O Segredo do Milionário II

Capítulo 1

por Ana Clara Ferreira

Com certeza! Prepare-se para mergulhar em um turbilhão de emoções, segredos e paixões avassaladoras. Aqui estão os primeiros capítulos de "O Segredo do Milionário II", escrito com a alma brasileira que você pediu!

O Segredo do Milionário II Romance Romântico Autor: Ana Clara Ferreira

Capítulo 1 — O Retorno Inesperado da Ilha Paradisíaca

O sol, um disco incandescente preguiçosamente adormecido no horizonte, pintava o céu de Salvador com tons de fogo e mel. As águas calmas da Baía de Todos os Santos refletiam essa beleza efêmera, um espelho líquido que parecia abraçar a cidade. A brisa morna, impregnada do sal marinho e do perfume adocicado das flores de jasmim que desabrochavam nos jardins, trazia consigo a promessa de uma noite serena. Mas para Sofia Almeida, a serenidade era um luxo distante, um eco de um passado que ela tentava, a duras penas, esquecer.

Sentada na varanda de sua casa colonial, com um copo de vinho branco meio esquecido na mão, Sofia observava as luzes pontilhando a cidade que se acendia. Cada feixe luminoso parecia zombar de sua solidão. Já haviam se passado cinco anos desde que ela deixara para trás a agitação de São Paulo, buscando refúgio na tranquilidade da Bahia. Cinco anos tentando reconstruir sua vida, longe dos holofotes, longe das lembranças que a assombravam como sombras persistentes. O divórcio de Ricardo, o homem que ela amara com a fúria de um furacão, havia deixado cicatrizes profundas, marcas que o tempo teimava em não apagar por completo.

Seu olhar vagou pela imensidão azul, pousando nas velas brancas dos veleiros que dançavam suavemente sobre as ondas. Era um cenário bucólico, a imagem perfeita de um cartão postal, mas dentro dela, a tempestade continuava. A boutique de artesanato que abrira em uma charmosa rua do Pelourinho ia bem, graças à sua dedicação e ao talento que herdara da mãe. As peças únicas, feitas com alma e inspiração local, atraíam turistas e locais, trazendo um sustento digno e, mais importante, uma distração para sua mente inquieta. Mas, nas noites como essa, a distração se esvaía, e a saudade, essa danada, apertava o peito.

“Sofia, minha filha, ainda aí parada?” A voz suave de Dona Helena, sua mãe, ecoou pela casa, quebrando o silêncio contemplativo. A senhora, com seus cabelos prateados presos em um coque impecável e um sorriso gentil que suavizava as linhas de expressão, adentrou a varanda, segurando uma bandeja com uma jarra de suco de caju e dois copos. “A noite está linda, mas você não pode ficar só olhando para o nada. Venha, beba um pouco de suco. Refresca a alma.”

Sofia sorriu, um sorriso um tanto forçado, mas que fez Dona Helena relaxar os ombros. “Mãe, eu estou bem. Só… pensando na vida.”

“A vida é para ser vivida, não só pensada”, disse Dona Helena, servindo o suco com a destreza de quem já fez aquilo mil vezes. “E você tem muito a viver, minha filha. Um talento assim, uma alma tão bonita… não pode se esconder em tristeza.” Ela se sentou na cadeira ao lado de Sofia, o tecido de seu vestido de linho sussurrando ao se ajustar. “Parece que você ainda está presa àquele homem, Sofia.”

O nome de Ricardo pairou no ar, pesado e denso. Sofia engoliu em seco, sentindo o sabor agridoce do suco na boca. “Não é isso, mãe. São só… lembranças. Cinco anos não apagam tudo.”

“Apagam sim, se você quiser que apaguem”, respondeu Dona Helena, com a firmeza de quem já superou suas próprias batalhas. “O tempo cura, sim, mas também precisamos ajudar a cicatrização. E você, minha filha, tem se permitido curar?”

Sofia abaixou o olhar, fixando-o nas gotas de suor que escorriam pelo copo. A verdade era que ela não sabia. Havia se fechado em seu trabalho, em sua rotina, em sua pequena Salvador. Havia construído um muro em volta de si, um escudo contra a dor, mas também contra a possibilidade de amar novamente.

“Eu fiz o meu melhor, mãe”, murmurou.

“Eu sei que fez. E fez maravilhosamente bem. Mas agora, a vida está te chamando para mais. Sinto isso no ar, Sofia. Algo novo está chegando.” Dona Helena pegou a mão de Sofia, acariciando-a com ternura. “Confie em mim. Eu vejo o brilho nos seus olhos quando você fala sobre suas criações, vejo a sua força. Você é uma mulher incrível, e merece ser feliz. E não estou falando só de trabalho, viu?”

Sofia riu, um riso genuíno dessa vez, que fez sua mãe sorrir com satisfação. “Mãe, você e seus pressentimentos.”

“Meus pressentimentos nunca falham, minha filha. E o meu pressentimento é que sua vida está prestes a virar de cabeça para baixo. E não estou falando de algo ruim, não. Estou falando de uma reviravolta que vai te fazer sentir viva de novo.” Dona Helena piscou o olho, um brilho travesso em seus olhos. “E pode ser que essa reviravolta venha em um avião, vindo de muito longe.”

Antes que Sofia pudesse sequer questionar o que a mãe queria dizer, um barulho distante chamou sua atenção. Um som incomum, que crescia em volume, diferente do burburinho habitual da cidade. Era o som inconfundível de um helicóptero, e não era um dos pequenos que sobrevoavam a baía para passeios turísticos. Este era maior, mais robusto, e parecia estar se aproximando.

Sofia e Dona Helena se entreolharam, um misto de curiosidade e apreensão pintando seus rostos. O helicóptero sobrevoou a casa delas, e por um breve instante, as luzes da varanda foram ofuscadas pela sombra projetada por ele. Em seguida, o som foi diminuindo, se afastando em direção ao centro da cidade, para a área mais moderna, onde ficavam os grandes hotéis e as sedes de empresas.

“Que estranho”, comentou Dona Helena, franzindo a testa. “Um helicóptero desses, voando tão baixo, assim, do nada.”

Sofia concordou com a cabeça, sentindo um leve arrepio na espinha. Era como se um presságio pairasse no ar. O que sua mãe diria sobre um avião vindo de longe, combinado com um helicóptero inesperado? A noite, que até então parecia tão serena, de repente ganhou um tom de mistério, de algo iminente.

Enquanto observava o ponto onde o helicóptero desapareceu no céu noturno, Sofia sentiu uma pontada de algo que não conseguia identificar. Uma mistura de receio e, talvez, uma faísca minúscula de expectativa. Seria possível que a vida realmente estivesse prestes a lhe reservar uma surpresa? Uma surpresa que pudesse tirá-la desse casulo de lembranças e tristezas? A ideia era ao mesmo tempo assustadora e intrigante. Ela fechou os olhos, respirou fundo, tentando absorver o cheiro do mar e das flores, buscando um pouco da paz que parecia tão esquiva. A noite, de fato, estava longe de ser calma. Ela sentia isso em seus ossos.

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