Cap. 11 / 21

Sua para Sempre

Claro, prepare o coração para mais turbilhões de emoções! Aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Sua para Sempre", com a intensidade e o drama que o nosso Brasil sabe criar:

por Camila Costa

Claro, prepare o coração para mais turbilhões de emoções! Aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Sua para Sempre", com a intensidade e o drama que o nosso Brasil sabe criar:

Capítulo 11 — O Sussurro da Dúvida e o Voo da Liberdade

O sol da manhã banhava o Rio de Janeiro em tons de ouro e esperança, mas para Helena, o brilho parecia opaco. O beijo de Marcos, que deveria ter selado um novo começo, pairava em sua mente como um fantasma. Não era o beijo em si que a perturbava, mas a sombra que ele lançava sobre a imagem de Daniel. A intensidade do momento com Marcos era inegável, uma força bruta que a sacudiu até a alma, mas a memória do toque suave e da entrega total de Daniel teimava em ressurgir.

Ela preparava o café, o aroma forte invadindo a cozinha moderna de seu apartamento no Leblon, os olhos perdidos na imensidão azul do Atlântico. A cidade, sempre vibrante, parecia ecoar seus conflitos internos. Onde ela estava? Havia se jogado nos braços de um homem que lhe oferecia segurança e admiração, ou estava fugindo da verdade que a consumia por dentro? Daniel… A palavra era um eco doloroso em seu peito. Ele a havia amado de um jeito que ela jamais pensou ser possível. Um amor puro, desprovido de artifícios, que a desnudou por inteiro. E ela, por medo, por confusão, havia se afastado.

O telefone tocou, estridente, quebrando o silêncio melancólico. Era sua mãe, Dona Clara.

"Helena, minha filha! Já acordou?", a voz calorosa e ligeiramente apreensiva de Clara preencheu o ambiente.

"Bom dia, mãe. Sim, acabei de acordar." Helena forçou um tom jovial.

"Que bom! Fiquei pensando em você. Marcos te ligou depois de tudo?"

O coração de Helena apertou. A pergunta vinha carregada de expectativa, de um desejo materno de vê-la feliz, segura, casada com o homem que, para Dona Clara, representava a estabilidade perfeita.

"Ele… ele ligou, mãe. E estivemos juntos." A resposta saiu embargada, um fio de voz que mal se sustentava.

Um silêncio momentâneo pairou na linha, e Helena imaginou a expressão de sua mãe: um misto de alívio e talvez uma ponta de preocupação disfarçada.

"Que bom, querida! Eu sabia que vocês se entendiam. Ele é um bom homem, Helena. Um partido e tanto. Cuida bem dele."

As palavras de Dona Clara, embora bem-intencionadas, soavam como pedras caindo sobre o frágil castelo de incertezas de Helena. Um bom homem. Sim, Marcos era bom. Responsável, bem-sucedido, admirado. Mas era ele o homem que a fazia sentir-se viva? Ou apenas o homem que a mantinha ancorada em uma realidade previsível?

"Mãe, eu… eu preciso pensar um pouco. As coisas estão… complicadas." Helena buscou um respiro. A culpa a roía por dentro. Ela estava mentindo, não só para sua mãe, mas para si mesma.

"Complicadas? O que houve, filha? Marcos te magoou? Me conta tudo!" A preocupação genuína de Clara era quase palpável.

Helena fechou os olhos, a imagem de Daniel inundando sua mente. O abraço forte na beira da praia em Paraty, o cheiro do mar em sua pele, a cumplicidade em seus olhares. A decisão que tomou naquela noite, impulsionada pelo desespero e pela raiva, parecia cada vez mais distante de sua verdadeira essência.

"Não, mãe. Ele não me magoou. Fui eu… fui eu que me perdi um pouco. Preciso de um tempo para entender o que eu realmente quero." A frase soou como um alívio, uma pequena fresta de honestidade em meio à teia de confusão.

Dona Clara suspirou. "Tudo bem, minha filha. Mas não demore a se encontrar. A vida passa rápido, e você merece ser feliz. E, honestamente, Marcos é a personificação da felicidade para uma mulher."

O discurso de Dona Clara, embora familiar, ainda a feria. A felicidade, para sua mãe, era sinônimo de segurança e estabilidade financeira. Para Helena, nos últimos tempos, havia se tornado algo muito mais complexo, ligado à profundidade das emoções, à liberdade de ser quem ela era, com todas as suas falhas e desejos.

Desligou o telefone, sentindo-se ainda mais pesada. A cidade lá fora continuava seu ritmo frenético, indiferente à sua tempestade interior. Ela precisava de ar. Precisava se livrar daquele peso.

Decidiu ir à praia, não àquela que frequentava com Marcos, mas a uma mais afastada, em Ipanema, onde podia se misturar à multidão anônima e sentir a força do mar lavando sua alma. Vestiu um jeans, uma camiseta simples e óculos escuros, e saiu.

