Segredos do Coração II

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Segredos do Coração II", escritos no estilo de um romance brasileiro de best-sellers:

por Ana Clara Ferreira

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Segredos do Coração II", escritos no estilo de um romance brasileiro de best-sellers:

Capítulo 11 — O Sussurro da Invasão

O sol da manhã, filtrado pelas venezianas desgastadas da casa em Paraty, parecia carregar um peso incomum naquele dia. Ana Clara sentiu-o na pele, um arrepio que nada tinha a ver com a brisa salgada que entrava pela janela. A noite anterior fora uma mistura de angústia e esperança. A carta de seu pai, desenterrada com a ajuda de Lucas em meio à poeira de um baú esquecido, havia jogado luz sobre os anos de silêncio e desconfiança. A verdade sobre a falência forçada, sobre a traição que o levara à ruína, era um fardo pesado, mas a promessa de justiça, a possibilidade de honrar a memória dele, acendia em seu peito uma chama de determinação.

Lucas, com sua calma habitual, mas com um brilho de preocupação nos olhos, observava Ana Clara enquanto ela preparava o café. Ele sabia que a revelação da carta era apenas o começo de uma batalha. "Você dormiu bem?", perguntou ele, sua voz rouca pelo sono interrompido.

Ana Clara sorriu fracamente, um sorriso que não alcançava seus olhos. "Dormi. Sonhei com o mar, com a casa que meu pai queria construir. Parecia tão real." Ela pegou uma xícara, o calor reconfortante em suas mãos. "Lucas, eu preciso fazer isso. Preciso descobrir quem foi o responsável. Não posso deixar que a memória dele seja manchada assim."

Lucas se aproximou, seus olhos encontrando os dela. A cumplicidade entre eles era palpável, um laço forjado na adversidade e no amor. "E eu estarei ao seu lado em cada passo, Clara. Você sabe disso. Mas precisamos ser inteligentes. Inês é uma mulher perigosa. Ela não desistirá facilmente."

A menção de Inês trouxe de volta a sombra que pairava sobre a vida de Ana Clara. A madrasta, com sua frieza calculista e seus olhos que pareciam esconder mil segredos, era um mistério a ser desvendado. Ana Clara lembrou-se da sua visita recente, da forma como Inês a olhou, um misto de desprezo e algo mais... uma familiaridade perturbadora.

"Ela sabe que encontramos a carta?", perguntou Ana Clara, a voz tensa.

"Não que eu saiba. Mas ela é esperta. Se sentir que algo mudou, ela reagirá. Precisamos ter cuidado. Talvez seja hora de você sair daqui por um tempo. Voltar para o Rio, quem sabe? Planejar os próximos passos em um lugar mais seguro."

Ana Clara balançou a cabeça. "Não. Eu não vou fugir. Esta casa, este lugar... é a minha herança. E eu não vou deixá-la nas mãos de Inês. Se ela é tão perigosa quanto você diz, então é aqui que eu devo estar. Para vigiar."

Lucas suspirou, sabendo que era inútil argumentar contra a teimosia dela. A força de Ana Clara, que ele tanto admirava, também era sua maior vulnerabilidade. "Tudo bem. Mas você me promete que será cuidadosa? Que não vai se colocar em perigo desnecessário?"

"Prometo", respondeu Ana Clara, mas um pressentimento sombrio a invadiu. Ela sentia que Inês já estava ciente, que cada movimento deles estava sendo observado. Era como se a própria casa sussurrasse avisos, os rangidos do assoalho, as sombras que dançavam nos cantos, tudo parecia amplificar a sensação de que eles não estavam sozinhos.

Mais tarde naquele dia, enquanto Lucas estava ocupado com os preparativos para a pequena reforma na casa, Ana Clara decidiu explorar o sótão. A carta de seu pai mencionara um compartimento secreto, um lugar onde ele guardava "as provas de sua inocência". O sótão era empoeirado e sombrio, repleto de móveis antigos cobertos por lençóis brancos que pareciam fantasmas imóveis. O cheiro de mofo e de tempo pairava no ar.

