Meu Chefe, Meu Amor

Capítulo 13 — O Jantar Forçado e a Tensão Subjacente

por Isabela Santos

Capítulo 13 — O Jantar Forçado e a Tensão Subjacente

A semana que se seguiu ao beijo roubado foi um exercício de autocontrole para Sofia. Cada interação com Leonardo era um campo minado, onde palavras e olhares precisavam ser cuidadosamente medidos para evitar qualquer faísca que pudesse reacender a paixão latente. Eles haviam concordado em manter o profissionalismo, mas o ar entre eles parecia mais denso do que nunca, carregado de uma tensão não dita que pairava como uma nuvem persistente.

No escritório, tudo parecia normal. As reuniões eram produtivas, os relatórios eram analisados com a usual eficiência. Mas nos poucos momentos em que seus olhares se cruzavam, uma corrente elétrica parecia percorrer o espaço entre eles. Sofia se pegava observando os gestos dele, a maneira como ele franzia a testa quando concentrado, o leve sorriso que surgia quando algo o divertia. E ela se repreendia mentalmente, com toda a força que possuía.

Leonardo, por sua vez, parecia ainda mais distante. Tornou-se mais reservado, suas conversas com Sofia limitando-se estritamente ao trabalho. Era como se ele estivesse construindo uma muralha ainda mais alta ao redor de si, uma muralha que ela não sabia como atravessar. A frieza dele era um lembrete constante do acordo que fizeram, mas também a deixava com uma sensação incômoda de vazio.

Foi então que o convite surgiu. Um jantar de negócios com investidores importantes que viriam da Europa. A empresa precisava impressioná-los, e como diretora de marketing, Sofia seria essencial. O que a pegou de surpresa foi a inclusão de Leonardo na mesma mensagem, com a sugestão de que eles deveriam ir juntos, como anfitriões.

"Um jantar de negócios com os investidores europeus," Sofia leu em voz alta para si mesma, olhando para o e-mail em sua tela. "E eu e Leonardo deveríamos ir juntos. Que ótima ideia." A ironia em sua voz era evidente.

Ela sabia que era um requisito profissional. Era esperado que os líderes da empresa se apresentassem como uma equipe coesa. Mas a ideia de passar uma noite inteira na presença de Leonardo, com a pressão adicional de ter que parecer profissional e descontraída, a apavorava.

Ela tentou ignorar a sensação de pânico que a invadiu. "É apenas um jantar de negócios," ela se dizia. "Nada mais. Mantenha a distância, seja profissional."

Na noite do jantar, Sofia escolheu um vestido preto elegante, que a fazia se sentir confiante, mas não chamativa. Um vestido que não gritasse "paixão proibida", mas que transmitisse sofisticação e competência. Ela arrumou o cabelo em um coque baixo e fez uma maquiagem discreta.

Ao chegar ao restaurante luxuoso, um local conhecido por sua culinária requintada e ambiente discreto, ela avistou Leonardo já esperando na entrada. Ele usava um terno escuro impecável, que realçava ainda mais sua figura imponente. Ao vê-la, um leve sorriso surgiu em seus lábios, um sorriso que ela não via há dias.

"Sofia," ele disse, a voz soando um pouco mais suave do que o usual. "Você está deslumbrante."

O elogio a pegou de surpresa. Ela corou levemente. "Obrigada, Leonardo. Você também está muito elegante."

Ele ofereceu o braço, e ela hesitou por um instante antes de aceitá-lo. O toque dele, embora formal, enviou um arrepio familiar por seu corpo. Eles entraram no restaurante, recebidos pelo gerente, que os acompanhou até uma mesa reservada, onde os investidores europeus já aguardavam.

A noite começou com conversas de negócios, brindes e discussões sobre o futuro da empresa. Sofia se esforçou ao máximo para se concentrar, para apresentar seus pontos com clareza e convicção. Leonardo, ao seu lado, era o parceiro perfeito, complementando suas falas com insights estratégicos e uma confiança inabalável. Eles funcionavam bem juntos, profissionalmente falando.

No entanto, por baixo da fachada de eficiência, a tensão subjacente continuava. De tempos em tempos, seus olhares se cruzavam. E em cada um desses encontros, Sofia sentia a mesma eletricidade, o mesmo desejo reprimido que a assombrava desde o beijo. Ela percebia o olhar de Leonardo detendo-se um pouco mais do que o necessário em seu rosto, em seus lábios, e sentia seu próprio coração acelerar.

