Cap. 15 / 25

O Amor Verdadeiro

Capítulo 15 — A Armadilha e o Confronto Iminente

por Valentina Oliveira

Capítulo 15 — A Armadilha e o Confronto Iminente

O apartamento, outrora um refúgio, agora parecia um campo de batalha mental. A revelação sobre Eduardo Salles havia lançado uma sombra ainda mais profunda sobre Clara e Miguel. A traição de alguém em quem eles confiaram era uma ferida aberta, difícil de curar. Clara sentia um nó na garganta, a raiva e a mágoa lutando contra o amor que sentia por Miguel. Ela sabia que ele estava sofrendo, mas a sua própria dor a impedia de oferecer o conforto que ele precisava.

Enquanto Miguel se afundava em um silêncio pensativo, Clara pegou o telefone e ligou para Isabella. Precisava de um plano, e precisava dele com urgência.

"Isabella, eu preciso de ajuda", Clara disse, a voz tensa. "Eduardo Salles está vazando informações para a imprensa. Ele está trabalhando para Armando."

A voz de Isabella soou surpresa. "Eduardo? O médico de Miguel? Isso complica as coisas. Ele tem acesso a informações médicas delicadas que podem ser usadas contra Miguel."

"Exatamente. E Armando está usando isso para nos atingir. Eles estão publicando artigos que mancham a reputação de Miguel." Clara sentiu a frustração crescer. "Precisamos fazer alguma coisa. Precisamos parar Eduardo."

"Eu já estou trabalhando nisso, Clara. Eu estou tentando rastrear a origem dos vazamentos e juntar provas contra Armando. Mas Eduardo é astuto. Ele está agindo com cautela." Isabella fez uma pausa. "Porém, eu tenho uma ideia. Se Eduardo está agindo por Armando, talvez possamos usá-lo contra ele. Criar uma armadilha."

Clara sentiu um lampejo de esperança. "Que tipo de armadilha?"

"Precisamos que Miguel entre em contato com Eduardo. Fingir que ele está disposto a colaborar, a fornecer mais informações, talvez até a 'reconciliar' o passado. Precisamos que ele o convença a marcar um encontro, um lugar onde possamos pegá-lo em flagrante, ou pelo menos obter alguma prova concreta de sua traição."

Clara olhou para Miguel, que a observava com uma expressão de cautela. "Você acha que ele aceitaria se encontrar com Eduardo?", Clara perguntou a Miguel.

Miguel suspirou. "É arriscado. Muito arriscado. Eduardo é esperto. Mas se for a única maneira de expor Armando e colocar um fim nisso… eu farei."

"Eu vou falar com ele", Clara disse a Isabella. "Precisamos ter certeza de que ele está pronto para isso. É uma situação delicada."

Após desligar, Clara se virou para Miguel. "Miguel, Isabella tem uma ideia. Precisamos que você entre em contato com Eduardo. Fingir que quer se reconciliar, que está disposto a cooperar."

Miguel a encarou, seus olhos escuros cheios de uma mistura de apreensão e determinação. "Eu farei isso, Clara. Se isso significa proteger você, proteger nosso futuro… eu farei."

O plano foi traçado com cuidado. Miguel entraria em contato com Eduardo, expressando um desejo de "enterrar o machado de guerra" e de "colaborar" com o passado. O objetivo era fazer com que Eduardo se sentisse seguro o suficiente para propor um encontro, onde Isabella, com a ajuda de alguns contatos discretos, estaria pronta para documentar qualquer confissão ou prova incriminadora.

Miguel ligou para Eduardo. A voz de Eduardo, ao telefone, soou fria e calculista. "Miguel. Que surpresa. Achei que você estivesse se escondendo."

"Eu só preciso de um tempo para pensar, Eduardo", Miguel disse, sua voz tentando soar o mais natural possível. "Mas eu entendo que você tem suas obrigações. E eu também preciso resolver algumas coisas."

Eduardo sorriu, um sorriso malicioso que Miguel imaginou. "E como você pretende fazer isso, Miguel?"

"Talvez a gente possa conversar. Colocar as coisas nos eixos. Eu posso te dar algumas informações… algumas coisas que você precisa para o Armando." Miguel sentiu o estômago revirar. Estava se rebaixando a um nível que detestava, mas era necessário.

Eduardo hesitou por um instante, o silêncio denso. "Um encontro? Onde e quando?"

Miguel propôs um lugar discreto, um café afastado, em um horário que seria conveniente para Isabella e seus contatos. Eduardo concordou. A armadilha estava armada.

