Corações Partidos

Capítulo 13 — A Armadilha e a Fuga Desesperada

por Isabela Santos

Capítulo 13 — A Armadilha e a Fuga Desesperada

O sol do fim de tarde banhava o Aterro do Flamengo com uma luz dourada e alaranjada, pintando as silhuetas dos prédios e a imensidão da Baía de Guanabara com cores vibrantes. Helena e Pedro estavam sentados em um dos bancos, a vista deslumbrante servindo de cenário para a tensão crescente em seus corações. A prova contra Clara estava em mãos, o plano de exposição quase pronto, mas uma sombra de incerteza pairava sobre eles.

"Tudo parece perfeito, Pedro", Helena disse, sua voz baixa, mas carregada de uma apreensão que ela não conseguia disfarçar. "O contrato, os extratos bancários... A mídia vai adorar isso."

Pedro apertou sua mão. "Eu sei. E vai ser o fim dela. Mas ainda sinto que algo está errado. Clara não é de desistir tão facilmente."

Ele tinha razão. Clara, em sua sede de poder e autopreservação, não ficaria parada. A noite anterior havia trazido um pesadelo em forma de sonho para Helena: ela se viu perseguida por sombras, o rosto de Clara pairando sobre ela, os olhos cheios de ódio. Acordou ofegante, o coração disparado.

"Eu tive um sonho ruim", ela confessou a Pedro. "Acho que ela sabe que estamos perto."

Pedro a abraçou, tentando acalmá-la. "Não se preocupe. Estamos preparados. E eu não vou deixar nada acontecer com você."

Mal sabiam eles que a armadilha já estava sendo montada. Clara, utilizando seus contatos sombrios, havia descoberto os passos de Pedro. Sabia que ele planejava entregar as provas a um jornalista investigativo de confiança na manhã seguinte. E decidiu que seria a última vez que ele tentaria algo contra ela.

Naquela mesma noite, enquanto Helena e Pedro revisavam os últimos detalhes do plano em um café discreto no Leme, dois homens encapuzados se aproximaram da mesa deles. O clima acolhedor do café se transformou em pânico em um instante.

"Pedro e Helena, certo?", um deles rosnou, a voz grave e ameaçadora. A lanterna de um dos homens iluminou os rostos deles, cegando-os temporariamente.

Antes que pudessem reagir, mãos fortes os agarraram. Helena gritou, mas um pano foi rapidamente colocado em sua boca, abafando o som. Pedro lutou bravamente, tentando se livrar dos agressores, mas a força deles era surpreendente. Eles eram profissionais.

Em poucos segundos, Helena e Pedro foram arrastados para fora do café, jogados em um carro escuro que os esperava na esquina. O motorista arrancou, deixando para trás o burburinho da noite carioca e a inocência que acabara de ser roubada.

O carro acelerou em direção a um local desconhecido. Helena sentia as lágrimas quentes escorrerem pelo rosto, misturando-se ao suor e à poeira. Ao seu lado, Pedro, apesar das agressões, tentava manter a calma, buscando uma brecha, uma saída.

"Clara...", Pedro murmurou, o nome dela soando como uma maldição em seus lábios. "Ela nos pegou."

Helena assentiu, incapaz de falar. O medo era avassalador, mas uma raiva fria começava a borbulhar em seu interior. Ela não seria uma vítima indefesa.

O carro finalmente parou em um galpão abandonado nos arredores da cidade. O cheiro de mofo e ferrugem invadiu o ar assim que as portas se abriram. Helena e Pedro foram empurrados para dentro, onde a figura sinistra de Clara os aguardava, iluminada por uma única lâmpada pendurada no teto.

Clara sorriu, um sorriso cruel e triunfante. "Que surpresa desagradável, não é mesmo, Pedro? Achei que você fosse mais esperto."

"Você é uma víbora, Clara", Pedro cuspiu, a voz rouca de raiva. "Você não vai escapar impune."

"Imune?", Clara riu, um som agudo e desagradável. "Eu já escapei de muito pior. E vocês dois? Vocês são apenas um pequeno contratempo. Um que eu vou resolver agora mesmo."

Ela fez um sinal para os capangas, que se aproximaram com cordas. Helena sentiu um frio percorrer seu corpo. A fuga, a esperança, tudo parecia ter sido em vão.

Mas Pedro não desistiu. No momento em que os homens se aproximavam, ele usou toda a sua força, conseguindo se livrar de um deles e derrubar o outro. Helena, vendo a oportunidade, correu em direção à porta.

"Helena, fuja!", Pedro gritou, enquanto se defendia dos ataques.

Clara, furiosa com a resistência, pegou uma barra de ferro que estava no chão. "Você não vai a lugar nenhum!", ela gritou e avançou em direção a Helena.

Helena desviava dos golpes desajeitados de Clara, seu coração batendo descompassado. Ela precisava alcançar a porta, encontrar ajuda. O som da luta entre Pedro e os capangas ecoava pelo galpão.

De repente, um dos capangas conseguiu imobilizar Pedro, prendendo-o em um abraço de urso. Clara, aproveitando a distração, mirou a barra de ferro na cabeça de Helena.

"Isso é por ter se metido onde não devia!", ela gritou, a voz carregada de ódio.

No último instante, quando Helena pensou que tudo estava perdido, um barulho estrondoso ecoou do lado de fora. Sirenes. A polícia.

Pedro havia conseguido, em meio à luta, enviar uma mensagem de socorro para um contato de confiança.

Clara, em pânico, olhou para a porta, para os capangas, para Pedro. "Droga!", ela sibilou. "Vocês não vão me pegar!"

Ela largou a barra de ferro e correu em direção a uma saída secundária do galpão, desaparecendo na escuridão da noite. Os capangas, vendo a chegada iminente da polícia, também fugiram, deixando Pedro e Helena sozinhos no galpão.

Helena correu até Pedro, que, apesar das marcas e do cansaço, a abraçou com força. "Você está bem?", ele perguntou, a voz embargada.

"Sim", Helena respondeu, as lágrimas agora de alívio. "Graças a você."

Os policiais invadiram o galpão, encontrando Helena e Pedro, abalados, mas vivos. A armadilha havia falhado, mas a fuga desesperada de Helena e a inteligência de Pedro os salvaram. Clara, no entanto, havia escapado, e a ameaça que ela representava ainda pairava no ar, mais perigosa do que nunca. A luta estava longe de terminar.

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