A Esposa do Magnata

Absolutamente! Mergulhemos de volta ao mundo de "A Esposa do Magnata" com estes novos capítulos cheios de drama, paixão e reviravoltas.

por Isabela Santos

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Capítulo 16 — O Silêncio Que Grita

O ar no escritório de Eduardo estava carregado, denso como a tempestade que se formava do lado de fora, mas que parecia refletir apenas a tempestade que agora assolava a alma de Clara. As palavras de Helena, proferidas com uma crueldade fria que contrastava com sua beleza etérea, ecoavam em sua mente como gritos silenciosos. "Ele nunca te amou de verdade, Clara. Você foi apenas um... acessório." Aquelas palavras, um veneno destilado na alma, haviam sido cravadas como punhais. Clara sentiu o chão sumir sob seus pés, o luxo opulento do escritório de Eduardo, antes um símbolo de seu futuro promissor, agora parecia uma gaiola dourada, destinada a aprisioná-la em uma mentira.

Eduardo, alheio à devastação que se abatia sobre Clara, continuava a falar sobre os acordos, os números, os planos que traçavam o futuro de suas empresas. Ele gesticulava, seus olhos azuis, antes um farol de segurança para ela, agora pareciam distantes, focados em algo que transcendia o presente, em algo que ela, a própria esposa, não fazia mais parte. A ironia era cruel. Ele que a havia tirado de sua vida simples, de sua rotina humilde, agora a confinava em um universo de riqueza e poder, onde ela se sentia mais sozinha do que nunca.

"Clara? Você está me ouvindo?" A voz de Eduardo a arrancou de seu torpor. Ele a olhava com uma expressão de impaciência velada. "Temos que fechar esse contrato hoje, o mercado não espera."

Clara engoliu em seco, tentando mascarar o tremor em sua voz. "Eu... eu estou bem, Eduardo. Apenas... um pouco cansada." Ela forçou um sorriso, um espectro frágil em seu rosto.

Ele assentiu, sem notar a falsidade em seu gesto. Para ele, Clara era a esposa perfeita, a imagem de elegância e discrição que adornava seu braço em eventos sociais, a companhia serena que o esperava em casa. Ele nunca a viu como uma parceira em seus planos, apenas como um troféu, uma peça valiosa em seu império. E agora, essa peça começava a rachar sob o peso da verdade.

Helena, com seu jogo perverso, havia plantado a semente da dúvida, mas era a própria realidade de seu casamento com Eduardo que a regava. Ela olhou para ele, para o homem que jurou amá-la, que prometeu protegê-la. Onde estava esse amor quando ela precisava dele? Onde estava a proteção quando as sombras do passado de Helena ameaçavam engoli-la?

As memórias do baile voltaram à tona. A dança com Eduardo, a sensação de sua mão em sua cintura, a promessa em seus olhos. Era tudo mentira? A paixão que ela sentia, era apenas um reflexo de sua própria ilusão? O beijo que trocaram sob o luar, o desejo que transbordou em seus corpos... foi apenas um jogo para ele?

"Eu preciso de um tempo, Eduardo", ela disse, a voz mais firme agora, surpreendendo a si mesma.

Ele a olhou, a sobrancelha arqueada. "Um tempo? Para quê? Estamos à beira de um grande negócio, Clara."

"Um tempo para mim", ela repetiu, levantando-se da poltrona de couro, o tecido rangendo suavemente sob o movimento. "Preciso pensar."

Eduardo suspirou, um som de exasperação contida. "Pensar sobre o quê? Sobre o nosso futuro? Porque eu já estou cuidando disso."

Clara sentiu uma onda de raiva misturada com tristeza. "Não, Eduardo. Pensar sobre o meu futuro. Sobre quem eu sou fora deste escritório, fora desta casa." Ela caminhou até a porta, sentindo o peso de seus olhos sobre suas costas.

"Clara, espere! Onde você pensa que vai?"

Ela se virou na soleira, o corpo emoldurado pela luz que entrava pela janela, um contraste dramático com a escuridão que sentia por dentro. "Eu não sei. Mas eu preciso ir. Preciso respirar longe de tudo isso."

Ela saiu, fechando a porta suavemente atrás de si. O corredor era longo e silencioso, os quadros nas paredes, retratos de antepassados de Eduardo, pareciam observá-la com seus olhos frios e distantes. Clara caminhou sem rumo, o som de seus saltos ecoando no mármore polido, um ritmo solitário em meio ao silêncio opressor da mansão.

Ela chegou ao seu quarto, um santuário de opulência que agora parecia sufocante. O roupão de seda, os perfumes caros, as joias espalhadas sobre a penteadeira... tudo parecia um testemunho silencioso de sua vida de mentira. Ela se sentou na beira da cama, o colchão macio afundando sob seu peso, e finalmente deixou as lágrimas virem. Lágrimas de dor, de decepção, de solidão.

Helena havia vencido. Ela não apenas revelou o passado, mas também desmantelou o presente de Clara, peça por peça. E o pior de tudo era que, no fundo de seu coração, Clara sabia que Helena estava certa. Eduardo a queria, sim, mas a paixão que ele demonstrava, a intensidade de seus desejos... era tudo parte de um jogo maior? Ou era apenas o reflexo de um homem acostumado a ter tudo o que desejava, incluindo a mulher que ele escolheu para ser sua?

A pergunta a assombrava, um fantasma que se recusava a ir embora. Ela olhou para a janela, a chuva começando a cair com mais força, as gotas escorrendo pelo vidro como lágrimas em câmera lenta. Clara fechou os olhos, tentando encontrar uma resposta em meio ao caos de seus pensamentos. Mas o silêncio que se seguiu à partida de Helena era o silêncio que gritava mais alto, o silêncio da incerteza, o silêncio de uma vida que ela não sabia mais se queria viver.

O telefone em sua mesa de cabeceira tocou, um som estridente que a fez pular. Ela hesitou. Quem seria? Eduardo? Ou talvez... alguém de seu passado? Ela pegou o aparelho, o coração batendo descompassado.

"Alô?" Sua voz saiu rouca, embargada.

"Clara? Sou eu, Sofia. Precisamos conversar." A voz de sua irmã, carregada de urgência, trouxe um pequeno raio de esperança em meio à escuridão. Talvez, apenas talvez, Sofia tivesse as respostas que ela tanto precisava. Ou talvez, apenas talvez, ela fosse a única que poderia ajudá-la a encontrar um caminho de volta para si mesma.

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