Cap. 13 / 21

Amor Proibido II

Capítulo 13 — O Segredo Revelado

por Ana Clara Ferreira

Capítulo 13 — O Segredo Revelado

Os dias seguintes foram marcados por uma tensão palpável na mansão dos Almeida. Miguel tentava desesperadamente se reconectar com Helena, enviando flores, mensagens, buscando qualquer brecha em sua armadura. Mas Helena, embora sentisse o chamado antigo de seu coração, mantinha-se firme em sua decisão. A frieza de Sofia e a confissão de seus planos a haviam alertado. Ela sabia que a batalha não seria apenas por amor, mas por sua própria sanidade.

Sofia, por sua vez, intensificou sua campanha de manipulação. Ela se mostrava cada vez mais presente na vida de Miguel, exagerando sua fragilidade, suas necessidades, criando uma atmosfera de dependência. Ela sabia que a força de Miguel residia em sua bondade e em seu senso de responsabilidade, e ela explorava isso implacavelmente.

Em uma noite chuvosa, enquanto Miguel se preparava para mais um jantar forçado com Sofia, ele recebeu uma ligação. Era um número desconhecido. Hesitante, ele atendeu.

“Alô?”

“Senhor Miguel Almeida?” A voz era rouca, masculina, e carregava um tom de urgência.

“Sou eu. Quem fala?”

“Meu nome é João. Eu… eu preciso falar com o senhor sobre a sua esposa. Sofia.”

Miguel sentiu um arrepio. “O que você quer? O que você sabe sobre Sofia?”

“Eu trabalhei para ela. Por um tempo. Em troca de favores. Ela me pagou para… para fazer algumas coisas. Coisas que eu não me orgulho.” A voz de João vacilou. “Ela me contou sobre o passado dela, sobre o acordo com o senhor. E ela me disse para garantir que Helena nunca mais se aproximasse do senhor.”

Miguel fechou os olhos, a respiração presa na garganta. A confirmação de seus piores medos. “O que você fez, João?”

“Eu… eu plantei evidências falsas contra o pai de Helena. Para afastá-lo dos negócios. E quando você se casou com Sofia… ela me fez apagar alguns registros importantes. Registros que poderiam provar que o seu casamento não é legítimo.”

O mundo de Miguel desmoronou. O acordo. As mentiras. Tudo começou a se encaixar de forma aterradora. Ele se lembrou da pressa de Sofia em se casar, das desculpas esfarrapadas para a ausência de certos documentos.

“O quê? Você está dizendo que o meu casamento com Sofia… é uma farsa?”

“Não exatamente uma farsa, senhor Almeida. Mas foi construído sobre mentiras. Sofia me usou para garantir que você ficasse preso a ela. Ela teme o senhor. E ela teme que Helena possa vir a ter os direitos sobre a empresa do pai dela. E com isso, você poderia perder tudo.”

Miguel desligou o telefone, o corpo tremendo. Ele olhou para o retrato de seus pais na parede, a decepção estampada em seus rostos. Ele se sentiu enojado de si mesmo, por ter se deixado enganar tão facilmente.

Na sala de jantar, Sofia o esperava com um sorriso radiante. “Miguel, meu amor! Você demorou. Estava me preocupando.”

Ele a encarou, a raiva e a decepção em seus olhos eram visíveis. “Sofia, quem é João?”

O sorriso de Sofia vacilou por um instante. “João? Nunca ouvi falar.”

“Não minta para mim, Sofia,” Miguel rosnou, a voz carregada de fúria. “Eu sei de tudo. Eu sei sobre o que você fez com o pai de Helena. Eu sei sobre as evidências falsas. E eu sei que você manipulou o meu casamento.”

O rosto de Sofia se transformou. A máscara de doçura caiu, revelando a frieza calculista que Helena havia pressentido. “Você fala como se eu tivesse cometido um crime. Eu apenas protegi o que é meu, Miguel. E você é meu.”

“Eu nunca fui seu, Sofia,” Miguel retrucou, o desprezo em sua voz era patente. “Você me forçou a isso. Você me manipulou. E agora, você vai pagar por isso.”

Sofia deu um passo à frente, os olhos brilhando com uma fúria fria. “Você não pode fazer nada, Miguel. Você está preso a mim. Pelo acordo, pela nossa reputação. E se você tentar me deixar, eu garanto que você e Helena perderão tudo.”

“Você ameaça a mim e a Helena?” Miguel riu, um riso amargo. “Você não aprendeu nada. Helena é mais forte do que você imagina. E eu… eu não vou mais ser seu fantoche.”

Naquela mesma noite, Helena estava em seu apartamento, tentando se concentrar em seus desenhos. A conversa com Sofia ainda ecoava em sua mente, a determinação da mulher em mantê-la afastada de Miguel era assustadora. De repente, uma batida forte na porta a assustou. Hesitante, ela foi atender.

Era Miguel. Seus olhos estavam vermelhos, o rosto pálido, mas havia uma determinação feroz em seu olhar. Ele parecia ter corrido uma maratona.

“Helena,” ele disse, a voz rouca. “Eu preciso te contar algo. Algo terrível.”

Helena o deixou entrar, sentindo a urgência em seus gestos. “Miguel, o que aconteceu?”

Ele a segurou pelos braços, a força em seu toque quase dolorosa. “Eu… eu descobri tudo. Sobre Sofia. Sobre o acordo. Sobre o que ela fez com o seu pai.” Ele respirou fundo, as palavras saindo em um jorro desesperado. “Sofia me manipulou, Helena. Ela usou um homem para plantar evidências falsas contra o seu pai, para arruiná-lo. E ela fez tudo isso para me manter preso a ela. Para garantir que você não voltasse para mim.”

Helena sentiu o chão sumir sob seus pés. As lágrimas começaram a rolar em seu rosto, não de tristeza, mas de uma raiva avassaladora. “Ela… ela fez isso? Com o meu pai?”

“Sim,” Miguel respondeu, o desespero em sua voz ecoando a dor dela. “Ela planejou tudo. O casamento, o acordo… tudo foi uma estratégia para nos separar. Para manter o controle. Ela… ela é mais perigosa do que eu imaginava.”

Helena se afastou dele, precisando de espaço para processar a informação. O ódio por Sofia crescia em seu peito, um ódio puro e avassalador. Ela lembrou-se da frieza nos olhos de Sofia, das suas palavras cruéis.

“E o meu pai… ele está em ruínas por causa dela?”

“Eu vou consertar isso, Helena,” Miguel disse, a voz firme. “Eu vou provar a inocência dele. Eu vou desmascarar Sofia. E eu vou fazer com que ela pague por tudo o que fez.”

Helena o encarou, a dor em seus olhos misturada com uma nova determinação. “Nós vamos fazer isso, Miguel. Juntos.”

Naquele momento, a fragilidade de Helena se transformou em força. A confissão de Miguel não foi um fim, mas um começo. Um começo para a luta pela verdade, pela justiça, e pelo amor que eles haviam perdido, mas que agora, parecia mais forte do que nunca. A tempestade estava longe de acabar, mas pela primeira vez em muito tempo, Helena sentiu que não estava sozinha.

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