Amor na Escuridão II

Absolutamente! Prepare-se para mergulhar de volta no turbilhão de emoções de "Amor na Escuridão II". Aqui estão os capítulos 6 a 10, carregados de paixão e drama, como só o Brasil sabe fazer.

por Valentina Oliveira

Absolutamente! Prepare-se para mergulhar de volta no turbilhão de emoções de "Amor na Escuridão II". Aqui estão os capítulos 6 a 10, carregados de paixão e drama, como só o Brasil sabe fazer.

Capítulo 6 — O Eco de um Segredo Revelado

A brisa morna da noite, que antes trazia o perfume adocicado das acácias e o cheiro salino do mar distante, agora parecia carregar um peso insuportável. No quarto de Clara, a penumbra dançava nas paredes, projetando sombras alongadas que pareciam ecoar a turbulência em seu peito. A carta de sua mãe, um documento frágil e amarrotado, ainda repousava sobre a cômoda de mogno, um lembrete cruel da verdade que a assombrava.

"Ele a amava… amava de verdade", as palavras da mãe soavam em sua mente, um eco distorcido de tudo o que ela acreditava saber sobre Miguel. Miguel, o homem que ela ousou amar, o homem que lhe trazia a felicidade mais pura e, ao mesmo tempo, a dor mais profunda. Como poderia ele ter escondido algo tão crucial? Como poderia ter permitido que ela se apaixonasse por uma sombra, por uma versão incompleta dele mesmo?

Ela se levantou, os pés descalços tocando o assoalho frio. A lua cheia, majestosa no céu escuro, derramava sua luz prateada sobre a varanda, convidando-a para o silêncio e a reflexão. Com passos hesitantes, Clara se dirigiu à porta de vidro e abriu-a, o som suave do ranger ecoando no silêncio da casa. A noite a acolheu, um abraço fresco que não conseguia apagar o calor febril que a consumia por dentro.

Ela se sentou na cadeira de vime, o tecido áspero sob suas mãos. O mar estava calmo, a linha do horizonte um borrão indistinto contra o céu estrelado. As ondas batiam suavemente na areia, um murmúrio constante que parecia sussurrar segredos antigos. Segredos como o que ela acabara de desenterrar.

Miguel apareceu na porta da varanda, seus olhos escuros procurando por ela na penumbra. Ele estava descalço, vestindo apenas uma calça de linho clara, a pele bronzeada brilhando à luz da lua. A visão dele sempre fora um bálsamo para sua alma, mas hoje, cada detalhe parecia carregado de uma ironia cruel.

"Clara? O que está fazendo aqui fora? Está friozinho", a voz dele, um barítono suave que costumava acalmá-la, soou tensa. Ele a observou, percebendo a rigidez em seus ombros, a maneira como ela evitava seu olhar. "Aconteceu alguma coisa?"

Ela respirou fundo, o cheiro do mar invadindo seus pulmões. Como começar? Como confrontá-lo com a verdade que sua mãe havia revelado, uma verdade que desmoronava o mundo que eles haviam construído juntos?

"Eu… encontrei algo", ela disse, a voz embargada. Ela não conseguia olhá-lo. Seus olhos fixaram-se em um ponto distante no mar, onde as estrelas pareciam se afogar na imensidão.

Miguel se aproximou, o som dos seus passos na madeira um ritmo crescente em sua ansiedade. Ele se ajoelhou diante dela, o calor do seu corpo irradiando em sua direção. "O que você encontrou, meu amor?" Ele estendeu uma mão e gentilmente tocou seu rosto, forçando-a a olhá-lo.

Os olhos dele estavam cheios de preocupação, mas Clara viu mais. Viu uma ponta de apreensão, um tremor quase imperceptível em seu olhar que confirmou seus piores medos. Ele sabia. Ele sabia o que ela havia descoberto.

"Sua mãe", Clara começou, a voz trêmula, "ela me escreveu. E ela me contou tudo, Miguel." As lágrimas finalmente brotaram, quentes e salgadas, escorrendo pelo seu rosto. "Ela me contou sobre Ana."

O nome pairou no ar, um fantasma entre eles. O corpo de Miguel pareceu congelar. A mão que acariciava seu rosto ficou imóvel. A preocupação em seus olhos deu lugar a uma tristeza profunda, uma dor antiga que Clara nunca tinha visto antes.

"Clara… eu… eu queria te contar", ele disse, a voz rouca, carregada de uma confissão silenciosa. "Eu só… não sabia como."

"Não sabia como?", Clara repetiu, a voz aumentando em tom, a mágoa cortando o ar. "Você não sabia como me dizer que você era casado? Que você tinha um filho? Que sua esposa… sua esposa morreu e você nunca me disse nada, Miguel?"

As palavras saíram como flechas, cada uma carregada com a dor de sua descoberta. Ela se levantou abruptamente, recuando dele como se sua proximidade a queimasse. A serenidade da noite parecia zombar de seu tormento.

"Você me deixou acreditar que era livre", ela continuou, a voz agora um lamento estrangulado. "Você me deixou me apaixonar por você, me deixou me entregar a você, sabendo que eu estava compartilhando você com um passado que eu nem sequer conhecia. Um passado que você escondeu de mim!"

Miguel também se levantou, seus olhos fixos nela, marejados. "Não foi assim, Clara. Por favor, me deixe explicar."

"Explicar o quê, Miguel? Explicar a mentira? Explicar a omissão? Como você pode explicar algo que é inerentemente errado?" Ela gesticulou para ele, o corpo tremendo de raiva e desespero. "Eu te dei tudo de mim! Eu confiei em você! E você me tratou como… como se eu fosse alguém que não merecesse a verdade."

"Isso não é verdade!", ele exclamou, dando um passo em sua direção. "Você é a única mulher que eu amo, Clara. E Ana… ela era meu passado. Um passado doloroso, um passado que eu queria deixar para trás. Eu não queria que isso te afastasse de mim."

"E o que você achou que faria?", Clara retrucou, a voz embargada pelas lágrimas. "Que eu nunca descobriria? Que eu viveria para sempre nessa ilusão? E o seu filho, Miguel? Ele sabe que eu existo? Ou ele também é um segredo?"

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O olhar de Miguel vacilou, e Clara sentiu um nó na garganta se apertar ainda mais. Ele não respondeu. E naquele silêncio, Clara viu a confirmação definitiva. Ele não era apenas um homem com um passado, ele era um homem que escolheu esconder esse passado dela, e com ele, uma parte crucial de sua vida.

"Eu não posso", Clara sussurrou, virando-se para a escuridão da varanda, para a imensidão do mar que parecia tão implacável quanto a verdade que a atingira. "Eu não posso fazer isso, Miguel. Eu preciso de… eu preciso de um tempo. Eu preciso pensar."

Ela sentiu a presença dele atrás dela, um calor que não a alcançava mais. Ela não se virou. Não conseguia. A carta de sua mãe, um pedaço de papel que desvendara uma vida inteira, pesava em sua mão, e o peso de seu amor por Miguel, agora manchado pela traição, parecia esmagá-la. A noite, antes um refúgio, agora parecia um abismo, e Clara se sentia perigosamente à beira dele.

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