Amor Proibido III

Claro! Preparo-me para tecer os fios de "Amor Proibido III" com a paixão e o drama que o leitor brasileiro espera. Aqui estão os primeiros cinco capítulos, como solicitado:

por Valentina Oliveira

Claro! Preparo-me para tecer os fios de "Amor Proibido III" com a paixão e o drama que o leitor brasileiro espera. Aqui estão os primeiros cinco capítulos, como solicitado:

Amor Proibido III Romance Romântico Autor: Valentina Oliveira

Capítulo 1 — O Sussurro da Tempestade

O ar pairava pesado, denso como o suor que lhe escorria pela testa. A brisa do fim de tarde, que outrora trazia o perfume das mangueiras em flor e o cheiro salgado do mar distante, agora parecia carregada de presságios. Helena apertou os dedos em torno do volante do seu elegante sedã preto, os nós dos dedos esbranquiçados pela força. O céu, antes de um azul convidativo, tornara-se um mosaico de cinzas e roxos sombrios, prenunciando a tempestade que parecia se formar não apenas lá fora, mas também dentro dela.

Dez anos. Parecia uma eternidade e, ao mesmo tempo, um piscar de olhos. Dez anos desde a última vez que pisou naquela terra, na casa que a viu crescer, a casa que guardava segredos que ainda a assombravam. Asfalto rachado deu lugar a cascalho batido, e as árvores frondosas que ladeavam a estrada, antes joviais e cheias de vida, agora pareciam carregar o peso dos anos, seus galhos retorcidos como braços em súplica. O portão de ferro forjado, enferrujado nas bordas, rangeu em protesto quando ela o empurrou. Era a mesma melodia dissonante que ecoava em sua memória, um som que a arrepiava até a alma.

"Cheguei", murmurou para o vazio do carro, a voz rouca de emoção contida.

A casa. Era exatamente como ela se lembrava, e ao mesmo tempo, completamente diferente. As paredes de cor ocre, que um dia vibraram com risadas e festas familiares, agora pareciam desbotadas, como um retrato antigo que perdeu suas cores com o tempo. A varanda ampla, palco de tantas tardes preguiçosas e confidências noturnas, parecia mais vazia do que nunca. O jardim, antes um tapete de flores vibrantes, agora era um emaranhado de ervas daninhas e arbustos descuidados. A negligência era palpável, um reflexo da ausência que se instalara ali.

Desceu do carro, a saia esvoaçante do seu vestido de seda azul-marinho balançando suavemente. O salto alto afundava levemente na terra úmida. Sentiu o peso do olhar sobre si antes mesmo de vê-lo. E então, ele apareceu.

Ricardo.

O nome ecoou em sua mente como um trovão distante. Ele estava parado na varanda, observando-a com a mesma intensidade que a memória lhe guardava. Aos quarenta anos, ele parecia ter envelhecido bem, com a pele bronzeada pelo sol inclemente da região, as rugas de expressão ao redor dos olhos azuis, agora mais profundas, e os cabelos escuros, tingidos por alguns fios prateados nas têmporas. Ele ainda vestia a camisa de linho branca, aberta no colarinho, e calças cáqui, o mesmo estilo despojado que sempre usava. Mas havia algo diferente. Uma melancolia latente, uma sombra que parecia ter se aninhado permanentemente em seus olhos.

O tempo não apagara a beleza crua dele, a força que emanava de seu corpo atlético, a aura de mistério que sempre a envolvera. Pelo contrário, parecia tê-la aprofundado.

Ela sentiu o coração disparar, um ritmo selvagem contra as costelas, como um pássaro enjaulado. O ar entre eles se tornou elétrico, carregado de anos de silêncio, de palavras não ditas, de sentimentos reprimidos.

"Helena", a voz dele era grave, um sussurro que parecia rasgar a quietude do entardecer.

Ela deu um passo hesitante para a frente. "Ricardo."

O som do seu nome na boca dele era como um beijo suave na pele, um arrepio que percorreu sua espinha. Ela sabia que não deveria estar ali. Sabia que aquele reencontro era uma armadilha, uma tentação perigosa que poderia desmoronar a vida cuidadosamente construída por ela nos últimos anos. Mas ali estava ela, impulsionada por um chamado ancestral, um fio invisível que a puxava de volta para as origens, para as raízes que ela tentara arrancar com tanto esforço.

"Você voltou", ele disse, com uma leve inclinação da cabeça. Um leve sorriso brincou em seus lábios, um sorriso que ela conhecia tão bem, capaz de derreter o gelo mais impenetrável.

