Rendida ao seu Amor II

Capítulo 5 — A Verdade Revelada e o Desafio Iminente

por Isabela Santos

Capítulo 5 — A Verdade Revelada e o Desafio Iminente

O sol despontava no horizonte, tingindo o céu do Rio de Janeiro com cores vibrantes, mas para Isabella, a manhã trazia um pressentimento incômodo. A noite anterior, com a intensidade do encontro com Leonardo, havia sido mágica, um bálsamo para a alma. No entanto, a necessidade de confrontar seu pai pairava como uma nuvem sobre sua felicidade. Ela sabia que a aprovação dele era importante, não apenas por respeito, mas porque ele era um homem de influência, e um conflito com ele poderia ter consequências imprevisíveis em sua vida e em seus negócios.

Seu celular tocou. Era seu pai. A voz dele, usualmente firme e direta, soava carregada de uma tensão incomum.

"Isabella, precisamos conversar. Agora."

A urgência na voz dele a deixou apreensiva. Ela sabia que ele sabia. "Pai, eu… estou indo para o escritório. Podemos conversar lá?"

"Não. Quero você aqui em casa. Daqui a uma hora." E com um clique seco, a ligação foi encerrada.

Isabella sentiu um frio na espinha. Seu pai raramente demonstrava tanta impaciência. Ela se arrumou rapidamente, escolhendo um tailleur discreto, mas elegante. Enquanto dirigia para a mansão da família em Santa Teresa, sua mente corria a mil por hora. Como ele descobriu? Teriam sido os boatos que circulam rapidamente no círculo social carioca? Ou ele havia descoberto por conta própria, através de sua rede de contatos?

Ao chegar, foi recebida pela governanta, Dona Clara, uma figura maternal e discreta que servia a família há décadas. Ela a conduziu até o escritório do Sr. Albuquerque, um ambiente imponente, decorado com móveis antigos e obras de arte de valor inestimável. Seu pai estava sentado atrás de sua imensa escrivaninha, o rosto sério, o olhar penetrante fixo nela.

"Sente-se, Isabella."

Ela obedeceu, sentindo o peso do olhar dele sobre si.

"Então, você finalmente decidiu se entregar aos prazeres da vida", ele começou, a voz contida, mas com um tom de repreensão. "Eu sei sobre Leonardo Rossi."

O estômago de Isabella revirou. "Pai, eu…"

"Não tente mentir para mim, Isabella. Meu amigo, o Sr. Rossi, me ligou. Disse que você andava saindo com o escultor italiano. E você me disse que tinha um compromisso de negócios ontem à noite. Que jogo você está jogando, minha filha?"

O Sr. Albuquerque se levantou e começou a andar pela sala, com as mãos entrelaçadas nas costas. "Eu fiz um acordo com Marcos Valente. Achei que você finalmente daria um rumo para sua vida. Casar com um homem de boa família, com um futuro promissor. E você, em vez disso, se envolve com um artista… um homem que não tem nada a oferecer além de… paixões passageiras."

As palavras dele a atingiram como um golpe. A ideia de que Leonardo era apenas uma "paixão passageira" a indignou. "Pai, você não conhece Leonardo. Ele é um homem incrível. E eu não estou jogando nenhum jogo. Eu estou… eu estou apaixonada."

A confissão saiu em um sussurro, mas ressoou no silêncio da sala. O Sr. Albuquerque parou de andar e a encarou, um misto de incredulidade e decepção em seus olhos.

"Apaixonada? Isabella, você é a herdeira de um império. Sua vida não é um romance de novela. Você precisa pensar com a razão, não com o coração. Leonardo Rossi não tem o seu sangue, não tem o seu nome. Ele não tem a solidez que nossa família precisa."

"E quem disse que eu quero a solidez que você impõe?", Isabella rebateu, a voz ganhando força. "Eu quero ser feliz, pai. E se a minha felicidade está com Leonardo, eu não vou desistir dele só porque ele não carrega o sobrenome Albuquerque."

"Você não entende, Isabella! Você não vê o mundo como ele é. Homens como Rossi são voláteis. Artistas. Eles vivem de inspiração. O que ele pode te oferecer além de momentos fugazes de prazer? Onde está a segurança? Onde está o futuro?"

"O futuro é construído a dois, pai. E eu e Leonardo estamos construindo o nosso. Você nunca se importou em me conhecer verdadeiramente. Você só se preocupou em planejar minha vida de acordo com seus próprios interesses e conveniências. Marcos Valente é um bom partido nos seus termos, não nos meus. Eu não o amo, pai. E não vou me casar com ele só para te agradar."

Ela se levantou, sentindo a adrenalina percorrer seu corpo. "Eu decidi a minha vida. E se você não pode aceitar isso, sinto muito. Mas eu não vou mais viver sob suas regras."

O Sr. Albuquerque a olhou com uma expressão dura, a decepção em seus olhos se transformando em raiva. "Você está sendo irresponsável, Isabella. Está colocando tudo a perder. A imagem da família, o futuro dos negócios. Você pensa que pode simplesmente ignorar tudo isso?"

"Eu não estou ignorando, pai. Estou escolhendo outro caminho. Um caminho que me faz feliz." Isabella pegou sua bolsa. "Eu não vim aqui para ser julgada. Vim para te contar a verdade. E se você não pode aceitar, paciência. Eu te amo, mas não posso mais viver para atender às suas expectativas."

Ela se virou e saiu do escritório, deixando o pai sozinho com seus pensamentos e sua raiva. Ao sair da mansão, sentiu um misto de alívio e apreensão. Havia revelado a verdade, havia defendido seu amor, mas sabia que a batalha estava longe de terminar.

De volta ao seu apartamento, ela pegou o celular e ligou para Leonardo. Precisava de sua voz, de seu conforto, de sua presença.

"Leonardo? Preciso te ver. Agora."

A voz dele, preocupada, atendeu prontamente. "Isabella? O que aconteceu?"

"Meu pai. Ele sabe. E… ele não está nada feliz."

"Estou a caminho. Não se preocupe. Estarei aí em quinze minutos."

Quando Leonardo chegou, Isabella estava sentada na varanda, olhando para o mar, as lágrimas rolando em seu rosto. Ele a abraçou forte, transmitindo todo o seu apoio e amor.

"Ele não entende, meu amor. Mas nós vamos lidar com isso. Juntos."

"Eu não sei se consigo, Leonardo. Ele é tão poderoso. Tão implacável."

"Você é mais forte do que pensa, Isabella. E eu estarei ao seu lado. Sempre." Ele a beijou nos lábios, um beijo que transmitia força e segurança. "Seu pai pode ter o nome, o dinheiro, o poder. Mas nós temos algo que ele não entende. Nós temos amor. E o amor, quando é verdadeiro, é a força mais poderosa que existe."

Isabella olhou para ele, para a convicção em seus olhos, e sentiu uma faísca de esperança reacender em seu peito. O desafio era iminente. A batalha contra as expectativas de seu pai e as sombras do passado estava apenas começando. Mas com Leonardo ao seu lado, ela sentia que poderia enfrentar qualquer obstáculo. O amor deles, ainda em seu início, prometia ser uma força capaz de mover montanhas. E Isabella estava disposta a lutar por ele.

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