Apaixonada pelo Chefe III

Capítulo 6

por Camila Costa

Que honra ter a oportunidade de dar continuidade a essa história! Preparem-se para mais reviravoltas, paixões avassaladoras e a força inabalável de personagens que lutam por seus amores e seus destinos. Vamos mergulhar de volta no universo de "Apaixonada pelo Chefe III".

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Capítulo 6 — A Tempestade Iminente e a Fuga Necessária

O ar na cobertura de Eduardo parecia ter ficado mais denso, carregado de uma eletricidade que precedia a tempestade. A revelação de Juliana, de que Clara era sua irmã, atingiu Rafael como um soco no estômago, deixando-o sem fôlego e com a mente em um turbilhão. Ele a olhava, a mulher que ele jurava amar, a mulher que ele acreditava ser a única em sua vida, e sentia um abismo se abrir entre eles. Cada palavra de Juliana soava como um eco distorcido de mentiras, de um passado que ele nunca imaginou que pudesse ter sido construído sobre alicerces tão frágeis.

“Como assim, Juliana? Clara… minha irmã?” A voz de Rafael saiu rouca, quase inaudível. Ele precisava que aquilo fosse um erro, um engano. A ideia de que Clara, a mulher vibrante e honesta que ele conheceu, pudesse ter um parentesco tão próximo com Juliana, a personificação da frieza calculista, era insuportável.

Juliana manteve a calma que sempre a caracterizara, uma calma que agora parecia ainda mais assustadora. Seus olhos, antes fixos em um ponto distante, voltaram-se para Rafael, um brilho de satisfação contida neles. “Sim, Rafael. Clara é sua irmã. Filha do nosso pai. Uma verdade que muitos tentaram enterrar, mas que a vida insiste em desenterrar.”

O peso daquelas palavras o sufocava. Ele se lembrava do primeiro encontro com Clara, da conexão instantânea, da forma como ela o fazia sentir vivo. E agora, essa revelação. Era demais. Ele não conseguia processar. “E você… você sabia disso o tempo todo?” Sua voz tremeu, a acusação implícita era clara.

Um sorriso mínimo, quase imperceptível, cruzou os lábios de Juliana. “Eu sabia. E sabia que um dia isso viria à tona. A vida é cheia de surpresas, não é, Rafael?”

A ironia em sua voz era um veneno. Rafael se levantou abruptamente, andando de um lado para o outro na sala de estar luxuosa, mas que agora parecia uma jaula. Ele precisava de ar, precisava de espaço. “Por quê? Por que esconderam isso de mim? De Clara?”

“Não fui eu quem escondeu, Rafael. Foram as circunstâncias. E, francamente, nem sempre é conveniente revelar certas verdades de imediato. Algumas pessoas preferem viver em um mundo de ilusões.” O olhar de Juliana varreu o ambiente, como se estivesse avaliando a própria realidade.

Rafael parou, encarando-a. A frieza em seus olhos, a forma como ela falava de verdades e ilusões, confirmava suas piores suspeitas. Juliana era uma manipuladora, e agora ele via mais claramente do que nunca a profundidade de sua teia. “Você não está fazendo isso para o meu bem, Juliana. Você está fazendo isso para si mesma, como sempre.”

Ela riu baixinho, um som seco e sem alegria. “E o que exatamente você acha que eu estou fazendo, Rafael?”

“Você está usando isso para me manipular. Para me afastar de Clara. Para me manter sob seu controle.” Ele sentiu a raiva borbulhar, uma fúria justa que o consumia.

Juliana deu um passo à frente, sua expressão mudando sutilmente, uma máscara de dor e decepção. “Rafael, como você pode pensar isso de mim? Eu te amo. Eu sempre te amei. Essa revelação me machuca tanto quanto a você.” A lágrima que ela deixou cair parecia calculada, uma arma afiada em seu arsenal.

Mas Rafael não era mais o homem cego que ela conheceu. A dor de Juliana, se é que era real, não o tocava mais. Ele a via agora como ela era: fria, ambiciosa e perigosa. “O seu amor, Juliana, é um amor possessivo e destrutivo. E eu não quero mais ser parte disso.”

Ele caminhou em direção à porta. Precisava sair dali antes que as palavras de Juliana o afogassem completamente. Precisava encontrar Clara. Precisava entender o que aquilo significava.

“Onde você pensa que vai, Rafael?” A voz de Juliana era firme, cortante.

Ele se virou, seu olhar encontrando o dela. Não havia amor ali, apenas um desafio velado. “Vou encontrar Clara. E vou descobrir a verdade. A verdade inteira.”

“E se a verdade for mais dolorosa do que você imagina?” Juliana deu um passo para o lado, permitindo que a luz da varanda iluminasse seu rosto, realçando a beleza fria que um dia o encantou.

