Amar foi meu Erro II

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amar foi meu Erro II", escritos com a paixão e o drama de uma novela brasileira:

por Ana Clara Ferreira

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amar foi meu Erro II", escritos com a paixão e o drama de uma novela brasileira:

Capítulo 6 — O Sussurro da Verdade e o Fogo da Paixão

O ar no apartamento luxuoso de Rafael parecia denso, carregado com a eletricidade que emanava de suas presenças. As paredes, antes frias e impessoais, agora pareciam vibrar com a tempestade de emoções que se agitava entre Rafael e Clara. Ele a encarava, os olhos escuros fixos nos dela, cada movimento lento e deliberado, como se quisesse decifrar cada nuance em sua expressão. Clara, por sua vez, sentia-se presa em um redemoinho, a razão lutando desesperadamente contra a atração avassaladora que a puxava para ele. A memória do beijo no café, a doçura amarga que ele deixara em seus lábios, ecoava em sua mente, tornando a atmosfera ainda mais palpável.

"Clara...", a voz de Rafael era um murmúrio rouco, carregado de uma intensidade que fez um arrepio percorrer a espinha dela. Ele deu um passo à frente, a distância entre eles diminuindo a cada segundo. "Você não pode simplesmente… desaparecer da minha vida de novo. Não agora."

O coração de Clara disparou. Havia um tom de desespero em sua voz que a atingiu em cheio, um reflexo da própria angústia que a consumia. Ela sabia que não deveria estar ali, não deveria se deixar envolver novamente por aquele homem que a machucara tão profundamente. Mas algo em seus olhos, uma vulnerabilidade que ela nunca vira antes, a impedia de fugir.

"Eu não desapareci, Rafael. Eu fui embora. Por um motivo. Você se lembra?" A pergunta saiu mais afiada do que ela pretendia, mas a dor ainda estava fresca, a ferida de anos atrás se abrindo novamente com a simples menção daquela época.

Rafael suspirou, passando uma mão pelo cabelo. A testa franzida denunciava a luta interna. "Eu sei. E eu sei que te magoei. Mais do que deveria. Mais do que eu jamais imaginei ser capaz de fazer." Ele se aproximou mais, agora a poucos centímetros de distância. O perfume dele, uma mistura de sofisticação e algo selvagem, a envolveu, desarmando suas defesas. "Mas, Clara, as coisas mudaram. Eu mudei."

"Mudou?", ela repetiu, um fio de ceticismo em sua voz. "E como eu deveria acreditar nisso, Rafael? Você me deixou sem uma palavra, sem uma explicação. Você simplesmente… me abandonou." A mágoa em sua voz era inegável, uma melodia triste que ressoava no silêncio do apartamento.

Ele a olhou nos olhos, e Clara viu algo ali que a fez hesitar. Não era arrogância, não era a mesma frieza que ela se lembrava. Era… arrependimento. Profundo e sincero. "Eu fui um covarde. Um imaturo. Um tolo. E o pior de tudo, fui egoísta. Eu te amava, Clara. E por te amar tanto, por ter medo de te perder, eu fiz a pior escolha da minha vida."

As palavras de Rafael a atingiram como um golpe, tirando-lhe o fôlego. Ele a amava? Depois de tudo o que aconteceu, ele ainda a amava? A ideia era ao mesmo tempo reconfortante e aterrorizante. Reconfortante porque era a confirmação de que seus próprios sentimentos, que ela tentava reprimir com todas as suas forças, não eram unilaterais. Aterrorizante porque abria a porta para um novo abismo de dor e desilusão.

"Você… você amava?", ela sussurrou, a voz embargada.

"Amava e ainda amo", Rafael respondeu, sem vacilar. Ele levantou uma mão hesitante, parando antes de tocar seu rosto. "Essa atração que você sente, Clara, essa conexão… não é apenas sua. Eu sinto isso desde o momento em que te vi naquele café. É como se nada tivesse mudado entre nós, e ao mesmo tempo, tudo tivesse mudado."

As palavras dele a desestabilizaram completamente. Ela ergueu a mão e tocou o rosto dele, sentindo a textura da pele, a linha firme do maxilar. Era real. Ele estava ali, diante dela, confessando sentimentos que ela acreditava estarem enterrados para sempre. A lembrança do passado, das noites quentes, dos beijos apaixonados, inundou sua mente. O perfume dele, agora tão próximo, parecia amplificar a memória, a sensação de seus corpos unidos, a promessa de um futuro que nunca chegou.

"Rafael… nós não podemos", ela tentou dizer, mas a voz falhou.

Ele pegou a mão dela, entrelaçando seus dedos com os seus. O calor de sua pele, a força de seu aperto, era familiar e perturbador. "Por que não, Clara? Porque tivemos um começo difícil? Porque o passado nos assombra? O passado é um mestre cruel, mas não precisa ser nosso carrasco." Ele se inclinou, seus lábios roçando os dela. "O que nós temos… é mais forte do que qualquer dor, qualquer arrependimento."

A respiração de Clara ficou presa na garganta. A proximidade de seus rostos, o olhar intenso em seus olhos, era uma promessa, um convite. A razão gritava para ela fugir, para se afastar antes que fosse tarde demais, antes que a ferida se abrisse novamente. Mas o corpo, traidor, respondia de outra maneira. O desejo, adormecido por tantos anos, despertava com uma força avassaladora. Ela sentiu um calor subir por seu corpo, um anseio que a deixava sem controle.

Os lábios de Rafael se encontraram com os dela, um beijo suave no início, exploratório, como se quisessem redescobrir um caminho perdido. E então, a paixão explodiu. O beijo se aprofundou, carregado de anos de desejo reprimido, de saudade, de dor e de uma esperança recém-descoberta. Clara se entregou, as barreiras que ela havia construído em torno de seu coração desmoronando com a força daquele reencontro. As mãos de Rafael desceram por suas costas, puxando-a para perto, a intensidade do toque fazendo seus joelhos tremerem. Ela agarrou seus ombros, sentindo a musculatura firme sob o tecido da camisa.

Eles se beijaram como se o tempo tivesse parado, como se o mundo ao redor tivesse desaparecido. Cada toque, cada suspiro, era uma confissão de um amor que, apesar de tudo, nunca morrera. O beijo era um grito silencioso, uma declaração de que, talvez, apenas talvez, o erro de ter se amado no passado pudesse ser corrigido no presente. O apartamento de Rafael, testemunha mudo daquele reencontro explosivo, parecia abafado pelo turbilhão de emoções que tomava conta deles.

Quando finalmente se separaram, ambos ofegantes, os olhos de Clara brilhavam com lágrimas e desejo. A realidade começava a se infiltrar, a sombra de Sofia pairando no horizonte, o legado que os separava. Mas naquele momento, naquele abraço, apenas o presente importava.

"Eu não sei o que vai acontecer agora, Rafael", Clara sussurrou, a voz embargada. "Mas eu… eu não consigo mais fingir que você não existe."

Rafael a abraçou mais forte, o queixo apoiado em sua cabeça. "Eu também não, Clara. E não quero mais. Nós vamos descobrir isso juntos. Eu prometo."

A promessa pairou no ar, carregada de esperança e incerteza. Clara sabia que o caminho seria árduo, repleto de obstáculos e fantasmas do passado. Mas naquele momento, aninhada nos braços de Rafael, sentiu uma faísca de esperança acender em seu peito. Talvez o amor que os unira um dia pudesse encontrar um novo começo, um novo significado, livre das amarras do passado. A paixão que acabara de reacender era um fogo perigoso, mas também a única chama que parecia capaz de dissipar as sombras que os cercavam.

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