O CEO e a Secretária II

Capítulo 12 — O Confronto e a Descoberta Sombria

por Ana Clara Ferreira

Capítulo 12 — O Confronto e a Descoberta Sombria

O escritório de Rafael Montenegro, antes um refúgio de poder e ambição, transformou-se em um campo de batalha silencioso. A revelação sobre Vítor Bastos pairava no ar como uma nuvem de tempestade prestes a desabar. Rafael, com a mandíbula cerrada e os olhos faiscando de fúria contida, sentia o sangue pulsar nas veias. O homem que ele admirara, que o ajudara a construir seu império, era, na verdade, um verme traiçoeiro.

Clara observava Rafael, sentindo a intensidade da raiva que emanava dele. Ela compartilhava da sua incredulidade, da sua dor. As memórias de Vítor, sempre tão gentil e acolhedor, agora pareciam distorcidas, sombrias. Como o homem que a consolara após a morte de seu pai poderia ser o mesmo que orquestrou a ruína da família Montenegro?

“Não posso acreditar”, Clara sussurrou, a voz embargada. “Vítor… ele nunca deu a impressão de ser capaz de algo assim.”

Rafael soltou um suspiro profundo, tentando controlar a adrenalina que o consumia. “É a pior das ironias, não é? Ele estava sempre ao meu lado, me ensinando, me observando. Ele sabia exatamente onde estavam os pontos fracos.” Ele parou, a mente correndo. “Preciso confrontá-lo. Preciso saber a verdade dele.”

“Rafael, tome cuidado”, Clara implorou. “Se ele é capaz de tamanha maldade, não sabemos do que ele é capaz para se defender.”

“Eu sei. Mas não posso permitir que ele continue com essa farsa. Ele precisa encarar o que fez.” Rafael já estava em movimento, pegando o telefone para ligar para o seu advogado novamente. “Almeida, preciso de uma intimação para Vítor Bastos. Quero que ele compareça ao meu escritório o mais rápido possível.”

A tarde se arrastou, lenta e tensa. Cada minuto que passava aumentava a apreensão. Clara tentava manter seu posto, mas seus olhos se desviavam constantemente para a porta de Rafael, para a forma como ele se movia, como se estivesse prestes a explodir. Ele também não conseguia se concentrar, seus pensamentos girando em torno da traição e das implicações do envolvimento de Vítor na morte de Mariana.

Por volta das quatro da tarde, o segurança anunciou a chegada de Vítor. A porta do escritório de Rafael se abriu e Vítor entrou, um sorriso calculista no rosto. Ele parecia impecável, como sempre, com seu terno bem cortado e a postura confiante. No entanto, havia algo nos seus olhos, uma leve tensão que ele tentava disfarçar.

“Rafael, meu rapaz. O que o traz à minha disposição? Ouvi dizer que queria falar comigo.” A voz de Vítor era suave, casual, mas Rafael sentiu um arrepio ao ouvir a falsidade em cada palavra.

Rafael se levantou, a postura rígida. “Sente-se, Vítor.” A ordem não admitia recusa.

Vítor sentou-se na poltrona em frente à mesa de Rafael, o sorriso ainda presente, mas um pouco mais forçado. Clara permaneceu em sua mesa, observando a cena com o coração acelerado.

“Então, qual é o problema, Rafael? Algo errado com os relatórios?” Vítor perguntou, inclinando-se ligeiramente para frente.

Rafael o encarou, a raiva borbulhando. “O problema, Vítor, é que eu sei de tudo.”

O sorriso de Vítor vacilou por um instante, mas ele rapidamente se recompôs. “Não sei do que você está falando, Rafael.”

“Não minta para mim!”, Rafael explodiu, batendo a mão na mesa. “Sei sobre as transferências de fundos. Sei sobre a conta offshore. Sei que você usou esse dinheiro para arruinar meu pai e para orquestrar a morte da Mariana!”