“A dor da verdade é sempre preferível à paz da ilusão”, respondeu Rafael, com uma convicção que ele mesmo se surpreendeu em sentir. Ele abriu a porta e saiu, deixando Juliana sozinha na imensidão silenciosa da cobertura.

Na rua, o céu já escurecia, nuvens pesadas acumulando-se, pressagiando a tempestade. O trânsito estava caótico, os faróis dos carros como olhos aflitos em meio à escuridão crescente. Rafael entrou em seu próprio carro, sentindo o volante frio sob suas mãos. A imagem de Clara invadia sua mente, clara e radiante, contrastando com a sombra de Juliana.

Ele ligou o motor, o som rouco ecoando na noite abafada. Para onde ir? Ele não podia simplesmente aparecer na porta de Clara e soltar aquela bomba. Precisava pensar, precisava se acalmar. Mas a urgência em seu peito era avassaladora.

Dirigiu sem rumo pelas ruas de São Paulo, a cidade de pedra que parecia refletir a angústia em seu coração. Cada edifício alto, cada luz fria, parecia zombar de sua confusão. Ele se sentia perdido em um labirinto de mentiras, sem saber qual caminho o levaria à verdade.

Seu celular tocou, tirando-o de seus devaneios. Era Clara. O coração de Rafael deu um salto. Talvez fosse um sinal. Ele atendeu, a voz embargada.

“Clara?”

“Rafael! Graças a Deus! Eu estava tentando falar com você. Algo aconteceu…” A voz de Clara estava tensa, cheia de preocupação. “A sua mãe… ela me ligou. Ela disse coisas terríveis sobre você, sobre a Juliana… Ela disse que eu precisava saber de algo importante sobre a nossa família.”

O estômago de Rafael se revirou. A mãe dele? O que ela tinha a ver com isso? E por que agora? Ele sabia que a mãe de Clara, Dona Laura, era uma mulher frágil, que se abalava com facilidade. Se ela estivesse envolvida, as coisas poderiam se complicar ainda mais.

“Clara, calma. Onde você está?”

“Estou em casa. Eu… eu estou um pouco assustada. A Dona Helena parecia tão desesperada.”

“Eu estou indo para aí. Não se preocupe. Vamos conversar. Vamos entender isso juntas.” Rafael mudou o curso do carro, sentindo um alívio tênue por saber que Clara estava segura, mas a apreensão só aumentava. A rede de intrigas parecia se expandir, envolvendo cada vez mais pessoas.

Enquanto dirigia, Rafael relembrou as palavras de Juliana. “Algumas pessoas preferem viver em um mundo de ilusões.” E ele, por muito tempo, viveu assim. A ilusão de um amor perfeito com Juliana, a ilusão de que sua família era transparente. Mas agora, a tempestade havia chegado, e com ela, a necessidade de encarar a realidade, por mais brutal que ela fosse.

Ele chegou ao prédio de Clara, o coração batendo acelerado. As luzes da cidade piscavam, criando um jogo de sombras que parecia dançar com seus medos. Ele estacionou o carro e subiu as escadas correndo, a ansiedade o impulsionando.

Ao abrir a porta do apartamento de Clara, encontrou-a sentada no sofá, o rosto pálido e os olhos marejados. Dona Laura estava ao seu lado, segurando sua mão com força, o olhar fixo em um ponto distante, como se revivesse um pesadelo.

“Clara”, Rafael chamou suavemente, aproximando-se.

Clara ergueu os olhos para ele, e naquele momento, ele soube que, apesar de tudo, eles enfrentariam aquilo juntos. A revelação sobre a irmandade, a manipulação de Juliana, a intervenção inesperada de sua mãe… tudo parecia convergir para um único ponto: a verdade. E Rafael estava determinado a desvendá-la, custasse o que custasse.

Ele sentou-se ao lado de Clara, pegando sua mão. O toque era reconfortante, um elo de força em meio à turbulência. “Eu sei que isso é confuso e doloroso, Clara. Mas vamos passar por isso. Juntos.”

Dona Laura finalmente olhou para Rafael, um misto de alívio e desespero em seus olhos. “Rafael… eu não sabia o que fazer. Helena me contou coisas… coisas terríveis sobre o passado. Sobre o seu pai… e o pai da Clara.”

A confissão de Dona Laura era um fio a mais na teia. Rafael apertou a mão de Clara. A tempestade estava apenas começando, e ele sentia que o pior ainda estava por vir. A selva de pedra parecia se fechar ao redor deles, mas ele se recusava a ceder. A verdade, por mais assustadora que fosse, era o único caminho para a liberdade. E ele a encontraria, custasse o que custasse.

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