Cap. 16 / 25

Rendida a ele III

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "Rendida a Ele III", escritos com a paixão e o drama que você espera de uma novela brasileira:

por Camila Costa

Claro, aqui estão os capítulos 16 a 20 de "Rendida a Ele III", escritos com a paixão e o drama que você espera de uma novela brasileira:

Capítulo 16 — O Peso das Promessas Quebradas

O sol, teimoso, lutava para romper a cortina densa de nuvens que cobriam o céu de São Paulo, um reflexo sombrio do turbilhão que se instalara na alma de Sofia. A cidade, em sua agitação matinal, parecia zombá-la com sua rotina inabalável, enquanto ela se sentia presa em um pesadelo sem fim. Na noite anterior, a revelação de Ricardo a atingira como um raio, desmantelando a frágil esperança que viera construindo com tanto afinco. Ele, o homem por quem seu coração batia em um ritmo descompassado, o porto seguro que ela acreditava ter encontrado, estava envolvido com a sombra do passado que ela mais temia: Marina.

O café esfriava na xícara em suas mãos trêmulas, o aroma amargo pairando no ar como um presságio. Olhou para a janela, observando os carros apressados lá embaixo, cada um levando seus ocupantes a destinos, a vidas, a verdades. A sua verdade, naquele momento, era um nó apertado na garganta, uma dor lancinante que a impedia de respirar direito. Ricardo havia dito que precisava de tempo, que a situação era complicada. Mas o que significava "complicada" quando se tratava de Marina? A mulher que, com sorrisos doces e falsas promessas, havia roubado a paz de sua família anos atrás. A mulher que, segundo os boatos que ainda ecoavam em sua memória, tinha uma ligação com a ruína financeira de seu pai.

Lembrou-se do olhar de Ricardo quando ele lhe contara, a hesitação em seus olhos, a luta interna que ele tentava disfarçar. Ele a amava? Ela não sabia mais em que acreditar. A confiança, antes tão sólida quanto rocha, agora se esfarelava como areia fina entre os dedos. Cada lembrança de seus momentos juntos, os beijos roubados, as conversas sussurradas sob o luar, as promessas silenciosas trocadas em seus olhares, pareciam agora manchadas pela presença de Marina.

O celular tocou, estridente, tirando-a de seus devaneios dolorosos. Era Marina. O nome brilhou na tela, um convite para reviver o pesadelo. Sofia respirou fundo, um esforço hercúleo para dominar o tremor em suas mãos. Não atenderia. Não daria a ela a satisfação de ver seu desespero. Desligou o aparelho, sentindo-se exausta, vazia. Precisava de clareza, de respostas. E sabia onde encontrá-las.

Com passos firmes, embora o coração martelasse no peito como um tambor de guerra, Sofia dirigiu-se ao escritório de seu pai. O lugar, antes repleto de vida e energia, agora emanava um silêncio sepulcral, carregado de memórias e de um segredo que pesava em seus ombros. Ela vasculhou a mesa de mogno, remexeu nas gavetas, em busca de algo que pudesse explicar a teia de mentiras que parecia envolver a todos. Seus dedos roçaram um pequeno cofre escondido em um compartimento secreto da gaveta. A senha… ah, a senha. Seu pai era previsível. Era o aniversário dela.

Com um clique suave, o cofre se abriu. Lá dentro, além de alguns documentos antigos e uma fotografia desbotada dela criança com seus pais, encontrou uma carta. Uma carta escrita em papel amarelado, a caligrafia elegante, mas visivelmente apressada, de seu pai. Seus olhos percorreram as linhas, o peito se apertando a cada palavra. Era uma confissão.

"Minha querida Sofia," começava a carta, "se você está lendo isto, é porque eu falhei. Falhei em te proteger, falhei em te contar a verdade. Marina… Marina não é apenas uma ex-associada. Ela foi a responsável pela ruína de nossa empresa, e eu… eu a deixei fazer. Eu me deixei levar por ela, por suas promessas vazias e por sua ambição desmedida. E eu paguei um preço alto por isso. A dívida que me assombra, a vergonha que me consome… tudo isso foi culpa dela. Eu tentei reverter a situação, mas ela sempre estava um passo à frente. Eu só queria poupar você dessa dor, por isso guardei tudo em segredo. Perdoe seu pai."

As lágrimas agora rolavam livremente pelo rosto de Sofia, quentes e salgadas, lavando a dor e a incompreensão. A verdade, quando finalmente se revelava, era ainda mais cruel do que a incerteza. Seu pai, um homem que ela sempre admirara pela integridade, havia sido cúmplice, de certa forma, da tragédia que desmoronara sobre eles. E Marina… Marina era a vilã, a serpente que se escondera em seu jardim, esperando o momento certo para atacar.

Um furor contido tomou conta dela. Marina, com seu falso desespero e sua lábia adocicada, havia manipulado todos. E agora, ela estava perto de Ricardo, o homem que Sofia amava mais do que a si mesma. A ideia de Marina ter qualquer tipo de poder sobre Ricardo era insuportável. A carta de seu pai, embora dolorosa, lhe deu a força que precisava. A força para enfrentar a verdade, para enfrentar Marina, e para lutar pelo amor de Ricardo. Ela não seria mais uma vítima. Ela lutaria.

Saiu do escritório com a carta em mãos, o olhar determinado. O mundo lá fora ainda estava nublado, mas em seu interior, uma tempestade se formava, uma tempestade que traria consigo a verdade, doa a quem doer. Ela iria atrás de Ricardo. Iria confrontá-lo, não com acusações, mas com a verdade nua e crua que acabara de descobrir. Ele precisava saber quem Marina realmente era. E ela, Sofia, precisava saber se o amor que sentiam um pelo outro era forte o suficiente para resistir às tempestades que se aproximavam. A promessa de seu pai havia sido quebrada, mas agora, Sofia faria sua própria promessa: não deixaria que Marina destruísse mais nada em sua vida.

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