"Precisava vir", ela respondeu, tentando manter a voz firme, mas sentindo a fragilidade em cada sílaba. "A casa… a tia Carmem…"

O nome da tia Carmem, a matriarca severa e amada, trouxe uma pontada de dor. Era por ela que ela estava ali. A tia Carmem, que nunca a perdoou, que a exilou de certa forma com seu silêncio e sua decepção. E agora, sua partida deixava um vazio que ela precisava preencher, um legado que ela precisava honrar.

Ricardo desceu os degraus da varanda, caminhando em sua direção com a mesma elegância natural que ela lembrava. Cada passo dele parecia um golpe no chão, marcando a terra, marcando a história. Ele parou a poucos metros dela, o olhar fixo em seus olhos.

"Sinto muito pela tia Carmem", ele disse, sua voz agora mais baixa, carregada de uma tristeza genuína. "Ela significava muito para todos nós."

"Eu sei", Helena respondeu, sentindo as lágrimas começarem a se formar no canto dos seus olhos. Ela as piscou rapidamente, determinada a não chorar ali, não na frente dele. "Ela foi uma mulher forte. Tinha o temperamento de uma leoa, mas um coração… um coração de ouro."

Ricardo sorriu levemente, um sorriso melancólico. "Você sempre soube como descrevê-la. E como acalmá-la." Ele fez uma pausa, o olhar percorrendo o rosto dela, como se estivesse gravando cada detalhe em sua memória. "Você mudou, Helena. Está… mais… luminosa."

A palavra a pegou de surpresa. Luminosa. Ela se sentia tudo menos luminosa. Sentia-se cansada, carregada de dúvidas, e assombrada por fantasmas do passado. Em São Paulo, ela construíra uma vida sólida. Era uma arquiteta renomada, respeitada, independente. Vivia em um apartamento moderno com vista para o Ibirapuera, cercada por obras de arte e um silêncio que ela escolhera. Mas o chamado da terra, da família, daquele amor que ela pensara ter deixado para trás, era mais forte.

"E você… você continua o mesmo", ela disse, a voz um fio. Era mentira. Ele era o mesmo e, ao mesmo tempo, tão diferente. Havia uma profundidade em seus olhos que não existia antes, uma sabedoria forjada na dor e na experiência. Ele era o dono da fazenda, o guardião das tradições, o homem que ela amara perdidamente e que, de certa forma, a quebrara.

"O tempo passa para todos nós, Helena", ele respondeu, o olhar voltando-se para a casa que os observava em silêncio. "Mas algumas coisas… algumas coisas permanecem."

A frase pairou no ar, carregada de significado. "Algumas coisas permanecem." Seria o amor? Seria a dor? Seriam as memórias?

Um trovão ribombou ao longe, mais forte desta vez, fazendo o chão vibrar levemente. As primeiras gotas de chuva começaram a cair, pesadas e quentes, no asfalto e na terra.

"Parece que a tempestade chegou", Ricardo observou, seu olhar voltando-se para o céu escuro.

"Sim", Helena concordou, sentindo um arrepio de apreensão percorrer seu corpo. "E eu estou bem no meio dela."

Ela sabia que aquele reencontro não era casual. A morte da tia Carmem era o pretexto, mas a verdadeira razão era mais profunda, mais complexa. Era a necessidade de fechar um ciclo, de confrontar o passado, de encarar o homem que se tornara o fantasma de seus dias e o anjo de seus sonhos.

"Venha", Ricardo disse, estendendo a mão para ela. Um convite tácito. "Vamos entrar antes que a chuva nos pegue de vez."

Helena hesitou por um instante. A mão dele estendida era um portal para um mundo que ela jurara ter deixado para trás. Mas o coração, teimoso e teimoso, já havia dado o primeiro passo. Ela caminhou em direção a ele, a chuva começando a cair com mais intensidade, molhando seus cabelos e sua pele. Ao tocar a mão dele, sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo.

O toque. Era como se nada tivesse mudado. A pele quente, a força nos dedos, a familiaridade arrebatadora.

Ricardo apertou sua mão suavemente, seus olhos azuis encontrando os dela. Havia ali uma pergunta, um desafio, e uma promessa.

"Bem-vinda de volta, Helena", ele sussurrou, e o som daquela voz, misturado ao rugido da tempestade que se abatia sobre eles, era a mais perigosa das canções de ninar.

A partir daquele momento, Helena sabia que estava em território perigoso. O passado a cercava, a tempestade ameaçava engoli-la, e o homem à sua frente era a tempestade e o refúgio, a tentação e a salvação. O "Amor Proibido" estava de volta, e a natureza parecia conspirar para lembrá-la disso em cada gota de chuva, em cada relâmpago que cortava o céu.

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