisa salgada chicoteando seu rosto, um carinho cruel que parecia zombar de sua dor. Era como se o próprio oceano tentasse lavar as lágrimas que se recusavam a cair, presas em sua garganta como um nó apertado. Rafael, seu Rafael, o homem que jurara amá-la eternamente, o homem cujos olhos espelhavam a vastidão do céu, estaria envolvido com outra mulher? A dúvida era um veneno que se espalhava por suas veias, corroendo a confiança, envenenando as lembranças felizes.

De repente, uma sombra familiar pairou sobre ela. Era Miguel, com seu sorriso gentil e os olhos que sempre a viam de uma forma que ninguém mais via. Ele sentou-se ao seu lado, o silêncio entre eles preenchido apenas pelo fragor das ondas.

“Ana Clara,” ele começou, a voz suave como o murmúrio do mar. “Eu te procurei. Você sumiu depois de ontem.”

Ela virou-se para ele, um vislumbre de desespero em seu olhar. “Eu… eu precisava pensar, Miguel.”

“E o que te aflige tanto?” ele perguntou, a preocupação genuína em sua voz. “A conversa com Rafael pareceu te abalar.”

Ana Clara hesitou. Contar a Miguel a verdade sobre a carta, sobre a possibilidade de traição de Rafael, seria admitir o fim de tudo o que ela sonhara. Mas Miguel era seu amigo, um porto seguro em meio à tormenta.

“Miguel,” ela começou, a voz embargada. “Eu recebi uma carta… uma carta que me deixou em pedaços.” Ela buscou no fundo de sua bolsa e tirou o envelope amassado, entregando-o a ele.

Miguel pegou a carta com cuidado, os dedos percorrendo as palavras que desciam em cascata, em uma caligrafia elegante e desconhecida. Era a carta de dona Helena, a mãe de Rafael, a mulher que ele tanto amava e que, segundo Rafael, se recuperava de uma longa doença. A carta falava de uma outra mulher, uma tal de Isabella, com quem Rafael supostamente estava comprometido. Uma noiva.

Os olhos de Miguel se arregalaram à medida que lia. Ele olhou para Ana Clara, o choque estampado em seu rosto. “Isso… isso não pode ser verdade, Ana Clara. Rafael te ama. Eu vi nos olhos dele.”

“E eu também acreditei, Miguel,” Ana Clara sussurrou, as lágrimas finalmente rolando por seu rosto. “Eu acreditei que éramos nós. Ele me prometeu. Uma vida juntos. E agora… agora isso.” A cada palavra, a dor se tornava mais aguda, um corte profundo em sua alma.

Miguel fechou os olhos por um instante, absorvendo a gravidade da situação. Ele sabia o quanto Ana Clara amava Rafael, e o quanto essa notícia a destruiria. Ele também conhecia Rafael, e algo não se encaixava.

“Eu vou falar com ele,” Miguel disse, a determinação em sua voz. “Não pode ser assim. Deve haver um engano. Rafael não te enganaria.”

Ana Clara sacudiu a cabeça. “Eu não sei, Miguel. A carta parece tão… definitiva.”

“Confie em mim, Ana Clara,” Miguel insistiu, segurando suas mãos. “Eu vou descobrir a verdade. Você não está sozinha nisso.”

Enquanto o sol começava a descer no horizonte, pintando o céu de Ipanema com tons de laranja e roxo, Ana Clara sentiu um fio de esperança reacender em seu peito. A promessa de Miguel, assim como a promessa de Rafael, ecoava em sua alma, um chamado para a luta, para a busca pela verdade em meio ao labirinto de incertezas. Mas o medo, esse intruso silencioso, ainda se aninhava em seu coração, sussurrando dúvidas e apreensões sobre o futuro, sobre o verdadeiro significado do último beijo.

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