Cap. 17 / 21

Amor Proibido II

Capítulo 17 — A Fúria de Aurora e o Luto de Sofia

por Ana Clara Ferreira

Capítulo 17 — A Fúria de Aurora e o Luto de Sofia

A mansão dos Bastos, antes palco de um drama íntimo, agora parecia explodir em um turbilhão de emoções. A confissão de Ricardo e a descoberta de Helena ecoaram pelos corredores, atingindo Aurora como um raio em céu azul. A matriarca, sempre altiva e controladora, irrompeu na sala com a fúria de uma leoa enraivecida.

"O que está acontecendo aqui?!", Aurora gritou, os olhos percorrendo o cenário desolador. Helena, ainda chorando, mas com uma nova determinação no olhar, olhou para a mãe. Sofia, por outro lado, estava em choque, o corpo encolhido como se quisesse desaparecer.

"Mãe...", Helena começou, mas Aurora a interrompeu.

"Não me venha com 'mãe', Helena! Eu ouvi! Ouvi tudo! Ricardo, seu... seu traidor! E você, Sofia! Como você pôde fazer isso com sua própria irmã?", a voz de Aurora tremia de indignação. Ela avançou em direção a Ricardo, o punho cerrado, mas Helena a segurou.

"Mãe, por favor. Deixe ele. Ele já confessou. A pior parte já passou." A voz de Helena era mais firme agora, a dor dando lugar a uma resignação fria.

"A pior parte passou? Helena, você foi traída pelo seu marido e pela sua irmã! Como você pode estar tão calma?", Aurora exclamou, chocada com a apatia aparente da filha.

Sofia, finalmente encontrando sua voz, soluçou: "Helena, eu sinto muito. Mais do que você pode imaginar."

"Sente muito?", Helena repetiu, um riso seco escapando de seus lábios. "Você sente muito por ter destruído a minha vida? Por ter tirado de mim o homem que eu amava? Por ter me feito parecer uma tola para o mundo inteiro?"

Sofia tentou se aproximar, mas Helena deu um passo para trás. "Não chegue perto de mim, Sofia. Eu não consigo mais olhar para você. Você é uma estranha."

O impacto dessas palavras atingiu Sofia com a força de um soco. A irmã que ela sempre admirou, a irmã que ela amava profundamente, a rejeitava. As lágrimas de Sofia agora eram acompanhadas pela dor lancinante da perda. A culpa que a consumia desde o início do relacionamento com Ricardo agora se multiplicava, esmagando-a sob o peso de suas escolhas.

Aurora, entretanto, estava focada em Ricardo. "Você arruinou a vida da minha filha, Ricardo! Você tem ideia do que fez?"

Ricardo, para surpresa de Aurora, manteve a compostura. "Senhora Aurora, eu sei que minhas ações foram imperdoáveis. E eu assumo toda a responsabilidade. Mas eu nunca amei Helena como eu amo Sofia. E eu sei que isso não justifica nada, mas é a verdade."

A declaração de Ricardo foi como um novo golpe para Helena. Ela olhou para ele, o rosto desfigurado pela dor. As palavras de Aurora, a revelação de Ricardo, tudo se misturava em um borrão de sofrimento.

Aurora olhou para Sofia, que estava encolhida no sofá, as lágrimas escorrendo pelo rosto sem parar. "Sofia, olhe para mim."

Sofia ergueu o olhar, os olhos vermelhos e inchados. "Eu não consigo, mãe. Eu sou um monstro."

"Você não é um monstro, Sofia. Você cometeu um erro terrível, um erro que vai ter consequências devastadoras. Mas você é minha filha. E eu não vou te abandonar. No entanto, você precisa entender a gravidade do que fez. Você não apenas traiu sua irmã, você destruiu a confiança que ela depositava em você. E isso, Sofia, é algo que talvez nunca possa ser consertado."

Helena, com a voz embargada, decidiu falar. "Eu preciso de tempo, mãe. Eu preciso de espaço. Eu não consigo estar aqui. Não consigo olhar para eles." Ela se virou e caminhou em direção à porta, sem olhar para trás.

"Helena, onde você vai?", Aurora perguntou, preocupada.

"Eu não sei. Mas eu não posso mais ficar aqui. Eu preciso respirar. Preciso tentar entender como minha vida virou esse pesadelo." E com isso, Helena saiu da mansão, deixando para trás o caos que ela e os outros haviam criado.

A porta bateu, selando o silêncio pesado que se instalou. Aurora olhou para Sofia, a compaixão em seus olhos lutando contra a decepção. "Você realmente o amava tanto assim, Sofia?"

Sofia assentiu, incapaz de falar. As lágrimas continuavam a rolar. O amor que ela sentia por Ricardo, que antes parecia uma chama ardente, agora se transformara em um fogo que a consumia, deixando apenas cinzas de arrependimento e dor. Ela sabia que havia cruzado uma linha, que havia destruído a irmã, a família, e possivelmente a si mesma. O luto de Sofia não era apenas pela perda do amor de Helena, mas pela perda da inocência, pela perda da imagem que ela tinha de si mesma.

Ricardo observava a cena, o peso da culpa o esmagando. Ele havia causado a dor em Helena, e agora, estava testemunhando a devastação em Sofia e o desespero de Aurora. Ele sabia que a tempestade estava apenas começando. A verdade, uma vez libertada, raramente se contenta em apenas ser ouvida; ela exige consequências. E as consequências para todos eles estavam apenas começando a se desenrolar, em um emaranhado de dor, arrependimento e a incerteza de um futuro sombrio. O amor que os unira, agora era o mesmo amor que os condenava.

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