Ela vasculhou cada canto, cada tábua solta no assoalho, cada fresta nas paredes. A esperança inicial começava a diminuir, substituída pela frustração. Seria possível que seu pai tivesse se enganado? Ou seria Inês tão astuta a ponto de ter destruído tudo antes mesmo que ele pudesse esconder?

Foi então que seus dedos esbarraram em uma tábua ligeiramente levantada sob um velho armário de madeira maciça. Com um esforço, ela conseguiu movê-lo. Abaixo, havia uma abertura, escondida por um pedaço de tecido grosso e escuro. Seu coração disparou. Era ali.

Com as mãos trêmulas, Ana Clara retirou o tecido. A escuridão se abriu, revelando um pequeno espaço. Dentro, havia uma caixa de madeira escura, polida e sem adornos. Parecia antiga, mas estava bem conservada. Hesitante, ela a abriu.

O conteúdo a deixou sem fôlego. Não eram documentos, como ela esperava. Eram fotografias. Fotografias antigas, em preto e branco, de pessoas que ela não reconhecia de imediato, mas que pareciam ter uma ligação com a história de sua família. Havia também um pequeno diário, com a caligrafia elegante de seu pai. E, por baixo de tudo, um objeto embrulhado em um pano de seda desbotada.

Com cuidado, ela o desdobrou. Era um medalhão, feito de ouro maciço, com um intrincado desenho de uma rosa em relevo na parte externa. Ela nunca o tinha visto antes. Ao abri-lo, sentiu o ar faltar. Dentro, havia duas minúsculas fotografias: uma de seu pai, jovem e sorridente, e outra de uma mulher desconhecida, com um olhar gentil e triste. Quem era ela?

O diário parecia ser a chave. Ana Clara sentou-se no chão empoeirado, a luz fraca do sótão iluminando as páginas amareladas. As primeiras entradas eram cheias de esperança e amor, falando sobre o início de seu relacionamento com sua mãe, sobre os planos para o futuro, sobre a construção da casa em Paraty que seria o lar de sua família. Mas, gradualmente, o tom mudava. Havia menções a dificuldades financeiras, a um sócio desonesto, a uma sombra que se aproximava.

E então, Ana Clara leu o nome. O nome que ecoava como um trovão em sua mente: "Felipe Almeida". O nome do sócio de seu pai. O nome que, segundo a carta, era o responsável por sua ruína. Mas as anotações do diário eram mais complexas do que ela imaginava. Havia um tom de admiração misturado à raiva, uma relutância em aceitar a traição completa.

De repente, um barulho no andar de baixo a fez pular. Um estrondo, seguido por um grito abafado. Coração acelerado, Ana Clara fechou a caixa rapidamente e correu para a escada. Desceu as escadas correndo, o medo gelando suas veias. Ela encontrou Lucas no hall de entrada, pálido, com um corte na testa. A porta da frente estava escancarada, e os móveis estavam revirados.

"Lucas! O que aconteceu?", ela exclamou, correndo para ele.

"Eu... eu ouvi um barulho na sala. Achei que fosse algum animal. Quando fui ver, um homem estava lá dentro. Ele... ele me atacou." Lucas levou a mão à testa, onde o sangue começava a escorrer. "Ele revirou tudo. Mas não pegou nada de valor."

O olhar de Ana Clara se fixou na porta escancarada, no caos que havia sido instalado na casa. A invasão não era aleatória. Alguém estava procurando por algo. E, de repente, ela soube com uma certeza aterradora. A pessoa que invadiu sua casa sabia sobre o sótão. Sabia sobre a caixa. A sombra que seu pai temia estava se manifestando, e ela havia acabado de entrar em seu território. A batalha havia começado.

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