No calçadão, o vento salgado beijou seu rosto, e a brisa forte em seus cabelos parecia arrastar consigo um pouco da angústia. Caminhou por horas, o som das ondas um mantra tranquilizador. Observou as famílias brincando, os casais de mãos dadas, os surfistas deslizando sobre as ondas. Todos viviam suas vidas, com suas alegrias e tristezas, e ela, Helena, estava ali, em um limbo de emoções.

Sentou-se em um quiosque, pedindo um coco gelado. O sabor doce e refrescante trouxe um alívio momentâneo. Foi quando o viu. Do outro lado da rua, saindo de uma livraria, estava Daniel. O coração deu um salto, um misto de pânico e… esperança. Ele parecia mais magro, o olhar um pouco mais sombrio, mas ainda era ele. Aquele olhar penetrante que a via por dentro.

Hesitou. Deveria se aproximar? O que diria? O que ele pensaria dela? A imagem dele em Paraty, a forma como ele a olhou quando ela confessou seu amor, a decepção em seus olhos quando ela o afastou… tudo isso a paralisou.

Daniel, como se sentisse seu olhar, virou-se. Os olhos dele encontraram os dela, e por um instante, o tempo parou. Um reconhecimento mútuo, uma faísca que atravessou a distância. Ele não sorriu. Apenas a encarou, uma expressão indecifrável em seu rosto.

Helena sentiu as bochechas corarem. Aquele encontro inesperado, depois de tudo, era mais uma peça no complexo quebra-cabeça de sua vida. Ela se levantou, o coco ainda pela metade. Seus pés se moveram, impulsionados por uma força maior que sua própria hesitação.

"Daniel!", chamou, a voz um pouco trêmula.

Ele a observou se aproximar, hesitante. O silêncio entre eles era denso, carregado de palavras não ditas, de mágoas e de um amor que parecia ter sobrevivido ao tempo e à distância.

"Helena", ele respondeu, a voz rouca, com um tom de surpresa e… algo mais.

"Eu… eu não esperava te encontrar aqui", ela gaguejou, sentindo-se uma adolescente novamente.

Daniel deu um leve sorriso, que não chegou aos olhos. "O Rio é pequeno para quem tem o coração grande, Helena. Ou talvez o destino goste de nos colocar nos mesmos caminhos."

As palavras dele eram um convite, uma provocação sutil. O que ele queria dizer com aquilo? Que ainda havia algo entre eles? Ou que ele a via como um obstáculo em seu caminho?

"Eu…", Helena buscou as palavras. "Eu tenho pensado muito. Em tudo."

"E o que você tem pensado, Helena?", Daniel perguntou, o olhar fixo no dela, sem desviar. Havia uma intensidade ali que a desarmava. A mesma intensidade que a havia feito se apaixonar perdidamente.

Ela respirou fundo. A praia, a cidade, o sol… tudo se desvaneceu. Restava apenas ele, e a verdade que ela vinha escondendo de si mesma.

"Eu tenho pensado que… que eu cometi um erro terrível. Um erro que me custou caro. E que o que eu sinto… o que eu sinto por você… não mudou." As palavras saíram em um sopro, um sussurro que carregava o peso de meses de angústia e saudade.

Os olhos de Daniel se arregalaram levemente. O que era antes uma máscara de impassibilidade cedeu lugar a uma emoção crua e genuína. Um lampejo de surpresa, de dor, e… talvez, de um renovado anseio.

"Você não pode estar falando sério, Helena", ele murmurou, a voz embargada.

"Eu estou mais séria do que nunca, Daniel. Eu fugi. Fugi do que era real, do que era forte, do que me fazia sentir viva. E agora… agora eu percebo que a única vida que eu quero viver é ao seu lado."

O mar batia nas pedras com força, como se aplaudisse a confissão. Daniel deu um passo à frente, e pela primeira vez, um sorriso sincero iluminou seu rosto. Era um sorriso de dor e de esperança misturadas, um sorriso que dizia que a batalha estava longe de terminar, mas que a guerra talvez pudesse ser vencida.

"Helena…", ele começou, mas as palavras se perderam em sua garganta. Ele a olhou, os olhos marejados. "Você não faz ideia do quanto eu esperei por isso."

Naquele momento, sob o sol escaldante do Rio, entre o barulho das ondas e o burburinho da cidade, um recomeço se anunciava. Um recomeço turbulento, incerto, mas carregado da mais pura e avassaladora paixão. A dúvida ainda pairava, o passado ainda ecoava, mas a verdade, por mais dolorosa que fosse, havia sido dita. E agora, o voo da liberdade de Helena parecia levá-la de volta para onde seu coração sempre pertenceu.

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