O Milionário Solitário II

Capítulo 15 — A Fuga Sob a Tempestade e a Força do Amor Revelado

por Valentina Oliveira

Capítulo 15 — A Fuga Sob a Tempestade e a Força do Amor Revelado

O ar na casa de praia ficou tenso, carregado de perigo iminente. Marcus, com a arma em punho, exalava uma ameaça palpável. Sofia sentiu o coração martelar no peito, o medo ameaçando consumi-la. Ao seu lado, Eduardo se mantinha firme, os olhos fixos nos homens que bloqueavam as saídas. A descoberta do legado sombrio de seu avô e as provas que ela tanto buscava estavam ali, em suas mãos, mas a possibilidade de perdê-las, de serem silenciados para sempre, era assustadoramente real.

“Marcus, pare com isso!”, a voz de Eduardo soou firme, desafiadora. “Você não quer fazer isso. Sabe que essa é a última vontade do meu avô, mas ele estava errado. Ele era um homem cruel.”

Marcus riu, um som seco e sem humor. “O Dr. Monteiro sempre soube o que fazia. E eu cumpro ordens. Entreguem os papéis e o medalhão, e talvez vocês saiam daqui vivos.”

Sofia apertou o medalhão em sua mão. Ali dentro, a última esperança de sua avó. Ela olhou para Eduardo, e nele viu uma determinação que a impulsionou. Eles não podiam ceder.

“Nunca!”, gritou Sofia, sua voz surpreendentemente forte. “Minha avó lutou a vida inteira contra o seu avô. Ela não ia querer que eu desistisse agora. Essa verdade vai vir à tona, quer você queira, quer não!”

Enquanto Marcus hesitou por um breve instante, pego de surpresa pela audácia de Sofia, Eduardo viu sua chance. Agarrando uma pesada luminária de bronze da mesinha lateral, ele a arremessou contra um dos homens que estava mais próximo. O impacto fez o homem cambalear, derrubando seu companheiro.

“Corre, Sofia!”, gritou Eduardo, empurrando-a em direção à porta dos fundos, que ainda estava entreaberta.

Os dois homens restantes tentaram se recuperar, mas a distração foi suficiente. Eduardo agarrou Sofia pela mão e a puxou para fora, correndo em direção à mata densa que cercava a propriedade. Marcus, furioso, disparou alguns tiros que atingiram a lateral da casa, mas não os alcançaram.

A fuga pela vegetação era desesperadora. Galhos arranhavam seus rostos e braços, o terreno irregular dificultava cada passo. O som dos tiros ecoava ao longe, seguido pelos gritos de Marcus, cada vez mais distantes. O céu, que antes estava claro, agora se escurecia rapidamente. Nuvens pesadas se acumulavam no horizonte, prenunciando uma tempestade.

“Precisamos chegar ao carro sem sermos vistos!”, ofegava Eduardo. “Eles vão tentar nos interceptar.”

Eles se esgueiravam pelas árvores, o coração batendo descompassado. A paisagem, antes familiar e acolhedora, agora parecia hostil, um labirinto perigoso. A tempestade se aproximava com fúria, o vento uivando entre as árvores e os primeiros pingos grossos de chuva começando a cair.

Ao chegarem perto de onde haviam estacionado o carro, notaram que ele estava cercado por Marcus e seus homens. O plano de fuga parecia arruinado.

“Droga!”, praguejou Eduardo. “Não temos para onde ir.”

Sofia olhou ao redor, a mente trabalhando freneticamente. A tempestade se intensificava, a chuva caindo em torrentes. Ela lembrou-se de um antigo esconderijo que sua avó usava quando criança, uma pequena gruta escondida entre as rochas, perto da praia.

“Eduardo! Ali!”, apontou Sofia para um caminho estreito que levava em direção à costa. “Tem uma gruta. Um lugar que minha avó me mostrava. Podemos nos esconder lá até a tempestade passar e eles desistirem.”

Apesar do risco de estarem expostos à chuva e ao vento forte, não havia outra opção. Correram em direção à gruta, a água da chuva já encharcando suas roupas. Marcus e seus homens, hesitantes em se aventurar na tempestade que se abatia, não os seguiram imediatamente.

Encontraram a entrada da gruta, uma fenda estreita na rocha, parcialmente oculta por uma vegetação densa. Entraram, encolhendo-se no interior úmido e escuro, o som da tempestade abafando o som da perseguição.

Ali, encolhidos na escuridão, sentindo o frio penetrar em seus ossos, a tensão do confronto se dissipou, dando lugar a uma profunda exaustão e a um sentimento de vulnerabilidade compartilhada. A chuva batia forte do lado de fora, o mar rugindo em fúria.

Sofia, tremendo, tirou o medalhão do bolso. A água da chuva o havia molhado, mas o microfilme parecia intacto. “Precisamos ver o que está aqui”, disse ela, a voz baixa.

Eduardo acendeu a lanterna do celular, iluminando o pequeno compartimento. Com cuidado, Sofia retirou o microfilme. A imagem que surgiu no visor do celular, quando Eduardo o projetou sobre a parede úmida da gruta, era chocante. Era uma gravação de vídeo.

A imagem mostrava uma jovem Dona Helena, ainda cheia de vida e esperança, ao lado de um homem que não era o Dr. Monteiro. Era o amor que Clara havia mencionado, um amor proibido. E, em seguida, a imagem mudou, mostrando uma jovem grávida, assustada. E, por fim, uma breve gravação de Dona Helena, mais velha, em frente a um documento. “Eu não posso mais viver com essa mentira”, dizia ela, a voz embargada. “Ele me forçou a assinar. Mas a verdade está guardada. Quem encontrar isso, saiba que fui manipulada. A maior parte do que é meu… ele roubou.”

As lágrimas de Sofia se misturaram com a água da chuva que escorria pelas rochas. Era a confissão final de sua avó, a prova definitiva da injustiça que ela sofreu. Eduardo a abraçou com força, sentindo a dor dela como se fosse sua.

“Você conseguiu, Sofia”, disse ele, a voz embargada. “Você encontrou a verdade. E eu estou aqui com você.”

No abraço apertado, sob o som estrondoso da tempestade, o amor que os unia se fortaleceu. A vulnerabilidade da fuga, o perigo enfrentado juntos, a descoberta da verdade dolorosa, tudo isso os aproximou de uma forma profunda e inegável. A tempestade lá fora era apenas um reflexo da turbulência em suas vidas, mas naquele momento, na escuridão da gruta, encontraram um refúgio um no outro. A força do amor, revelada sob a fúria da natureza e a escuridão do passado, era a única luz que os guiava. Sabiam que a luta ainda não havia acabado, mas agora tinham a verdade, tinham um ao outro, e isso era o suficiente para enfrentar o que viesse.

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