Cap. 18 / 21

Alma Gêmea II

Capítulo 18 — O Confronto nas Sombras e a Fúria do Furacão

por Valentina Oliveira

Capítulo 18 — O Confronto nas Sombras e a Fúria do Furacão

A noite caíra sobre a cidade como um manto escuro, salpicado pelas luzes frias dos arranha-céus. Marina, vestida com um elegante terninho escuro que a fazia parecer ainda mais determinada, dirigia seu carro em direção ao imponente edifício que abrigava a sede da empresa de Valença. O coração batia acelerado em seu peito, um tambor de guerra anunciando a batalha iminente. As palavras de Eduardo, as anotações de Alice, o semblante inocente e assustado de sua irmã nas últimas lembranças, tudo se misturava em sua mente, alimentando a fúria que a consumia.

Ela sabia que o confronto seria perigoso. Valença era um homem implacável, capaz de tudo para proteger seus segredos. Mas Marina não tinha mais medo. O medo havia sido substituído por uma determinação feroz, uma vontade de expor a verdade e fazer justiça pela sua família. Ela não era mais a jovem ingênua que ele havia manipulado. Ela era uma força da natureza.

Chegou ao prédio e, usando uma identidade falsa de uma jornalista interessada em uma entrevista exclusiva, conseguiu acesso aos andares superiores. O silêncio dos corredores, a opulência fria da decoração, tudo parecia um palco montado para o seu drama pessoal. Finalmente, parou em frente à porta do escritório de Fernando Valença. Respirou fundo, a mão tremendo levemente ao empurrar a maçaneta.

O escritório era espaçoso e elegantemente decorado, com uma vista panorâmica da cidade iluminada. Valença estava sentado à sua mesa, um sorriso condescendente no rosto, como se a esperasse. Ele emanava uma aura de poder e autoconfiança que, até pouco tempo atrás, Marina teria achado admirável. Agora, só lhe causava repulsa.

"Marina", disse Valença, a voz suave, mas com um tom de ironia. "Que surpresa agradável. Achei que você estivesse ocupada demais desvendando os mistérios do passado."

Marina deu um passo para dentro, a postura ereta, o olhar fixo nos dele. "Não há mistérios, Valença. Apenas verdades que você escondeu. Verdades que eu vim buscar."

Ele riu, um som seco e sem humor. "Verdades? Que fofo. Você ainda acredita em contos de fadas, querida? A vida é uma batalha, e quem não luta, perece."

"Você lutou sujo, Valença. Incriminou meu pai, destruiu a minha família. Usou a inocência da minha irmã como arma." As palavras saíram com uma força contida, como um furacão prestes a se formar.

O sorriso de Valença vacilou por um instante, uma sombra passando por seus olhos. "Você está se precipitando, Marina. Talvez você não entenda o que está em jogo."

"Eu entendo perfeitamente", ela rebateu, dando outro passo em sua direção. "Eu entendo que você é um monstro. Um predador que se alimenta da fragilidade alheia. Você usou o Eduardo, você usou a mim, e você destruiu a Alice."

O nome de Alice pareceu atingi-lo. Seus olhos se estreitaram. "A garota... ela era um obstáculo. Uma distração que eu tive que contornar."

"Contornar?", Marina gritou, a voz agora carregada de uma fúria incontrolável. "Você a destruiu! Você a fez acreditar que estava sozinha, que ninguém a amava! Você a jogou em um buraco de desespero, e você sabia que ela era frágil!"

Marina sentiu a raiva subir por seu corpo, uma força avassaladora que a dominava. Ela não se importava mais com as consequências, com a segurança. Ela precisava desabafar, precisava fazê-lo sentir a dor que ele causou.

"Você é um covarde, Valença!", ela vociferou, o corpo tremendo. "Você se esconde atrás de suas mentiras e manipulações, mas é um verme! Você não tem coragem de enfrentar a verdade!"

Valença levantou-se abruptamente, a máscara de serenidade rachando. "Cuidado com o que você diz, Marina. Você está pisando em um terreno perigoso."

"O perigo é você!", ela retrucou, o olhar fixo no dele, sem desviar um milímetro. "Eu tenho provas, Valença. Tenho a confissão do Eduardo. Tenho as anotações da Alice. E logo, eu terei tudo o que preciso para te ver na cadeia, onde você pertence!"

Ele deu um passo em direção a ela, o rosto contorcido em raiva. "Você acha que pode me vencer? Eu sou Fernando Valença! Eu controlo tudo e todos!"

"Não mais!", Marina gritou, a voz ecoando pelo escritório. "Você não me controla mais! Você perdeu! Você perdeu o controle quando pensou que poderia brincar com a minha família!"

De repente, a porta do escritório se abriu. Eduardo estava ali, acompanhado por dois policiais. Seu rosto estava pálido, mas seus olhos transmitiam um misto de alívio e determinação. Ele viera para cumprir sua promessa.

"Fernando Valença, o senhor está preso por fraude, manipulação financeira e ocultação de provas", disse um dos policiais, com a voz firme.

Valença olhou para Eduardo, o rosto tomado pela incredulidade e pela fúria. "Você... você me traiu!"

"Eu escolhi a verdade, Valença", Eduardo respondeu, a voz embargada pela emoção. "Eu escolhi não viver mais na escuridão."

O furacão de emoções dentro de Marina parecia se acalmar, substituído por uma exaustão profunda. Ela observou enquanto Valença era levado, algemado, o olhar de ódio fixo nela e em Eduardo. A justiça estava começando a ser feita, mas a dor da perda, a cicatriz deixada pela crueldade de Valença, jamais desapareceria.

Quando os policiais saíram, deixando Marina e Eduardo sozinhos no escritório silencioso, um profundo silêncio se instalou entre eles. Marina olhou para Eduardo, a mágoa e a decepção ainda presentes, mas também um lampejo de perdão.

"Eu preciso de tempo, Eduardo", disse ela, a voz suave, mas firme. "Tempo para curar. Para entender."

Ele assentiu, os olhos marejados. "Eu entendo, Marina. Eu vou esperar. Eu mereço isso."

Marina olhou para a vista da cidade, as luzes cintilando como promessas de um novo amanhecer. A batalha havia sido vencida, mas a guerra pela cura ainda estava longe de terminar. O grito silencioso de Alice, agora, parecia encontrar um eco de justiça.

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