O Amor Verdadeiro III

Capítulo 1

por Isabela Santos

Claro! Preparado para mergulhar de cabeça no drama e na paixão de "O Amor Verdadeiro III"? Aqui estão os primeiros cinco capítulos, escritos com a alma e o coração de uma escritora brasileira que vive e respira histórias de amor.

O Amor Verdadeiro III Romance Romântico Autor: Isabela Santos

Capítulo 1 — O Silêncio Que Grida

A brisa salgada acariciava o rosto de Helena com a familiar melancolia daquela praia deserta. O sol, em sua descida lenta, tingia o céu de tons alaranjados e rosados, um espetáculo que um dia dividira com a pessoa que agora era apenas uma sombra persistente em sua memória. Sentada nas areias frias, observando as ondas beijarem a costa, ela sentia o peso de cada dia que passava sem ele. Era um silêncio que gritava em seus ouvidos, um vazio que ecoava no peito.

Já se passara um ano. Um ano desde que Ricardo partira, deixando para trás um rastro de promessas quebradas e um amor que, para Helena, parecia ter se tornado um fantasma. Não que ele tivesse morrido, não. A vida, em sua crueldade sutil, apenas o arrancara de seu lado, jogando-o em um turbilhão de circunstâncias que ela não pôde controlar. Ele fora chamado de volta às suas raízes, para assumir um império que ele mesmo sempre quisera esquecer, mas que o destino, implacável, o forçara a abraçar.

"Você vai voltar para mim, Helena", ele dissera, os olhos escuros transbordando uma paixão que a fizera acreditar em contos de fadas. "Isso é apenas um desvio. A vida nos separa por um tempo, mas o nosso amor é forte o suficiente para resistir a qualquer distância."

Mas o tempo, ah, o tempo era um inimigo traiçoeiro. A distância se tornara um abismo. As cartas, que antes chegavam semanais, com a caligrafia elegante de Ricardo preenchida de declarações ardentes, minguaram até se tornarem esporádicas, frias, repletas de um tom de formalidade que machucava mais do que o silêncio. E então, a última carta. Uma despedida. Uma explicação vaga sobre "responsabilidades inadiáveis" e "um futuro que não podemos mais compartilhar".

Helena apertou os olhos, a imagem daquele papel amarrotado em suas mãos rasgando-a por dentro. Ela se recusava a aceitar. Recusava-se a acreditar que o homem que a olhava com tanta devoção, que beijava suas mãos como se fossem relíquias sagradas, pudesse simplesmente desistir.

"Não desiste de mim, meu amor", ela sussurrou para o vento, a voz embargada. "Por favor, não desiste."

Um vulto se aproximou. Era Miguel, seu amigo de infância, o porto seguro em meio à tempestade que era sua vida. Ele se sentou ao lado dela, sem dizer uma palavra, apenas compartilhando o peso do silêncio. Miguel sempre esteve ali, um observador silencioso de sua paixão avassaladora por Ricardo, um confidente que a viu mergulhar de cabeça naquele amor, e agora a via nadar em um mar de desilusão.

"Ele não vai voltar, Helena", Miguel disse, a voz suave, mas firme. Era a verdade que ela se negava a ouvir.

Helena virou-se para ele, os olhos marejados. "Como você sabe? Você nem sequer o conhece!"

Miguel suspirou, olhando para o horizonte. "Eu conheço você, Helena. E sei quando um coração está sendo dilacerado. E sei que essa distância... essa distância fez mais do que a separação física. Algo mudou nele."

"Algo mudou nele?", ela repetiu, a voz tingida de amargura. "Ou ele simplesmente mudou? Deixou o luxo, o poder, as responsabilidades de lado o homem que eu amava e se tornou... quem?"

"Talvez ele não tenha tido escolha, Helena", Miguel tentou.

"Escolha? Todos têm escolha, Miguel! Ele escolheu ir. Ele escolheu não lutar mais por nós!" A voz de Helena subiu, carregada de dor e raiva reprimida. Ela se levantou abruptamente, a areia escorrendo por entre seus dedos. "Eu não quero mais falar sobre isso."

Ela se afastou, caminhando em direção às ondas. A água fria lhes lambeu os tornozelos, um conforto passageiro em meio à febre de suas emoções. Ela olhou para o mar vasto, procurando ali uma resposta, um sinal. Em sua mente, a imagem de Ricardo era um borrão de felicidade passada, um eco doloroso do que fora e do que nunca mais seria.

Ricardo. O homem que a tirara de sua vida modesta e a apresentara a um mundo de paixão, de beleza, de intensidade. Ele era o sol em seu céu, e agora, seu céu estava em prantos. Ela se lembrava da primeira vez que o vira, em uma festa elegante, ele o anfitrião, a aura de poder e carisma emanando dele como uma força irresistível. Ele a vira do outro lado do salão, e por mais que ela tentasse disfarçar, sentiu o olhar dele fixo nela. Quando ele se aproximou, o mundo ao redor de Helena pareceu parar. Ele era tudo que ela jamais sonhara e nada do que jamais esperara.

"Você é Helena, não é?", ele dissera, a voz rouca e grave, que a fez estremecer. "Acho que nunca vi alguém tão bela, nem em meus sonhos mais loucos."

Naquele momento, ela soube. Soube que estava perdida. E estava feliz por estar.

Agora, o vazio. O silêncio. O eco de uma promessa que se perdeu no vento.

Miguel a observava de longe, o coração apertado. Ele sabia o quanto Helena amara Ricardo, e o quanto aquela perda a consumia. Ele a conhecia desde que eram crianças, brincando nas mesmas praias, crescendo sob o mesmo sol. Ele a vira se apaixonar, viu a luz que Ricardo acendeu em seus olhos, e agora, via essa luz se apagar lentamente. Ele era o amigo leal, o guardião silencioso de seus segredos e de suas dores. E ele sabia, com uma certeza fria e incômoda, que o homem que Helena amava não era o mesmo que a havia deixado.

Helena continuou a caminhar pela praia, as lágrimas agora correndo livremente pelo seu rosto. Cada onda que batia em seus pés parecia sussurrar o nome de Ricardo, zombar de sua esperança, de sua fé. Ela parou, os joelhos dobrados, e enterrou o rosto nas mãos, soluçando. A dor era física, uma pontada aguda no peito que a deixava sem fôlego.

"Por que, Ricardo?", ela sussurrou entre os soluços. "Por que você me deixou?"

O vento trouxe a resposta em forma de um murmúrio distante, que parecia zombar dela. Não havia respostas ali, apenas o eco de sua própria dor e a vastidão indiferente do oceano.

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