O Homem que Amei III

Com certeza! Prepare-se para se perder nas intensas emoções e reviravoltas de "O Homem que Amei III". Aqui estão os capítulos 21 a 25, com a paixão e o drama que só o Brasil sabe criar.

por Valentina Oliveira

Com certeza! Prepare-se para se perder nas intensas emoções e reviravoltas de "O Homem que Amei III". Aqui estão os capítulos 21 a 25, com a paixão e o drama que só o Brasil sabe criar.

Capítulo 21 — O Labirinto da Culpa*

O ar na mansão dos Montenegro parecia ter ficado mais denso, carregado com o peso da verdade que finalmente viera à tona. Helena, com o rosto pálido e os olhos marejados, sentia-se como um navio à deriva em um mar revolto. A confissão de Ricardo, dita em um sussurro rouco que ecoava na sala de estar, parecia ter quebrado as últimas barreiras que a separavam da realidade cruel. Ele, seu confidente, seu porto seguro, era o arquiteto da desgraça que a perseguia há anos. A revelação era um golpe tão brutal que a deixava sem fôlego, sem chão.

“Eu… eu não entendo, Ricardo”, Helena murmurou, a voz embargada pela incredulidade e pela dor. As mãos tremiam enquanto ela tentava se apoiar na poltrona de couro, mas suas pernas não obedeciam. Sentia-se fraca, como se toda a força vital tivesse sido sugada de seu corpo. O homem à sua frente, aquele que ela pensava conhecer intimamente, era um estranho sombrio e manipulador. Como podia ter sido tão cega? Como pôde depositar tanta confiança em alguém capaz de tamanha crueldade?

Ricardo, por sua vez, parecia um anjo caído, a beleza que antes tanto a encantava agora tingida por uma melancolia profunda. Seus olhos, outrora cheios de ternura, agora carregavam o peso de segredos guardados por tempo demais. Ele se aproximou lentamente, as mãos estendidas em um gesto de súplica que Helena não conseguiu aceitar.

“Helena, por favor, me deixe explicar. Não foi por maldade pura, foi… foi um erro de cálculo, um desespero.” A voz dele soava quebrada, mas para Helena, cada palavra era uma facada em seu coração já dilacerado. O desespero dele não justificava o sofrimento dela, nem o de Eduardo. O nome de Eduardo veio à mente de Helena como um fantasma, um lembrete doloroso do quanto fora enganada e do preço que seu irmão pagara.

“Desespero? Você chama de desespero a ruína de uma família? A dor que você causou a tantas pessoas, Ricardo? Incluindo meu irmão!”, a voz de Helena, antes um sussurro, agora irrompia em um grito carregado de mágoa e raiva. Ela se levantou abruptamente, os olhos fixos nos dele, buscando alguma centelha de remorso que pudesse amenizar a fúria que a consumia. Mas o que encontrou foi apenas a sombra da culpa e do arrependimento.

“Eu sei que fui um monstro, Helena. E eu levo essa culpa comigo todos os dias. O que eu fiz… não tem perdão. Mas eu fiz tudo isso por você. Para te proteger, para te manter longe da verdade perigosa que pairava sobre nós.” As palavras de Ricardo soaram como uma tentativa desesperada de justificar o injustificável, de se redimir através de um amor que, agora, parecia distorcido e doentio.

“Me proteger? Você me aprisionou em uma teia de mentiras, Ricardo! Você me afastou de quem eu amava, me fez duvidar da minha própria sanidade! Isso não é proteção, é controle! É crueldade disfarçada de amor!” Helena sentia o corpo tremer, a adrenalina correndo em suas veias. A dor da traição era imensa, mas a necessidade de entender o que a levara até ali, a necessidade de desvendar as motivações por trás daquele ato hediondo, era ainda mais forte.

“Eu tinha medo, Helena. Medo de perder você. Medo de que a verdade sobre a origem de Eduardo, sobre o destino de seus pais, a destruísse. Eu acreditava que te poupava de uma dor maior.” Ricardo deu mais um passo em direção a ela, a voz embargada pela emoção. “Cada mentira, cada manipulação… tudo foi para tentar manter você segura, longe do abismo que eu via se abrir.”

Helena riu, uma risada amarga e sem alegria. “Segura? Você me jogou no abismo, Ricardo! E agora, quando eu finalmente encontrei um fio de esperança, quando comecei a reconstruir minha vida, você vem com essa história de desespero e proteção? Eu não preciso da sua ‘proteção’! Eu só preciso da verdade, e da paz que ela me trará.” Ela se virou, incapaz de suportar o olhar dele por mais um segundo. A sala, antes um refúgio, agora se tornara uma prisão de memórias e ressentimentos.

“Mas Helena, a verdade é perigosa. E eu ainda posso te proteger.” A voz de Ricardo tentou segurá-la, mas Helena já estava em movimento, decidida a sair dali, a buscar ar fresco, a clarear a mente tumultuada.

“Não, Ricardo. A verdade é libertadora. E você não tem mais o poder de me aprisionar em suas mentiras.” Ela atravessou a porta, deixando-o sozinho na sala, o peso de suas confissões pairando no ar como uma névoa tóxica. O corredor parecia interminável, cada passo um eco da sua dor. Ela precisava encontrar alguém, alguém que pudesse ouvi-la, que pudesse compartilhar o fardo dessa descoberta avassaladora.

Lá fora, a noite envolvia a cidade em um manto de escuridão. As luzes distantes pareciam zombar da solidão que a envolvia. Helena caminhou sem rumo pelas ruas silenciosas, o frio da noite penetrando em seus ossos, mas nada parecia tão gelado quanto o buraco que se abria em seu peito. A imagem de Ricardo, o homem que ela um dia amou com toda a sua alma, agora estava manchada pela traição.

Ela pensou em Eduardo, no sorriso gentil dele, na força que ele sempre demonstrou apesar das adversidades. Quão ingênuo ele fora ao confiar em alguém que orquestrava sua própria desgraça? A culpa a corroía. Ela não podia ter se mantido alheia a tudo aquilo. Talvez houvesse sinais, pistas que ela ignorara por amor, por esperança.

De repente, um carro parou bruscamente ao seu lado. A porta se abriu, revelando a figura de André, com o rosto preocupado.

“Helena? O que você está fazendo aqui? Está tudo bem?” A voz dele era um bálsamo em meio ao caos em sua mente. Ela hesitou por um instante, o instinto de se fechar lutando contra a necessidade de desabafar. Mas o olhar sincero de André a fez ceder.

“André… eu… eu preciso conversar.” As lágrimas que ela tanto tentara conter finalmente transbordaram, rolando livremente por seu rosto. André não fez perguntas, apenas abriu a porta do carro mais ainda, convidando-a a entrar.

“Entre, Helena. Vamos para um lugar mais tranquilo. Onde você possa falar à vontade.” Ele a ajudou a entrar, o calor do carro contrastando com o frio que a envolvia. Enquanto dirigia, Helena sentiu um fio de gratidão por aquele homem, por sua gentileza inabalável. Talvez, apenas talvez, ela não estivesse completamente sozinha naquele labirinto de culpa e traição. A noite ainda era longa, e a jornada para a verdade, ela sabia, estava apenas começando. A redenção de Ricardo era uma ilusão, e a dela, uma necessidade urgente.

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