Cap. 11 / 25

O Desejo Proibido

Capítulo 11

por Camila Costa

Com certeza! Prepare-se para mergulhar de cabeça nas turbulentas águas de "O Desejo Proibido". Aqui estão os capítulos 11 a 15, repletos de paixão, drama e os segredos que tecem a trama desta história.

Capítulo 11 — O Sussurro da Verdade nas Sombras

O crepúsculo pintava o céu de tons alaranjados e roxos, um espetáculo melancólico que refletia o estado de espírito de Helena. As últimas luzes do dia esgueiravam-se pelas frestas das persianas do seu quarto, criando um jogo de sombras que parecia dançar com a angústia que a consumia. Sentada à beira da cama, as mãos entrelaçadas com uma força quase dolorosa, ela revisitava mentalmente as palavras de seu pai. A confissão de Arthur, dita em um misto de desespero e resignação, ecoava em sua mente como um trovão distante, mas com a força devastadora de um raio que acertara seu coração em cheio. A revelação sobre o passado de sua mãe, a sombra que sempre pairou sobre sua infância, agora ganhava contornos reais e dolorosos.

"Ela... ela me amava, Helena. Mais do que tudo. Mas a vida, ah, a vida... ela nos cobra um preço alto por cada escolha, cada desejo." Arthur dissera, a voz embargada pela emoção que parecia ter guardado por décadas.

Helena fechou os olhos com força, tentando afastar a imagem de sua mãe, aquela figura etérea e distante que ela mal conhecera. A mulher que aparecia nas fotografias antigas, com um sorriso doce e um olhar penetrante, agora era envolta por um véu de mistério e tristeza. Por que ela partira? Por que deixara para trás um marido e uma filha, e para onde fora? As perguntas, antes sussurros de curiosidade, agora gritavam em seu interior, exigindo respostas que ela temia encontrar.

Um leve toque na porta a fez sobressaltar. Era Clara, sua fiel governanta, com um semblante preocupado.

"Senhorita Helena, o jantar está pronto. O senhor Arthur pediu para que a senhora descesse."

Helena assentiu, um nó na garganta impedindo-a de responder. Levantou-se, ajeitando o vestido com um gesto automático, mas seus olhos ainda estavam perdidos em um labirinto de emoções. Ao descer as escadas, o aroma da comida familiar não conseguia dissipar a névoa de apreensão que a envolvia. Arthur estava na sala de jantar, a postura ereta, mas seus olhos, fixos no prato, denunciavam a mesma melancolia que ela sentia.

"Pai..." A voz de Helena soou hesitante.

Arthur levantou o olhar, um sorriso fraco brincando em seus lábios. "Helena, minha filha. Sente-se."

O jantar transcorreu em um silêncio carregado. Cada garfada parecia pesar toneladas, cada gole de vinho era engolido com dificuldade. Helena observava o pai, buscando em seu rosto os traços da mulher que ele amara e perdera. Via a dor em seus olhos, mas também uma força inabalável, uma determinação em seguir em frente, mesmo com as cicatrizes do passado.

"Pai," Helena começou novamente, após um longo silêncio. "Você... você acha que ela foi feliz?"

Arthur pousou os talheres, o olhar fixo em um ponto distante. "Felicidade, Helena, é uma jornada, não um destino. Ela teve momentos de imensa alegria, eu sei. E teve momentos de profunda tristeza. Como todos nós." Ele suspirou, um som que parecia carregar o peso dos anos. "O que eu sei, com toda a certeza do meu coração, é que ela amou você. Amou intensamente. E eu a amei. Nosso amor foi... um incêndio, Helena. Um incêndio que consumiu tudo, mas que também aqueceu nossas vidas de uma forma que poucas pessoas conhecem."

As palavras de Arthur tocaram um lugar profundo em Helena. Ela sempre se sentira um pouco à deriva, sem uma conexão forte com suas raízes maternas. A ideia de que sua mãe fora uma mulher apaixonada, capaz de amar com tanta intensidade, despertava nela um sentimento novo, uma mistura de admiração e saudade antecipada.

"Eu queria ter conhecido ela melhor," Helena confessou, a voz embargada. "Queria ter tido a chance de... de entender."

"Eu sei, querida. E eu também." Arthur estendeu a mão sobre a mesa, tocando a dela. A pele fria de sua mão contrastava com o calor do seu toque. "Mas as coisas aconteceram como aconteceram. E nós, Helena, precisamos aprender a viver com as nossas escolhas e com as escolhas daqueles que amamos. Precisamos encontrar a nossa própria felicidade, sem deixar que as sombras do passado nos aprisionem."

O olhar de Arthur encontrou o de Helena, e neles havia uma cumplicidade silenciosa, um entendimento mútuo que transcendeu as palavras. Ele a amava, e ela sentia que precisava honrar esse amor, assim como o amor de sua mãe, mesmo que esse amor tivesse sido apenas um sopro em sua vida.

Naquela noite, depois de se despedir do pai, Helena voltou para seu quarto. O luar banhava o ambiente, transformando tudo em um cenário etéreo. Ela pegou a caixa de fotografias antigas, aquela que guardava com tanto cuidado. Folheou as imagens, observando o rosto sorridente de sua mãe, agora sob uma nova luz. Via a alegria em seus olhos, mas também uma profundidade, um anseio que ela não percebera antes.

Ao lado de uma foto de sua mãe jovem, radiante em um vestido de festa, Helena encontrou um pequeno bilhete dobrado. Suas mãos tremeram ao abri-lo. A caligrafia, elegante e delicada, era inconfundível. Era a de sua mãe.

"Para meu eterno amor, Arthur. Se um dia eu me for, saiba que meu coração será para sempre seu. Que nossa filha, Helena, seja a luz que nos guiará, a prova de que o amor verdadeiro jamais morre. Sinto saudades. E sempre amarei."

As lágrimas rolaram pelo rosto de Helena, quentes e salgadas. Aquele bilhete, guardado por tantos anos, era a ponte que a ligava à mãe, a confirmação do amor que Arthur descrevera. Ela abraçou o papel com força, sentindo a fragrância sutil que ainda emanava dele, um perfume adocicado e inesquecível.

Naquele momento, olhando para a foto e segurando o bilhete, Helena sentiu uma transformação sutil dentro de si. A dor da incerteza começava a ceder lugar a uma aceitação agridoce, a uma compreensão de que o amor, mesmo que marcado pela perda, deixava um legado de força e esperança. A sombra do passado ainda pairava, mas agora, sob a luz do luar e das palavras de seu pai e de sua mãe, ela via um caminho a seguir, um caminho que a levaria a desvendar os segredos de sua família e a encontrar seu próprio lugar no mundo. O desejo proibido, que antes a assustava, agora se transformava em uma busca por autoconhecimento e redenção, impulsionada pela força de um amor que, mesmo silenciado, ainda sussurrava verdades profundas.

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