Coração em Chamas III

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Coração em Chamas III", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

por Camila Costa

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Coração em Chamas III", escritos no estilo de um romancista brasileiro de best-sellers:

Coração em Chamas III

Capítulo 11 — A Tempestade que Se Avizinha em Copacabana

O sol escaldante do Rio de Janeiro beijava a pele de Isabella, mas o calor parecia insuficiente para dissipar o frio que a consumia por dentro. Sentada na varanda do apartamento luxuoso que dividia com Rafael, em Copacabana, ela observava as ondas quebrando na orla, cada uma delas um eco distante das turbulências que assombravam sua alma. As revelações de Paris haviam deixado um rastro de destruição, um vulcão de emoções que ameaçava engolir a todos.

Rafael se aproximou, o corpo forte e bronzeado emergindo da casa com a familiar elegância que sempre a desarmava. Ele a abraçou por trás, os braços fortes envolvendo sua cintura, o peito quente contra suas costas. "Pensando muito, meu amor?", ele sussurrou, a voz rouca de quem acabara de acordar.

Isabella suspirou, inclinando a cabeça para trás, encostando-a em seu ombro. "Como não pensar, Rafael? Tudo desmoronou. A abadia, o segredo da minha mãe, o envolvimento da família de Eduardo... Parece que vivi uma mentira por toda a minha vida."

Ele se virou para que pudessem se encarar, os olhos azuis, geralmente tão claros e serenos, agora tingidos por uma sombra de preocupação. "Eu sei que é difícil. Mas estamos juntos nisso. Não importa o que venha, vamos enfrentar." Ele acariciou seu rosto, os dedos longos e firmes percorrendo a curva de sua bochecha. "Você não está sozinha, Isa."

A proximidade dele, a segurança que emanava de seu toque, era um bálsamo, mas não o suficiente para apagar a imagem do rosto pálido de Eduardo ao confrontá-lo com a verdade sobre a herança e o pacto obscuro que ligava suas famílias. A traição, mesmo que involuntária, do homem que ela amava, ou achava amar, doía mais do que qualquer outra coisa.

"E Eduardo?", Isabella perguntou, a voz embargada. "O que vai acontecer com ele? Ele está devastado, Rafael. E com razão."

Rafael apertou-a em um abraço mais forte. "Ele terá que lidar com as consequências de suas escolhas, Isa. E a família dele também. Mas, por enquanto, nosso foco tem que ser em proteger você. A verdade sobre a sua mãe e essa rede de manipulação é perigosa. Precisamos ter certeza de que aqueles que a prejudicaram não terão outra chance."

Naquele momento, o telefone de Rafael tocou, tirando-os do abraço melancólico. Ele atendeu, a expressão mudando instantaneamente de ternura para uma frieza calculista. "Alô? Sim, sou eu. O que há de novo?... O quê? Isso é sério? Precisamos nos encontrar o mais rápido possível. Na minha cobertura. Em uma hora."

Ele desligou, o semblante tenso. "Foi o meu advogado. Ele tem notícias sobre a movimentação de alguns dos nossos antigos sócios. Pessoas que pensávamos estarem fora de jogo, mas que, ao que tudo indica, estão planejando algo grande. Algo que pode nos atingir em cheio."

Isabella sentiu um arrepio percorrer sua espinha. A tempestade que se avizinhava não era apenas interna, mas também externa, e prometia ser ainda mais devastadora. A calma de Copacabana, o sol que banhava a paisagem, parecia apenas um prelúdio para o caos que se desenhava.

"O que eles planejam?", ela perguntou, a voz baixa, quase um sussurro.

"Não sei os detalhes ainda. Mas o meu advogado tem um informante infiltrado. Ele disse que é algo que vai abalar as estruturas, Isa. Algo que pode nos tirar tudo." Rafael a segurou pelos ombros, os olhos fixos nos dela, uma determinação feroz neles. "É por isso que temos que ser fortes. E temos que agir antes que seja tarde demais."

Nos dias que se seguiram, a mansão em Copacabana se transformou em um quartel-general. Rafael, com sua mente estratégica e implacável, orquestrava cada passo. Advogados, consultores de segurança e até mesmo alguns contatos do submundo que ele raramente usava eram convocados. Isabella, embora abalada, encontrava forças em sua própria dor e na necessidade de proteger o legado de sua mãe e a verdade que ela tanto lutou para desvendar.

Em uma tarde chuvosa, enquanto a luz do dia se esvaía, Isabella estava no escritório de Rafael, revisando documentos que pareciam ter saído de um pesadelo. Eram contratos fraudulentos, acordos secretos, transferências ilícitas de fundos que ligavam o nome de seu pai e de outros empresários respeitáveis a atividades criminosas. A imagem de seu pai, o homem que ela idolatrava, se desfazia a cada página, revelando uma figura sombria e manipuladora.

Rafael entrou, o rosto marcado pelo cansaço, mas os olhos brilhando com um brilho de triunfo. Ele segurava um envelope lacrado. "Conseguimos. O informante conseguiu uma cópia do plano deles."

Ele entregou o envelope a Isabella. Com as mãos trêmulas, ela o abriu. Era um documento detalhado, repleto de gráficos e números, que descrevia um plano audacioso para desestabilizar o mercado financeiro brasileiro, usando informações privilegiadas e manipulações de ações. O objetivo era claro: falir empresas concorrentes, incluindo a de Rafael, e consolidar o poder nas mãos de um pequeno grupo de indivíduos inescrupulosos. E o nome de Eduardo, surpreendentemente, aparecia em alguns dos planos, não como vítima, mas como peça chave em uma das etapas finais.

"Eduardo...", Isabella murmurou, chocada. "Ele sabia disso? Ele fazia parte disso?"

Rafael sentou-se ao lado dela, o olhar sério. "Parece que sim, Isa. Pelo menos, parte dele sabia. Talvez ele tenha sido forçado, como muitas outras vezes, mas a verdade é que ele se tornou um peão em um jogo muito maior do que ele imaginava."

A revelação atingiu Isabella como um golpe físico. Aquele homem que ela amava, que jurava protegê-la, estava envolvido em um esquema que poderia arruinar a vida de tantas pessoas. O véu da falsidade, que ela pensava ter retirado em Paris, agora se estendia para abranger o próprio homem que ela considerava seu porto seguro.

"Não posso acreditar", ela sussurrou, as lágrimas finalmente rolando por seu rosto. "Eu o amei, Rafael. E ele... ele me traiu de todas as formas possíveis."

Rafael a puxou para perto, o corpo dela tremendo em seus braços. "Eu sei que dói, meu amor. Mas essa dor vai te fortalecer. Você é mais forte do que imagina, Isabella. E juntos, vamos derrotar esses monstros."

Ele olhou para o documento em suas mãos. "Eles querem nos tirar tudo. Mas não vão conseguir. Vamos usar isso contra eles. Vamos expor cada um deles, cada esquema, cada traição. E vamos garantir que a verdade prevaleça, não importa o custo."

A tempestade em Copacabana se intensificava, mas dentro de Isabella, uma nova força começava a se formar. A dor se transformava em determinação. A fragilidade em resiliência. Ela não seria mais uma vítima. Ela seria a tempestade.

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