Durante o jantar, houve um momento em que os investidores se afastaram para atender a uma ligação, deixando Sofia e Leonardo sozinhos na mesa por alguns minutos. O silêncio que se instalou foi carregado de significado.

"Você está bem?", Leonardo perguntou, a voz baixa, quase um sussurro.

Sofia olhou para ele, surpresa pela pergunta. "Sim, estou. E você?"

"Eu estou... aqui," ele respondeu, com um leve sorriso, como se estivesse lutando para encontrar as palavras certas. "Tentando manter a linha."

"É o que estamos fazendo," Sofia disse, a voz firme, mas sentindo um aperto no peito.

Ele assentiu, mas seus olhos pareciam carregar uma melancolia que a perturbou. "É difícil às vezes, não é?"

Sofia não respondeu. Apenas o encarou, sentindo a verdade em suas palavras. Era difícil. A atração era inegável, a conexão que sentiam era palpável. E fingir que nada daquilo existia era um esforço exaustivo.

Ele inclinou-se ligeiramente para a frente, a voz ainda mais baixa. "Se não fosse pelo trabalho, Sofia..."

As palavras morreram em seus lábios, pois os investidores estavam retornando à mesa. A interrupção foi abrupta, salvando-os de um momento de vulnerabilidade perigosa.

O resto do jantar transcorreu sem incidentes, mas a tensão entre eles se intensificou. Sofia sentia o olhar de Leonardo sobre ela mais frequentemente, e cada vez que ela o pegava olhando, um arrepio percorria sua espinha. Era como se estivessem em uma dança perigosa, cada um testando os limites do outro, sem nunca realmente cruzá-los.

Ao final da noite, quando se despediram dos investidores, Sofia sentiu um alívio imenso. Ela mal podia esperar para ir para casa, para se afundar em sua cama e tentar esquecer tudo aquilo.

Na saída do restaurante, Leonardo parou ao seu lado.

"Foi um sucesso, Sofia," ele disse, um tom de aprovação em sua voz. "Você foi excelente."

"Nós fomos," ela corrigiu, tentando manter um tom profissional.

Ele a olhou por um momento, o olhar intenso. "Sim, nós fomos." A ênfase na palavra "nós" pareceu carregar um peso extra, um significado que ia além do profissional.

"Eu vou chamar um táxi," Sofia disse, apressando o passo.

"Espere," ele a chamou. Ela se virou, a expectativa crescendo em seu peito. Ele hesitou por um instante, como se estivesse ponderando algo. "Obrigado, Sofia. Por tudo."

Obrigado. As palavras eram simples, mas o modo como ele as disse, com uma profundidade que beirava a confissão, a fez sentir um misto de confusão e desejo.

Ela apenas assentiu, um sorriso fraco nos lábios. "Boa noite, Leonardo."

"Boa noite, Sofia."

Enquanto o táxi a levava para casa, Sofia olhou pela janela, a imagem de Leonardo ainda gravada em sua mente. O jantar forçado havia sido um sucesso profissional, mas para ela, fora uma tortura e uma tentação constante. A linha que eles haviam acordado em manter parecia cada vez mais tênue, e ela temia o dia em que um deles, ou ambos, sucumbiria à atração que os consumia.

Compartilhar este capítulo:

เว็บไซต์นี้ใช้คุกกี้

เราใช้คุกกี้เพื่อปรับปรุงประสบการณ์การอ่านนิยายของคุณ วิเคราะห์การเข้าชม และแสดงโฆษณาที่เกี่ยวข้อง รายได้จากโฆษณาช่วยให้เราให้บริการอ่านนิยายฟรีต่อไปได้ อ่านรายละเอียดเพิ่มเติมที่ นโยบายความเป็นส่วนตัว

ตะกร้า eBook

ตะกร้าว่างเปล่า

เพิ่ม eBook ลงตะกร้าเพื่อรับส่วนลดพิเศษ

ส่วนลด Bundle

ซื้อ 3-4 เล่มลด 10%
ซื้อ 5-9 เล่มลด 15%
ซื้อ 10+ เล่มลด 20%