A Noiva do Bilionário

Capítulo 17 — O Jogo das Sombras e a Teia de Mentiras

por Camila Costa

Capítulo 17 — O Jogo das Sombras e a Teia de Mentiras

O amanhecer trouxe consigo não a esperança, mas a urgência. Rafael, com seus olhos azuis mais penetrantes que o normal, comandava a equipe de segurança com a eficiência de um general. Câmeras foram instaladas em todos os cantos da mansão, drones sobrevoavam a propriedade e a equipe de segurança foi dobrada. Sofia, vestida em um elegante conjunto de calça e blazer, observava tudo de seu escritório, o olhar fixo em uma tela que exibia imagens de satélite e feeds de câmeras. Ela não era mais a noiva em perigo; era uma estrategista.

Dr. Almeida, um homem de meia-idade com uma aura de inteligência discreta, apresentava suas descobertas. "Senhor Rafael, Thiago está sendo meticuloso. Ele usa métodos de comunicação criptografados e se move através de intermediários. Aparentemente, ele estabeleceu uma rede de empresas de fachada para canalizar fundos. A origem exata desse dinheiro, no entanto, ainda é um mistério. Mas descobrimos algo sobre os investidores externos."

Rafael inclinou-se para a frente, o interesse aguçado. "O quê?"

"Um grupo de fundos de investimento com sede em paraísos fiscais. Eles têm um histórico de ataques corporativos bem-sucedidos em mercados emergentes. O nome que mais aparece nas investigações é 'Blackwood Capital'. Eles parecem ter interesse em desestabilizar a sua empresa para adquirir ativos a preços baixos."

"Blackwood Capital...", Rafael repetiu o nome, um leve franzir de testa. Ele não era estranho ao mundo financeiro e seus tubarões. "Eles são conhecidos por serem implacáveis."

Sofia levantou a mão. "Dr. Almeida, Thiago sempre foi obcecado por controle. Ele não gosta de compartilhar o poder. Se ele está se associando a um grupo como esse, é porque eles oferecem algo que ele não consegue obter sozinho. Algo que o faz sentir-se mais poderoso."

"Você tem razão, Sofia", concordou Rafael. "Ele busca validação, mesmo que seja através da destruição. Mas o que ele quer nos tirar? Dinheiro? Poder? Ou algo mais pessoal?"

"A humilhação", respondeu Sofia, com convicção. "Thiago se sente injustiçado. Ele acredita que você, Rafael, tirou dele o que era seu por direito. Ele quer provar que é superior, que pode destruir você. E se ele não pode destruir você diretamente, ele vai atacar o que você mais ama." Seus olhos encontraram os de Rafael, um entendimento silencioso passando entre eles.

"Então, o ataque à família é um chamariz. Uma isca", disse Rafael, a mente calculista. "Ele quer nos forçar a cometer erros, a reagir impulsivamente. Ele quer nos ver em desespero."

"Exatamente", confirmou Sofia. "E é por isso que não podemos cair na armadilha. Precisamos ser frios, calculistas. Precisamos pensar como ele."

O telefone de Rafael tocou, interrompendo a conversa. Era o seu chefe de segurança, com notícias preocupantes. "Senhor, interceptamos uma comunicação. Thiago planeja expor informações comprometedoras sobre a família de Sofia em um evento público amanhã."

O sangue de Sofia gelou. Um evento público? Onde ela estaria? E como ele teria acesso a informações tão íntimas?

Rafael agarrou o telefone. "Que tipo de evento? Quem estará presente? Precisamos de todos os detalhes." Ele desligou, o semblante sombrio. "É a inauguração da nova ala pediátrica do hospital que minha mãe preside. Sofia, você está confirmada para ir, não é? É um evento de caridade importante."

Sofia engoliu em seco. Ela não podia faltar. Seria um sinal de fraqueza, exatamente o que Thiago queria. "Sim, estarei lá. Mas como ele pretende expor essas informações?"

"Temos que presumir que ele tem um informante dentro do hospital, ou alguém próximo à sua mãe. Ele quer criar um escândalo, manchar a imagem da sua família e, consequentemente, a sua. É um ataque direto e cruel", explicou Rafael, a raiva contida em sua voz.

"Não podemos permitir isso", disse Sofia, a voz firme, a adrenalina tomando conta. "Ele não vai usar a minha dor, a minha história, para se vingar. Vou ao evento. E vou desmascará-lo."

Rafael a segurou pelos ombros. "Sofia, isso é perigoso. Ele pode ter planos de contingência. Se ele for pego, ele pode agir de forma imprevisível."

"Eu sei. Mas eu não posso me esconder. Eu preciso enfrentar isso. E preciso que você me ajude a descobrir quem é o informante dele."

O dia seguinte amanheceu nublado, um prenúncio da tempestade que se aproximava. O salão de eventos do hospital estava lotado de personalidades da alta sociedade, filantropos e a elite empresarial da cidade. Sofia, deslumbrante em um vestido de seda azul-marinho, caminhava ao lado de Rafael, a postura impecável, mas um nó de ansiedade apertando seu estômago. Cada olhar, cada sorriso, parecia carregar uma intenção oculta.

