Rendida ao seu Amor II

Capítulo 4 — As Sombras do Passado e a Sedução do Presente

por Isabela Santos

Capítulo 4 — As Sombras do Passado e a Sedução do Presente

A noite caía sobre o Rio de Janeiro, pintando o céu com tons de laranja e roxo, um espetáculo que Isabella costumava admirar de sua varanda. Mas, naquela noite, a vista parecia menos importante do que a expectativa que borbulhava em seu peito. Um jantar com Leonardo. A ideia a deixava em êxtase. Ela escolheu um vestido preto, elegante e sensual, que realçava sua silhueta, e um colar delicado, que brilhava sutilmente contra sua pele. Estava pronta para se entregar à sedução do presente, mas as sombras do passado, como espectros insistentes, ameaçavam obscurecer sua felicidade.

Seu celular tocou, quebrando a serenidade de seus pensamentos. Era Marcos Valente.

"Isabella? Sou eu, Marcos. Espero não estar incomodando. Queria saber se você está livre para um último drinque antes que eu retorne para São Paulo amanhã." A voz dele soava genuína, desprovida de qualquer constrangimento pela recusa anterior.

Isabella hesitou. Dizer não a Marcos, depois de ter aceitado o convite de Leonardo, parecia cruel. Mas ela não queria mais distrações. Queria se concentrar em Leonardo.

"Marcos, é muito gentil da sua parte, mas… eu já tenho um compromisso esta noite. Uma outra reunião." A desculpa soou esfarrapada até para seus ouvidos.

Houve um breve silêncio do outro lado da linha. "Ah, entendo. Bom, em outra oportunidade, então. Talvez quando você for a São Paulo. De qualquer forma, foi um prazer revê-la." Havia uma ponta de decepção em sua voz, mas ele não insistiu.

"O prazer foi meu, Marcos. Tenha uma boa viagem de volta."

Ela encerrou a ligação, sentindo um misto de alívio e culpa. Marcos era um bom homem, um homem que, em outra circunstância, poderia ter sido uma excelente escolha. Mas seu coração agora pertencia à incerteza de um futuro com Leonardo Rossi.

O restaurante escolhido por Leonardo era intimista, com poucas mesas e uma atmosfera romântica. Velas acesas, música suave, e um cardápio que prometia delícias da culinária italiana. Quando Isabella chegou, Leonardo já estava lá, impecável em um blazer escuro e uma camisa social. Ele se levantou e a cumprimentou com um sorriso que derretia corações.

"Você está deslumbrante, Isabella."

"E você está muito elegante, Leonardo."

Sentaram-se à mesa, e a conversa fluiu naturalmente, como se fossem velhos amigos. Eles compartilharam histórias de infância, de família, de sonhos que pareciam inatingíveis. Leonardo falou com paixão sobre a arte, sobre a inspiração que encontrava na natureza, na história, nas emoções humanas. Isabella, por sua vez, descreveu a beleza do Rio de Janeiro, a energia contagiante da cidade, o fascínio que sentia em criar ambientes que proporcionassem bem-estar e felicidade.

"Sabe, Leonardo", Isabella começou, sentindo uma coragem incomum tomar conta de si. "Quando eu te vi na galeria, senti uma conexão imediata. Algo que me fez querer te conhecer. E você… você correspondeu a isso."

Leonardo a olhou nos olhos, seu olhar profundo e sincero. "Eu também senti, Isabella. Algo que me impulsionou a te procurar. É como se nossos caminhos estivessem destinados a se cruzar."

Ele estendeu a mão sobre a mesa, e desta vez, seus dedos se entrelaçaram. A pele dele era quente, e um arrepio percorreu o corpo de Isabella. Aquele toque era elétrico, carregado de uma promessa silenciosa.

"Eu tenho me perguntado muito sobre você, Leonardo", ela continuou, sentindo-se cada vez mais entregue. "Sobre sua vida, seus amores passados…"

O sorriso de Leonardo vacilou por um instante, e um véu de melancolia cobriu seus olhos. "A vida… me ensinou algumas lições. Tive um casamento que terminou em divórcio. Foi doloroso. Mas me fez quem sou hoje."

Isabella sentiu um aperto no peito. Ela não sabia que ele havia sido casado. "Eu sinto muito", ela murmurou.

"Não sinta", ele disse, apertando a mão dela. "Foi um aprendizado. E agora, estou aqui, buscando algo novo. Algo que me faça sentir novamente. E você, Isabella, me faz sentir."

A forma como ele a olhava, a intensidade em seu olhar, a sinceridade em suas palavras, a deixavam sem fôlego. Ela sentia que estava se entregando a algo maior, algo que a consumia por completo.

O jantar prosseguiu, com conversas mais íntimas, com risos compartilhados e olhares carregados de desejo. A cada minuto que passava, a conexão entre eles se fortalecia, a atração se tornava mais palpável. Isabella sentia que estava à beira de um precipício, prestes a se jogar no vazio, mas a ideia a deixava eufórica.

Ao saírem do restaurante, a noite estava fria e estrelada. Leonardo a acompanhou até seu carro, e ali, sob a luz fraca da rua, ele a beijou. Um beijo suave no início, que logo se aprofundou, carregado de toda a emoção e desejo reprimidos. Isabella se entregou ao beijo, sentindo o mundo desaparecer ao seu redor. Era um beijo que prometia um futuro, que selava um presente, que esquecia, por um momento, as sombras do passado.

"Eu… eu quero te ver de novo, Isabella", ele sussurrou contra seus lábios.

"Eu também, Leonardo."

Eles se despediram com a promessa de um novo encontro, e Isabella dirigiu de volta para casa, o coração acelerado, a mente repleta de imagens dele. Ela sabia que estava se arriscando, se jogando em algo incerto, mas a sensação de estar viva, de estar sendo desejada e de desejar alguém com tanta intensidade, era irresistível.

No entanto, enquanto subia para sua cobertura, uma lembrança incômoda a atingiu. O Sr. Roberto Albuquerque. Seu pai. Ele havia ligado para Leonardo Rossi. E Isabella não havia contado a ele sobre o e-mail, nem sobre a troca de mensagens, nem sobre o jantar. Ele sabia de Leonardo. E, com certeza, não aprovaria aquele romance repentino com um artista, um homem sem o mesmo "status" de Marcos Valente. As sombras do passado, representadas pela figura imponente de seu pai e suas expectativas, começavam a se projetar sobre seu futuro com Leonardo.

Ela entrou em seu apartamento, a mesma varanda, a mesma vista, mas tudo parecia diferente. O romance que florescia em seu peito lutava contra as imposições e os medos que a assombravam. Ela sabia que, em breve, teria que enfrentar seu pai, e que essa seria talvez a maior prova de amor que ela e Leonardo teriam que enfrentar. A sedução do presente era poderosa, mas as amarras do passado eram fortes. E Isabella estava no meio dessa batalha, dividida entre o desejo de amar livremente e a necessidade de agradar àqueles que sempre estiveram ao seu lado.

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