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O rosto de Vítor ficou pálido, o sorriso desapareceu completamente, substituído por uma máscara de choque e… medo. Ele olhou para Rafael, depois para Clara, como se procurasse uma saída.

“Isso é um absurdo, Rafael. Uma calúnia.” A voz de Vítor, antes firme, agora soava trêmula.

“Calúnia? As provas estão com o meu advogado, Vítor. Provas que o incriminam diretamente. Por que você fez isso? Por quê?” A voz de Rafael estava carregada de dor e incredulidade.

Vítor se levantou abruptamente, a poltrona rangendo. “Você não entende nada, Rafael! Você nunca entendeu! Seu pai era um fraco. Ele não sabia o que estava fazendo. Eu tive que intervir para salvar a empresa, para salvá-lo de si mesmo!”

“Salvar? Você destruiu a nossa família!”, Clara gritou, incapaz de se conter.

Vítor a encarou, seus olhos escuros cheios de ressentimento. “Você não sabe do que está falando, menina. Você é apenas uma secretária. O que você entende de negócios e de sacrifícios?”

A arrogância de Vítor acendeu ainda mais a fúria em Rafael. “Sacrifício? Você chama de sacrifício o que fez? Roubar, mentir, matar?”

“Eu não matei ninguém!”, Vítor sibilou, a voz carregada de desespero. “O acidente da sua irmã… foi um acidente! Eu estava tentando protegê-la dos seus negócios sujos!”

“Mentiroso!”, Rafael rugiu. Ele avançou em direção a Vítor, a vontade de partir para cima dele imensa. Clara se levantou rapidamente, colocando-se entre eles.

“Rafael, não! Não se rebaixe ao nível dele!”

Rafael parou, ofegante, o corpo tenso. Ele encarou Vítor, a decepção e a raiva se misturando em seus olhos. “Você sempre foi um cobra, Vítor. Sempre se aproveitando da bondade alheia. Mas agora, a cobra foi descoberta.”

Vítor riu, um som seco e amargo. “Você acha que me pegou, Rafael? Você é ingênuo demais. Eu tenho planos que você nem pode imaginar.” Ele deu um passo para trás, seus olhos percorrendo o escritório, como se buscasse uma saída, ou talvez uma arma.

De repente, a porta do escritório se abriu e o chefe de segurança entrou, seguido por dois homens uniformizados. “Senhor Montenegro, recebi ordens para detê-lo.”

Vítor olhou para os seguranças, o pânico evidente em seu rosto. Ele tentou avançar em direção a eles, mas foi rapidamente contido.

“Não! Vocês não podem fazer isso! Eu sou o Vítor Bastos!”

“E você será preso por fraude, desvio de fundos e orquestração de um acidente fatal, Sr. Bastos”, disse um dos seguranças, algemando-o.

Enquanto Vítor era levado, ele lançou um olhar final para Rafael e Clara. “Vocês ainda não viram nada. Vocês vão se arrepender disso.”

O escritório ficou em silêncio novamente, apenas o som da respiração ofegante de Rafael e Clara quebrando a quietude. A raiva de Rafael deu lugar a um cansaço profundo, a uma dor que parecia ter se alojado em seus ossos. Ele olhou para Clara, a compreensão em seus olhos, a força em seu olhar.

“Ele fez tudo isso, Clara. Ele tirou tudo de mim.”

Clara se aproximou dele, pegando sua mão. “Não tudo, Rafael. Ele não tirou você de mim. E não tirou a verdade. Agora, podemos finalmente começar a curar essas feridas.”

Rafael apertou a mão dela, sentindo o calor e a força que Clara transmitia. A descoberta sombria sobre Vítor fora dolorosa, mas de certa forma, libertadora. A verdade, por mais terrível que fosse, era o primeiro passo para a reconstrução. E ele sabia que não a daria sozinho. Olhou para Clara, a promessa de um futuro, antes incerta, agora mais forte do que nunca.

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