Cap. 16 / 21

O Amor que Perdi

Capítulo 16

por Valentina Oliveira

Com certeza! Preparei os próximos cinco capítulos da sua novela brasileira, "O Amor que Perdi", com a paixão e o drama que o leitor brasileiro tanto ama. Mergulhe neste universo de emoções intensas e reviravoltas inesperadas!

O Amor que Perdi Romance Romântico Autor: Valentina Oliveira

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Capítulo 16 — O Beijo Roubado na Aurora Dourada

O sol, ainda tímido, pintava o horizonte de tons alaranjados e rosados, anunciando mais um dia em Paraty. A brisa marinha, com seu sopro salgado e fresco, acariciava os cabelos de Isabella enquanto ela caminhava descalça pela areia molhada. O som das ondas quebrando suavemente era a única trilha sonora de sua manhã. Ali, naquele refúgio que encontrara nas semanas anteriores, ela tentava curar as feridas abertas por Gabriel. O ex-noivo, que prometera amor eterno e a deixara para trás com uma frieza que ainda a assombrava, era a sombra que teimava em pairar sobre seus dias.

Ela se sentou em um tronco de madeira retorcido pela ação do tempo, observando os pescadores remendarem suas redes. Havia uma paz melancólica naquele cenário, uma beleza que contrastava com a tempestade em seu coração. Lembrava-se das promessas sussurradas na noite de lua cheia, dos planos traçados a dois, da certeza de um futuro construído com alicerces sólidos. Agora, tudo parecia ruir como um castelo de areia diante da maré.

De repente, um vulto familiar surgiu entre as poucas pessoas na praia. Era Daniel. O fotógrafo, com seu sorriso gentil e o olhar que parecia enxergar a alma, aproximou-se com cautela, como quem não quer assustar um pássaro ferido.

"Isabella?", ele chamou suavemente, sem invadir seu espaço.

Ela ergueu os olhos, surpresa. A presença dele, embora reconfortante, também a deixava um pouco apreensiva. Daniel era um amigo, um confidente, mas algo nele a fazia sentir uma corrente elétrica, uma atração que ela tentava ignorar.

"Daniel", ela respondeu, a voz um pouco embargada. "Que surpresa te ver por aqui tão cedo."

Ele se aproximou e sentou-se a uma distância respeitosa. "Eu venho sempre. A luz da manhã aqui é mágica para fotografar. E… eu pensei que talvez você também precisasse de um pouco dessa magia." Ele olhou para o mar, depois para ela. "Você parece pensativa."

Isabella suspirou. "Apenas… lembranças."

Daniel assentiu. Ele sabia, ou pelo menos imaginava, o que ela estava passando. Os rumores sobre o rompimento com Gabriel haviam se espalhado rapidamente pela pequena cidade. Ele sentia uma pontada de tristeza por ela, mas também uma esperança que lutava para não externalizar.

"Lembranças podem ser boas ou ruins", ele disse, com a voz ainda mais suave. "O importante é o que fazemos com elas."

Ela sorriu fracamente. "Às vezes, as ruins pesam mais."

Houve um silêncio confortável entre eles, pontuado pelo barulho das ondas. Daniel pegou sua câmera, um modelo vintage que ele adorava. Ele não a apontou para Isabella, mas para o mar, para as cores vibrantes do nascer do sol.

"Sabe, Isabella", ele começou, sem tirar os olhos do visor, "eu sempre acreditei que cada nascer do sol é uma nova chance. Uma chance de recomeçar, de pintar o céu com novas cores, de apagar um pouco as sombras da noite anterior." Ele baixou a câmera e a olhou nos olhos. "E você, com essa força que eu vejo em você, merece um céu novo e brilhante."

As palavras dele a tocaram profundamente. Ninguém a havia olhado daquela forma desde que tudo desmoronara. Havia uma sinceridade em seu olhar que desarmava suas defesas.

"Eu… eu não sei se tenho essa força, Daniel", ela confessou, a voz falhando. "Às vezes, me sinto tão frágil quanto um cristal."

Daniel estendeu a mão e tocou delicadamente o braço dela. Um arrepio percorreu Isabella.

"Frágil não significa fraco, Isabella. Um cristal pode ser lapidado e se tornar algo incrivelmente belo e resistente. E você, meu bem, está sendo lapidada." Ele sorriu, um sorriso que alcançou seus olhos e a fez esquecer, por um instante, toda a dor. "E eu estou aqui para admirar essa lapidação, se você me permitir."

O convite implícito naquelas palavras era poderoso. Isabella sentiu o coração acelerar. Ela sabia que deveria manter uma distância segura, que se entregar a um novo sentimento agora seria precipitado, talvez até perigoso. Mas a solidão, a mágoa e a gentileza de Daniel a envolviam como um abraço quente.

"Daniel… eu não sei o que dizer."

"Não diga nada. Apenas sinta." Ele se aproximou um pouco mais. O cheiro dele, uma mistura sutil de areia, maresia e algo pessoal que a intrigava, a envolveu. "Olhe para o sol. Ele não se importa se ontem houve chuva ou tempestade. Ele nasce de novo, glorioso."

E então, num impulso que ela não soube explicar, Isabella se inclinou. Seus lábios encontraram os de Daniel. Foi um beijo suave no início, um toque hesitante, quase um questionamento. Mas a resposta veio rapidamente. Daniel a envolveu em seus braços, aprofundando o beijo com uma ternura que a fez suspirar. Era um beijo de consolo, de desejo reprimido, de esperança renascida. Naquele instante, sob a luz dourada da aurora, Isabella sentiu que talvez a cura não estivesse na solidão, mas na coragem de se permitir ser tocada novamente. O beijo se estendeu, cheio de promessas silenciosas, de um futuro incerto, mas que, naquele momento, parecia promissor. O mundo ao redor pareceu desaparecer, restando apenas eles dois, a areia sob seus pés e a promessa de um novo dia em seus lábios. O eco das promessas quebradas de Gabriel começou a se dissipar, dando lugar a uma melodia nova e inesperada.

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