A Noiva do Bilionário II

Capítulo 17 — A Rede de Mentiras e o Coração Aflito de Eduardo

por Valentina Oliveira

Capítulo 17 — A Rede de Mentiras e o Coração Aflito de Eduardo

A mansão dos Alencar, outrora um santuário de serenidade, agora era um palco de tensões e incertezas. Os desdobramentos do escândalo haviam sido devastadores. A imprensa, sedenta por uma nova manchete, bombardeava os portões com repórteres e fotógrafos, enquanto as ações da Alencar Corp. continuavam em queda livre. Eduardo, esgotado pelas noites em claro e pela pressão constante, sentia o peso do mundo em seus ombros.

A menção de Sofia sobre o pai de Eduardo havia plantado uma semente de dúvida e ansiedade em seu coração. Ele confiava em Helena, mas a figura de Sofia, sempre à espreita, com sua crueldade calculista, o deixava em estado de alerta. O que ela poderia saber sobre a morte de seu pai? E por que agora?

Enquanto tomava café em seu escritório, a porta se abriu e Helena entrou, o rosto iluminado por um sorriso, mas com uma ponta de preocupação nos olhos. Ela trazia consigo uma caixa antiga, empoeirada, que encontrara em um dos cômodos menos usados da mansão.

“Olha o que eu achei, Eduardo”, disse ela, colocando a caixa sobre a mesa. “Estava no quarto de hóspedes que seu pai usava quando vinha nos visitar, há muito tempo. Achei que você poderia gostar.”

Eduardo pegou a caixa com reverência. As lembranças do pai eram preciosas. Ele a abriu e encontrou um álbum de fotografias antigas, cartas amareladas e alguns objetos pessoais. Ao folhear o álbum, uma foto específica chamou sua atenção. Era dele, criança, ao lado de seu pai, ambos sorrindo radiantes em um piquenique. Atrás da foto, uma data e uma anotação curta: "O dia mais feliz".

“Ele me amava tanto”, Eduardo sussurrou, a voz embargada. “Eu sempre senti isso. Mas nunca tive certeza se ele sabia o quanto eu o amava também.”

Helena sentou-se ao lado dele, passando a mão suavemente por suas costas. “Ele sabia, Eduardo. O amor de um pai é um presente que não precisa de palavras. Ele se manifesta nas atitudes, nos sacrifícios.”

De repente, uma das cartas chamou sua atenção. Era de seu pai, endereçada a um colega de trabalho, mas o conteúdo era perturbador. Falava sobre pressões incomuns, sobre um investimento arriscado que ele não concordava, e sobre sentir-se observado. Havia um tom de medo subjacente, algo que Eduardo nunca tinha associado à imagem forte e resoluta de seu pai.

“O que é isso?”, Helena perguntou, lendo por cima do ombro dele.

“Não sei”, Eduardo respondeu, franzindo a testa. “Parece que meu pai estava passando por algo difícil antes de… antes do acidente. Ele menciona… ‘negócios obscuros’.”

O coração de Eduardo disparou. Seria possível que a morte de seu pai não tivesse sido um acidente? A possibilidade, antes remotamente considerada, agora ganhava contornos assustadores. A rede de mentiras de Sofia parecia se estender para o passado, tocando as feridas mais profundas de sua família.

Enquanto isso, Sofia, em sua luxuosa cobertura com vista para a cidade, fervilhava de fúria. A humilhação pública a havia ferido em seu orgulho, mas não a havia quebrado. Pelo contrário, a transformara em uma fera mais perigosa. Ela sabia que a verdade sobre a morte do pai de Eduardo era a sua arma secreta, a única que poderia realmente derrubá-lo.

Ela havia passado anos investigando, reunindo fragmentos de informações, conectando pontos que ninguém mais via. A morte de Arthur Alencar não fora um simples acidente. Fora orquestrada, um acerto de contas sutil para silenciar um homem que sabia demais. E Sofia tinha as provas.

“Eles acham que me venceram?”, Sofia sibilou para o reflexo de seu próprio rosto no espelho, seus olhos ardendo com uma determinação sombria. “Eles não têm ideia do inferno que estão prestes a desencadear.”

Ela chamou seu advogado. “Prepare tudo. Quero que a informação sobre o verdadeiro motivo da morte de Arthur Alencar chegue aos ouvidos certos. A imprensa, os acionistas, todos. Mas de uma forma que pareça vir de uma fonte anônima, de dentro da própria empresa. Quero Eduardo afundando em seu próprio passado, sem que ninguém possa ligar isso a mim diretamente. E quanto a Helena… ela vai pagar caro por ter se intrometido.”

O dia transcorreu em meio a um turbilhão de notícias. Os rumores sobre a morte do pai de Eduardo começaram a circular como fogo em palha seca. A imprensa, com sua faro aguçado para escândalos, começou a desenterrar velhas histórias, a entrevistar ex-funcionários, a criar teorias conspiratórias. A Alencar Corp. estava sob ataque de todos os lados.

Eduardo, cada vez mais isolado em seu escritório, lutava para manter a calma. Ele sentia a pressão aumentando, as acusações veladas, os olhares desconfiados. O fantasma de seu pai pairava sobre ele, uma sombra que ele agora via sob uma nova luz. Havia segredos que o envolviam, e Sofia parecia determinada a expô-los da maneira mais cruel possível.

Helena, percebendo o estado de angústia de Eduardo, decidiu agir. Ela não podia ficar parada enquanto ele se desmoronava sob o peso de um passado que ele não era responsável. Ela sabia que Sofia estava por trás disso, manipulando os eventos para seu próprio benefício.

Ela pegou o carro e dirigiu até um antigo amigo de seu pai, um jornalista investigativo aposentado chamado Nestor. Nestor era um homem íntegro e corajoso, que já havia trabalhado em casos complexos no passado.

“Nestor, preciso da sua ajuda”, Helena disse, a voz tensa. “Acho que a morte do pai de Eduardo Alencar não foi um acidente. E Sofia está usando isso para destruir Eduardo.”

Nestor a ouviu atentamente, seus olhos experientes avaliando a urgência em sua voz. Ele conhecia a reputação de Sofia e a integridade de Helena. “Sofia… essa mulher é perigosa. Mas se há uma chance de expor a verdade sobre a morte de Arthur Alencar e salvar Eduardo, eu estou dentro.”

Enquanto Helena e Nestor traçavam um plano para desvendar a verdade, Eduardo se encontrava em seu quarto, olhando para a foto de seu pai. A angústia em seu peito era palpável. Ele se sentia traído não apenas por Sofia, mas também pelo seu próprio passado, por segredos que ele nunca imaginou que existissem.

“Pai… o que você estava escondendo?”, ele murmurou, sentindo as lágrimas queimares em seus olhos. “Eu só queria te honrar. E agora, parece que estou sendo arrastado para a escuridão que te consumiu.”

Ele sabia que não poderia ceder. Precisava ser forte por Helena, por si mesmo, e pela memória de seu pai. Mas o coração aflito de Eduardo sentia a iminência de uma tempestade, uma tempestade que poderia arrastar tudo o que ele amava para o abismo. A rede de mentiras de Sofia era vasta e complexa, tecida com a habilidade de uma aranha, e Eduardo estava prestes a se ver preso em seu centro.

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%