Enquanto Rafael discretamente conversava com os seguranças e Dr. Almeida monitorava tudo remotamente, Sofia se aproximou da mesa principal, onde sua mãe, Dona Helena, recebia os convidados com um sorriso radiante. A visão da mãe, tão pura em seu desejo de ajudar, fez o coração de Sofia apertar. Ela não podia deixar que Thiago manchasse a imagem de sua mãe.

De repente, um burburinho tomou conta do salão. Um homem, vestindo um terno impecável e com um sorriso que beirava o deboche, adentrou o salão, acompanhado por um pequeno grupo. Era Thiago.

O ar ficou tenso. Sofia sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele a viu, e seus olhos se encontraram através da multidão. Um sorriso malicioso brincou em seus lábios.

"Parece que o convidado de honra chegou", murmurou Rafael, sua voz firme, mas com um tom de alerta. "Sofia, mantenha a calma. Lembre-se do nosso plano."

Thiago se aproximou da mesa principal, cumprimentando Dona Helena com uma falsa cordialidade que fez Sofia revirar os olhos. "Dona Helena, que honra estar presente. Um evento tão nobre."

"Senhor Thiago", respondeu Dona Helena, sua voz educada, mas com um toque de desconfiança. "Não esperávamos sua presença."

"Ora, como eu poderia perder uma oportunidade de apoiar uma causa tão importante? E de reencontrar velhos conhecidos", disse ele, o olhar fixo em Sofia. "Principalmente quando se trata de... segredos de família."

A menção de "segredos de família" fez Sofia dar um passo à frente. O plano era simples: ela apresentaria uma pequena prova da manipulação de Thiago, sem expor detalhes que pudessem prejudicar sua família.

"Thiago, você não deveria estar aqui", disse Sofia, sua voz clara e firme, ecoando pelo microfone que ela pegou discretamente de um dos garçons. A música cessou, e todos os olhares se voltaram para ela.

Thiago sorriu, satisfeito. "Ah, Sofia. Sempre tão impulsiva. Vejo que você ainda não aprendeu a controlar suas emoções."

"Eu aprendi a controlar o medo que você tenta impor", rebateu ela. "E eu sei que você está manipulando as pessoas mais uma vez. Assim como fez com o dinheiro da minha família anos atrás."

Um murmúrio percorreu a multidão. Dona Helena olhou para Sofia, confusa e magoada.

"Sofia, o que você está dizendo?", perguntou ela, a voz embargada.

"Mãe, ele vai tentar te usar. Ele vai tentar distorcer a verdade para machucar a nós todos. Mas eu tenho provas. Provas de como ele roubou você, de como ele destruiu o legado do meu pai." Sofia ergueu um pen drive. "E eu também sei quem te ajudou. Quem te deu as informações que você usou para orquestrar tudo isso."

Os olhos de Thiago estreitaram-se. A teia que ele tecera estava prestes a se desfazer.

"Mentira!", ele rosnou. "Você não tem nada!"

"Tenho sim", disse Sofia, um sorriso confiante em seus lábios. "Tenho gravações. Tenho documentos. E tenho a verdade. E a verdade, Thiago, é que você é um homem patético, que se esconde atrás de mentiras e manipulações para se sentir alguém."

Ela pegou seu celular, e com um toque, uma gravação começou a tocar. A voz de Thiago, inconfundível, planejava os detalhes de como ele desviaria os fundos da família de Sofia, com a ajuda de um cúmplice dentro da própria empresa de Dona Helena. A confissão ecoou pelo salão, chocando a todos.

Dona Helena olhou para Thiago, a incredulidade em seu rosto se transformando em raiva. "Você... você fez isso comigo? Com o dinheiro do meu falecido marido?"

Thiago tentou argumentar, mas era tarde demais. A prova era irrefutável. Rafael se aproximou de Sofia, colocando um braço protetor em seus ombros. A equipe de segurança, agindo com discrição, cercou Thiago e seus comparsas.

"Senhor Thiago, o senhor está preso", disse um dos seguranças, com firmeza.

Thiago olhou para Sofia com ódio puro. "Isso não acabou, Sofia! Você vai se arrepender disso!"

Enquanto ele era escoltado para fora, Sofia sentiu o peso do olhar de sua mãe sobre ela. Aquele era o momento mais difícil. Ela precisava enfrentar a dor, a mágoa, mas também a verdade.

"Mãe...", ela começou, a voz falha.

Dona Helena a olhou, os olhos marejados. "Sofia... eu não sabia. Eu fui tão cega."

Sofia abraçou sua mãe com força. "Eu sei, mãe. Mas agora nós sabemos. E vamos superar isso juntas."

O jogo das sombras de Thiago havia chegado ao fim. Mas a teia de mentiras que ele havia espalhado deixaria cicatrizes, e a cura seria um caminho longo e árduo. No entanto, naquela noite, a verdade havia prevalecido, e Sofia, a noiva do bilionário, provara que era muito mais do que apenas um rosto bonito em um baile. Ela era uma guerreira.

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