Cap. 18 / 25

Contrato de Amor

Capítulo 18 — O Ultimato e a Coragem de Helena

por Camila Costa

Capítulo 18 — O Ultimato e a Coragem de Helena

As noites se tornaram longas e agitadas para Rafael e Helena. Eles se encontravam às escondidas, planejando cada passo com meticulosidade. A fúria dos Vasconcelos, como Rafael previra, não tardou a se manifestar. Eduardo e Sofia, sentindo o terreno escorregar sob seus pés, intensificaram a pressão. A notícia da infiltração de Daniel, agora um aliado leal de Rafael, nas entranhas da empresa de Eduardo, havia chegado aos ouvidos deles como um raio em céu azul.

Uma manhã, enquanto Helena tomava seu café em casa, o telefone tocou. Era seu pai. A voz dele soava diferente, mais fria, quase ameaçadora.

"Helena, precisamos conversar. Agora. Na empresa."

Helena sentiu um arrepio percorrer sua espinha. A urgência e o tom de Eduardo eram alarmantes. Ela sabia que eles estavam desconfiando de algo. "Pai, eu…", ela começou, mas Eduardo a interrompeu.

"Não temos tempo para 'mas', Helena. É um assunto de família. Urgente." E ele desligou.

Sem opção, Helena dirigiu-se à sede da Vasconcelos Construções. Ao chegar, foi diretamente levada para a sala de Eduardo. Sofia estava lá, com um sorriso triunfante que ela tentava disfarçar. Dona Clara observava tudo de um canto, um leve sorriso nos lábios, como se estivesse assistindo a uma peça de teatro cuidadosamente ensaiada.

"Sente-se, Helena", disse Eduardo, apontando para uma cadeira. O clima na sala era pesado, denso.

"O que vocês querem?", Helena perguntou, a voz firme, mas o coração acelerado.

"Sabemos que você está nos traindo, Helena", Sofia disse, com um tom acusador. "Sabemos que você está aliada a esse… esse Rafael Andrade."

Helena sentiu o sangue gelar. A traição. Eles sabiam. "Eu não estou traindo ninguém. Eu estou apenas buscando a verdade."

"A verdade?", Eduardo riu, um som seco e sem humor. "A verdade é que esse homem arruinou a nossa reputação. Ele é um golpista, um aproveitador. E você, nossa própria filha, está ao lado dele, nos atacando."

"Ele não arruinou a reputação de vocês. Ele apenas expôs a verdade sobre as suas ações", Helena rebateu, a coragem crescendo dentro dela. "Vocês tentaram destruí-lo. Tentaram me manipular. E eu não vou mais permitir isso."

Dona Clara, finalmente, decidiu se pronunciar. Sua voz, embora baixa, carregava um peso insuportável. "Helena, você está sendo tola. Esse amor por Rafael é uma ilusão. Uma fraqueza que não podemos nos dar ao luxo de ter. Ele vai te destruir, assim como destruiu o seu pai na época." A menção ao passado, algo que Helena nunca havia compreendido completamente, a intrigou.

"Do que a senhora está falando, vovó?", Helena perguntou, confusa.

Eduardo desviou o olhar, um rastro de dor em seus olhos. Sofia sorriu, satisfeita. "Seu pai também foi enganado por um homem como o Rafael, Helena. Um homem sem escrúpulos que o deixou na ruína. Nós o salvamos naquela época. E agora, faremos o mesmo por você."

Helena olhou para seu pai, vendo nele um reflexo de sua própria vulnerabilidade. Mas ela não era seu pai. Ela havia aprendido com seus erros. E não cairia na mesma armadilha.

"Eu não sou meu pai, e Rafael não é aquele homem", Helena declarou, a voz firme. "Vocês estão vivendo no passado. O mundo mudou. E eu também." Ela se levantou, olhando diretamente para Eduardo, Sofia e Dona Clara. "Eu não vou me afastar de Rafael. Eu vou ficar ao lado dele. E eu vou provar a todos que a verdade está do nosso lado."

Eduardo levantou-se também, o rosto vermelho de raiva. "Então você nos escolheu contra nós? Contra a sua própria família?"

"Vocês escolheram o lado da mentira, pai. Eu escolhi a verdade e o amor", Helena respondeu, a voz embargada pela emoção, mas inabalável em sua decisão. "Eu não sou mais a garotinha que vocês podiam controlar. E se vocês não conseguem aceitar isso, então… então eu não sei mais se essa família tem lugar em minha vida."

A declaração caiu como uma bomba na sala. Sofia ficou pálida, Eduardo parecia atordoado, e Dona Clara, pela primeira vez, demonstrou uma leve surpresa em seus olhos.

"Você não pode estar falando sério, Helena", Sofia gaguejou.

"Estou. Eu não sou mais um peão no jogo de vocês", Helena disse, sentindo uma força interior que nunca soube que possuía. Ela se virou para sair, mas Eduardo a segurou pelo braço.

"Helena, espere. Pense bem. Não faça nada precipitado." A preocupação em sua voz era genuína, mas Helena sabia que era tarde demais.

"Já pensei, pai", ela disse, soltando o braço dele gentilmente. "Eu amo o Rafael. E vou lutar por nós. E eu juro que a verdade virá à tona. Para o bem ou para o mal."

Ao sair da sala, Helena sentiu um misto de alívio e apreensão. Ela havia dado um ultimato à sua família, um passo perigoso e irreversível. Mas a coragem que a impulsionava era o amor que sentia por Rafael. Ela sabia que a tempestade estava longe de acabar, mas estava pronta para enfrentá-la. Ela pegou seu celular e ligou para Rafael, a voz embargada pela emoção.

"Amor, eu fiz. Eu dei um ultimato. Eles sabem de nós."

Do outro lado da linha, Rafael sentiu um aperto no peito. "Helena, meu amor, eu sinto muito. Se você se arrepender..."

"Eu não vou me arrepender, Rafael. Nunca. Eu te amo. E estou pronta para lutar por nós, custe o que custar." A voz dela era firme, cheia de uma determinação que o encheu de esperança.

"Eu também te amo, Helena. E vamos vencer isso juntos. Eu tenho as provas. Vamos expor a verdade para todos."

Naquele momento, em lados opostos da cidade, Rafael e Helena selaram seu pacto. A coragem de Helena, a determinação de Rafael, e as provas irrefutáveis eram as armas que eles usariam para desmantelar a teia de mentiras e manipulações dos Vasconcelos. A batalha final estava prestes a começar, e o amor deles seria a âncora que os manteria firmes diante da fúria da tempestade.

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