O Desejo Proibido II

Capítulo 13 — A Rede de Mentiras se Tecer

por Camila Costa

Capítulo 13 — A Rede de Mentiras se Tecer

A determinação de Helena era um fogo que se espalhava, contagiando Ricardo e os poucos aliados que eles conseguiam contatar discretamente. A mansão, antes um refúgio de luto, agora fervilhava com a energia de uma operação secreta. Helena passava horas na biblioteca, auxiliada por Ricardo, mergulhada em documentos, arquivos e memórias de Eduardo que ela havia recuperado. Cada papel, cada anotação, era uma peça do intrincado quebra-cabeça que Armando Salles havia montado para destruir seu amado.

"Ele estava rastreando todos os movimentos de Salles", Helena disse, os olhos fixos em um caderno desgastado. "Cada reunião, cada transação suspeita. Eduardo estava coletando provas, Ricardo. Ele sabia que precisava de algo irrefutável para expor Salles."

Ricardo assentiu, organizando uma pilha de recibos e notas fiscais. "Ele confiava em mim para cuidar de você, Helena. Ele sabia que, se algo acontecesse com ele, você estaria segura. Mas ele subestimou a audácia de Salles."

Um dos contatos de Ricardo, um ex-funcionário desiludido da empresa de fachada de Salles, forneceu informações cruciais sobre as rotas de dinheiro e os paraísos fiscais utilizados pelo médico. Ele confirmou que Salles usava a manipulação e a extorsão como ferramentas rotineiras, e que a família Vilela era apenas mais uma em sua longa lista de alvos.

"Ele mencionou um acordo específico", disse Helena, o rosto pálido de concentração. "Um acordo com uma construtora estrangeira, envolvida em escândalos ambientais. Eduardo suspeitava que Salles estava usando a influência política para facilitar esse acordo, em troca de uma comissão milionária."

"Essa construtora, a 'Global Dynamics', tem um histórico sujo", Ricardo acrescentou, consultando seu laptop. "Eles foram banidos de vários países por violações ambientais. Se Salles estiver facilitando o negócio deles aqui, é uma prova e tanto."

A descoberta acendeu uma nova esperança em Helena. Se eles pudessem conectar Salles diretamente a esse acordo, seria um golpe devastador. Mas as informações eram fragmentadas, e Salles era conhecido por sua habilidade em apagar seus rastros.

Enquanto isso, longe dos olhos da mansão, a trama paralela orquestrada por Mário e seu comparsa avançava. Eduardo Vilela, vivendo sob uma identidade falsa em um local remoto e seguro, recebia instruções e informações de Mário. Ele acreditava estar agindo sozinho para desmascarar Salles, sem saber que suas ações eram, na verdade, dirigidas para um objetivo maior, o de desestabilizar o império de Salles.

"Você tem certeza que quer fazer isso, Eduardo?", perguntou Mário, a voz calmante ao telefone. "É um risco grande. Salles é um homem perigoso."

"Eu não tenho escolha", respondeu Eduardo, a voz tensa, mas resoluta. "Ele tirou tudo de mim. Ele ameaçou Helena e meu filho. Eu preciso vê-lo pagar."

"Nós sabemos disso. E é por isso que estamos aqui para te ajudar. A informação que você conseguiu sobre a 'Global Dynamics' é valiosa. Continue assim. Salles não vai esperar."

Eduardo desligou o telefone, o peso do mundo em seus ombros. Ele sentia a saudade de Helena como uma dor física, uma ferida aberta que o tempo parecia não cicatrizar. Ele se perguntava se ela o perdoaria, se algum dia entenderia o sacrifício que ele fez por ela.

Na mansão, Helena e Ricardo se debruçavam sobre um mapa antigo da propriedade. "Eduardo anotou aqui", Helena disse, apontando para um local marcado com um "X" discreto. "Ele suspeitava que Salles tinha um local secreto na região, onde ele realizava suas transações mais delicadas. Um lugar que ele usava para se encontrar com pessoas que ele não queria que fossem vistas."

"Um esconderijo. Poderia ser a chave para encontrarmos as provas que precisamos", Ricardo ponderou, a mente calculista já traçando um plano. "Mas como chegar lá sem alertar Salles?"

A resposta veio de uma fonte inesperada. Uma antiga empregada da mansão, demitida por Salles anos antes sob falsas acusações, procurou Helena. Ela havia guardado rancor e, ao saber que Helena estava investigando Salles, ofereceu sua ajuda.

"Eu conheço a região como a palma da minha mão", disse a senhora Clara, uma mulher de feições marcadas, mas com um olhar decidido. "E eu sei de um caminho antigo, quase esquecido, que leva a uma área isolada nas terras vizinhas. Um caminho que ninguém usa mais. Se Salles tem um esconderijo por lá, é por esse caminho que ele provavelmente o acessa."

O coração de Helena disparou. A oportunidade era única. Com a orientação da senhora Clara, eles poderiam invadir o esconderijo de Salles e encontrar as provas que precisavam.

Naquela noite, sob o manto da escuridão, Helena e Ricardo se prepararam para a missão. Elena vestia roupas escuras e práticas, o rosto marcado pela determinação. Ricardo, com uma lanterna e um kit de ferramentas, estava ao seu lado, a tensão palpável no ar.

"Você tem certeza que quer ir?", Ricardo perguntou, a voz séria.

"Eu preciso ir, Ricardo. Por Eduardo. Por nosso filho", Helena respondeu, o olhar firme. "Eu não posso ficar parada enquanto ele luta sozinho. E eu preciso de respostas. Preciso saber tudo."

Enquanto eles se afastavam da mansão, em direção ao desconhecido, a rede de mentiras que Armando Salles havia tecido começava a apresentar rachaduras. Helena Vilela, movida pelo amor e pela sede de justiça, estava pronta para desvendá-las, um fio de cada vez, até que toda a teia desmoronasse. A noite era um convite para a coragem, e Helena estava respondendo a esse chamado.

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%