O CEO e a Secretária
Com certeza! Prepare-se para mergulhar em mais um turbilhão de emoções com "O CEO e a Secretária". Aqui estão os capítulos que faltavam para dar continuidade a essa história apaixonante:
por Camila Costa
Com certeza! Prepare-se para mergulhar em mais um turbilhão de emoções com "O CEO e a Secretária". Aqui estão os capítulos que faltavam para dar continuidade a essa história apaixonante:
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Capítulo 11 — O Beijo que Despertou Tempestades
O ar na cobertura de Victor Sterling estava eletrizado. Cada partícula parecia vibrar com a tensão silenciosa que pairava entre ele e Isabella. A noite lá fora, antes um convite à serenidade, agora parecia apenas um pano de fundo para o drama que se desenrolava dentro daqueles muros dourados. Isabella sentia o coração martelar contra as costelas, um tambor frenético anunciando a tempestade iminente. O olhar de Victor, fixo nela, era como um holofote, desnudando cada hesitação, cada desejo oculto.
Ele dera um passo à frente, o som dos seus sapatos italianos no mármore polido ecoando na quietude. Isabella recuou instintivamente, mas suas costas encontraram a frieza do vidro da varanda. Estava encurralada, não fisicamente, mas pela força avassaladora da atração que emanava dele. Os olhos de Victor, azuis como um oceano revolto, percorriam seu rosto, detendo-se nos lábios entreabertos, na respiração ofegante. Cada detalhe dela parecia capturar sua atenção, um predador hipnotizado pela presa.
"Isabella", a voz dele era um murmúrio rouco, carregado de uma urgência que a fez arrepiar. "Não se afaste."
Ela não conseguia. Seus pés pareciam enraizados no lugar, presos pelo feitiço que Victor sempre soube lançar. Era um jogo perigoso, eles dois. Um jogo que ela jurara a si mesma não jogar mais. Mas a força do momento, a vulnerabilidade exposta após a conversa dolorosa com a mãe, tudo isso a deixava mais frágil, mais suscetível.
Ele se aproximou mais, o espaço entre eles diminuindo a cada segundo. Isabella podia sentir o calor que irradiava de seu corpo, o perfume amadeirado e sofisticado que a envolvia. Queria fechar os olhos, ignorar a realidade, entregar-se à fantasia. Mas a mente de Isabella, sempre alerta, gritava perigo. Victor Sterling era um enigma, um homem de duas faces. Uma hora o anjo, outra o demônio.
"Eu não deveria estar aqui", ela sussurrou, a voz trêmula.
Victor sorriu, um sorriso torto, conhecedor. "Mas está. E eu não quero que vá." Ele levantou uma mão, os dedos demorando-se a centímetros de seu rosto, como se temesse assustá-la. A hesitação dele era surpreendente, um vislumbre de algo que ela raramente via: insegurança.
"Victor, nós… não podemos", ela insistiu, a dor em sua voz genuína. A mágoa da traição que sentiu um dia ainda ecoava.
"Por que não, Isabella? Porque eu sou seu chefe? Porque o mundo não aprovaria? Ou porque você tem medo do que sente?" A última pergunta pairou no ar, pesada como uma sentença.
O medo. Sim, era medo. Medo de se entregar a ele novamente, medo de ser machucada, medo de se perder na intensidade que ele provocava. Mas também havia o medo de admitir a verdade: ela o desejava. Desejava-o com uma força que a assustava.
Ele finalmente tocou seu rosto, o polegar deslizando suavemente sobre sua bochecha. A pele dela ardeu sob o toque. O mundo pareceu parar. Os ruídos da cidade lá embaixo, o tic-tac do relógio na sala, tudo se desvaneceu. Restaram apenas eles dois, a respiração acelerada e a promessa silenciosa de algo proibido.
"Eu vejo em seus olhos o que você não diz", Victor murmurou, seus olhos azuis perscrutando os dela. "E eu também sinto. Essa… eletricidade. Essa atração que não conseguimos ignorar."
E então, ele se inclinou. Isabella fechou os olhos, o coração disparado. A antecipação era quase insuportável. Quando os lábios dele encontraram os seus, foi como se um raio a atingisse. Um beijo que não era gentil, mas sim faminto, urgente, uma explosão de emoções reprimidas há tanto tempo.
Os braços de Isabella se ergueram, instintivamente, e se agarraram à camisa dele, puxando-o para mais perto. Ela respondeu ao beijo com a mesma intensidade, uma mistura de desejo, desespero e uma rendição que a surpreendeu. Era como se todos os muros que ela construíra em torno de si estivessem desmoronando, desfeitos pela força daquele toque.
Victor aprofundou o beijo, suas mãos deslizando por suas costas, pressionando-a contra seu corpo. Isabella sentiu o impacto do desejo dele, a fome que espelhava a sua. Era um beijo de reconciliação, de desculpas não ditas, de uma paixão avassaladora que ameaçava consumi-los.
Quando finalmente se separaram, ofegantes, o ar parecia ainda mais denso. Isabella sentia as pernas fracas, a mente em turbilhão. O beijo… foi mais do que ela imaginara. Foi um rompimento, uma declaração. E agora?
Victor a segurou pelos ombros, seu olhar intenso e perturbado. "Isabella", ele disse, a voz embargada pela emoção. "Eu não sei o que é isso, mas não posso mais negar."
As palavras dele eram um eco do que ela sentia, mas a confusão em seu coração era imensa. Aquele beijo havia acendido uma faísca, mas também havia jogado lenha numa fogueira perigosa. Eles haviam cruzado uma linha, uma linha invisível, mas intransponível. E agora, o que fariam com as brasas que restavam?
A noite estrelada lá fora testemunhava o caos que se instalara dentro da cobertura. Um beijo que prometia um novo começo, mas que, ironicamente, parecia o prenúncio de uma nova e devastadora tempestade. Isabella olhou para Victor, a incerteza em seus olhos espelhando a dele. O que eles haviam acabado de fazer? E mais importante, o que viria depois? O jogo havia mudado, e o preço daquela intensidade estava prestes a ser cobrado.