Enquanto esperavam o dia do encontro, a tensão no apartamento era palpável. Clara não conseguia se livrar da sensação de que algo poderia dar errado. A doença de Miguel parecia piorar com o estresse, e ela se sentia impotente, dividida entre cuidar dele e ajudar a protegê-lo.

"Miguel, você tem certeza disso?", Clara perguntou, enquanto ele se arrumava para sair.

Ele a olhou, os olhos cansados, mas firmes. "Eu preciso fazer isso, Clara. Pelo nosso futuro. Eu não posso mais viver com essa sombra sobre nós." Ele a abraçou forte. "Cuide-se. E confie em mim."

Clara sentiu um aperto no peito. "Eu confio em você, Miguel. Mais do que em qualquer um. Mas por favor, seja cuidadoso."

Miguel saiu, deixando Clara em um estado de angústia. Ela se sentou no sofá, tentando se concentrar em um livro, mas suas mãos tremiam e sua mente vagava. A espera era agonizante.

Horas depois, o celular de Clara tocou. Era Isabella.

"Clara, algo deu errado", Isabella disse, a voz carregada de urgência. "Eduardo não apareceu no café. Mas Miguel… ele está em perigo. Armando Silveira invadiu a casa de campo. Ele sabe que Miguel está tentando se defender. Ele está indo atrás dele."

O coração de Clara gelou. A casa de campo. O lugar onde eles haviam compartilhado momentos de paz e amor, agora se tornava um palco de perigo iminente.

"O quê? Como assim?", Clara gaguejou.

"Armando usou Eduardo para descobrir onde Miguel estava. Ele pensou que Miguel estava lá. Mas Miguel, desconfiado, foi para a cidade. No entanto, o que ele não sabia é que Armando tem informantes em todos os lugares. Ele rastreou Miguel até um galpão abandonado na zona portuária, onde Miguel foi para se encontrar com um de seus antigos contatos, alguém que ele esperava que pudesse ajudá-lo a se livrar de Armando de vez."

Clara sentiu o pânico tomar conta dela. "Miguel está lá? Sozinho?"

"Ele não está sozinho", Isabella disse, sua voz firme. "Miguel foi mais esperto do que Armando pensava. Ele sabia que poderia ser uma emboscada. Ele armou uma contra-emboscada. Ele pediu ajuda a um amigo antigo, alguém que lhe deve um favor e que é especialista em… situações como essa."

Clara sentiu um alívio misturado com apreensão. Miguel não estava vulnerável. Mas um confronto era inevitável.

"O que está acontecendo agora?", Clara perguntou, a voz trêmula.

"Um confronto está prestes a acontecer. Armando e seus homens estão no galpão. E Miguel, com a ajuda de seu amigo, está pronto para enfrentá-los. Clara, eu preciso que você fique em segurança. Não saia do apartamento. Eu vou tentar enviar alguém para ficar com você."

A ligação terminou, deixando Clara em um estado de terror. Ela não podia ficar parada. Ela precisava fazer alguma coisa. Lembrou-se do revólver que Miguel mantinha escondido em uma gaveta. Era uma arma pequena, mas em mãos desesperadas, poderia fazer a diferença.

Clara pegou o revólver, suas mãos tremendo. Ela sabia que era perigoso, mas a ideia de Miguel em perigo a impulsionava. Ela precisava ir até ele. Precisava estar ao lado dele, custe o que custar.

Enquanto isso, no galpão abandonado, o ar estava pesado com a tensão. Armando Silveira, com um sorriso frio, adentrou o local, seus homens armados ao seu redor. Miguel estava lá, esperando, a respiração controlada, o olhar fixo em Armando. Ao seu lado, uma figura silenciosa e imponente, um homem com um olhar experiente e um passado que Miguel sabia que era confiável.

"Miguel, Miguel… que tolo você é", Armando disse, sua voz ecoando no galpão. "Você achou que poderia fugir de mim? Que poderia me trair?"

"Eu não te traí, Armando. Eu apenas decidi que não vou mais ser seu fantoche", Miguel respondeu, sua voz firme, apesar do perigo.

"Fantoche? Você sempre foi meu peão, Miguel. E agora, você vai pagar por sua insolência." Armando fez um sinal para seus homens. "Peguem ele."

O confronto era inevitável. As sombras do passado de Miguel haviam se materializado, e ele estava pronto para lutar pela sua vida e pelo seu amor. Clara, impulsionada pelo amor e pela determinação, corria em direção ao perigo, pronta para enfrentar o confronto iminente e lutar ao lado do homem que amava, desafiando as armadilhas e as traições que ameaçavam destruí-los. A luta pela verdade e pela sobrevivência estava prestes a atingir seu clímax, e o destino de Clara e Miguel seria decidido naquele confronto sangrento e desesperado.

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