Cap. 14 / 21

Amor Impossível

Capítulo 14 — O Ultimato do Patriarca e o Voo da Liberdade

por Camila Costa

Capítulo 14 — O Ultimato do Patriarca e o Voo da Liberdade

A notícia da descoberta das fotos de Helena e Ricardo havia chegado a Marcos Albuquerque como um golpe direto, um ataque à sua autoridade e ao seu orgulho. A fúria contida que ele sentira em seu escritório se transformara em uma determinação implacável. Ele não permitiria que seu império, construído com suor e sangue, fosse abalado por uma paixão proibida. Seu filho, Ricardo, havia cruzado uma linha intransponível, e agora, ele teria que pagar o preço.

Convocou Ricardo novamente, desta vez em um ambiente mais formal, o salão principal de sua mansão, um lugar que ecoava a história e a opulência da família Albuquerque. A atmosfera era densa, pesada com a gravidade da situação. Helena não estava presente; Marcos não queria sua interferência, sua presença apenas avivaria ainda mais sua raiva.

“Ricardo”, começou Marcos, a voz fria como o mármore do chão sob seus pés. “Você me decepcionou profundamente. Sua insubordinação, sua falta de respeito pela família e pelo meu nome… é inaceitável.” Ele se aproximou do filho, o olhar penetrante fixo nele. “Você escolheu Helena em vez de mim. Em vez de tudo o que eu represento. E agora, você terá que viver com as consequências.”

Ricardo, embora visivelmente abalado, manteve a compostura. Ele amava Helena, e não se arrependia de sua escolha, mas a frieza e a crueldade do pai o atingiam profundamente. “Pai, eu sinto muito por ter te decepcionado, mas eu não posso simplesmente esquecer o que sinto por Helena.”

“Sentimento?”, Marcos riu, um som que era mais um rosnado. “Sentimento é para os fracos, Ricardo. Eu construí este império sobre a força, sobre a razão, sobre a ausência de sentimentos que possam nos desviar do objetivo. E você, meu filho, deveria ter aprendido isso.” Ele se virou, caminhando em direção à janela que dava para o vasto jardim. “Eu lhe dei uma chance. Uma única chance de se redimir. Mas você a desperdiçou. Agora, as coisas mudam.”

Marcos se virou novamente, o rosto uma máscara de autoridade implacável. “Você está deserdado, Ricardo. Todo o seu acesso aos fundos, às empresas, à fortuna da família… está revogado. Você está fora. Completamente. E Helena… ela será devidamente recompensada por sua traição. Ela deixará esta casa em breve, com nada além do que pode carregar.”

O choque percorreu Ricardo. Deserdado? Helena expulsa? Era mais severo do que ele jamais imaginara. “Pai, você não pode fazer isso! Helena não fez nada de errado!”

“Ah, ela fez, Ricardo. Ela seduziu meu filho. Ela tentou destruir meu casamento. Ela é uma víbora, e eu a punirei. E você, meu filho, escolheu o lado dela. Agora, você arcará com as consequências.” Marcos fez um gesto para os seguranças que estavam postados discretamente na porta. “Levem-no para fora da propriedade. E que eu nunca mais veja o rosto dele aqui.”

Ricardo foi escoltado para fora da mansão, o coração pesado de dor e indignação. Ele estava livre da influência sufocante de seu pai, mas a um custo terrível. Ele agora estava sozinho, sem recursos, e Helena estava sob a ameaça direta de Marcos. Ele precisava encontrá-la, protegê-la.

Enquanto isso, Helena estava em seu quarto, o silêncio da casa pesando sobre ela. Ela sabia que algo estava errado. A ausência de Ricardo e a frieza de Marcos eram presságios sombrios. De repente, uma de suas empregadas de confiança, uma senhora de confiança que havia trabalhado na família por anos, entrou em seu quarto com o rosto pálido.

“Senhora Helena, o senhor Marcos… ele mandou dizer que a senhora tem uma hora para arrumar suas coisas e sair da mansão. Ele disse que… que não é mais bem-vinda aqui.” A empregada parecia estar tremendo.

O mundo de Helena desmoronou. A ameaça de Marcos era real. Ela sentiu um misto de medo e raiva. Por que agora? Por que tão repentinamente? Ela sabia que Ricardo era a causa. O beijo, a paixão… tudo aquilo havia levado a isso.

Ela correu para o seu closet, o coração batendo forte no peito. Começou a arrumar suas roupas, seus pertences mais valiosos, suas pinturas. Enquanto selecionava suas telas, um pensamento a invadiu: ela não podia deixar que Marcos a vencesse. Ela não podia ser expulsa de sua própria vida como um objeto descartado.

De repente, ela se lembrou de Ana Clara. Sua amiga sempre a apoiara, e agora, mais do que nunca, ela precisava dela. Ela pegou o telefone e ligou para Ana Clara, contando a situação com a voz embargada.

“Helena, meu Deus! Eu sabia que ele era capaz de tudo, mas isso… Isso é inacreditável!”, disse Ana Clara, a voz carregada de indignação. “Não se preocupe, querida. Você pode vir para cá. Eu te ajudo. Vamos pensar em um plano.”

Enquanto Helena arrumava suas coisas, sentiu uma pontada de gratidão por Ana Clara. Ela não estava completamente sozinha. Mas a imagem de Ricardo pairava em sua mente. Ele também estava sofrendo por causa dela. Ela precisava encontrá-lo.

No momento em que Helena desceu as escadas com suas malas, Marcos apareceu, um sorriso cruel em seu rosto. “Vejo que você é uma mulher eficiente, Helena. Sempre soube que você se adaptava bem às circunstâncias. Mas não se iluda. Você não sai daqui com nada além do que tem nas mãos. E, quanto a Ricardo… ele está fora da minha vida. E ele ficará longe de você, para o seu próprio bem.”

O desprezo nos olhos de Marcos era palpável. Helena o encarou de volta, uma nova determinação surgindo em seus olhos. “Você pode me tirar desta casa, Marcos. Mas você não pode tirar a minha dignidade. E você não pode tirar o que eu sinto.” Ela se virou e saiu, as malas pesadas em suas mãos, mas a cabeça erguida.

Enquanto caminhava para o portão principal, viu Ricardo chegando. Eles se encararam, um misto de alívio, dor e amor em seus olhares. Ricardo correu até ela.

“Helena! O que aconteceu?”, ele perguntou, o desespero em sua voz.

“Marcos me expulsou, Ricardo. Ele disse que você está deserdado. Que nunca mais nos veremos.” As lágrimas começaram a rolar por seu rosto.

Ricardo a abraçou com força. “Eu sinto muito, Helena. Eu não sabia que ele seria tão cruel.” Ele a afastou gentilmente, os olhos fixos nos dela. “Mas agora você está livre. Livre dele. E nós… nós podemos ficar juntos.”

“Mas como? Você não tem nada agora. E eu também não.”

“Nós temos um ao outro, Helena. E isso é mais do que suficiente. Ana Clara vai nos ajudar. E eu vou encontrar um jeito de recomeçar. Não vou deixar que meu pai nos impeça de sermos felizes.” A promessa em sua voz era sincera e forte.

Helena olhou para Ricardo, para o homem que estava disposto a arriscar tudo por ela. Um raio de esperança se acendeu em seu peito. Talvez o plano de Marcos, o ultimato do patriarca, fosse, na verdade, a oportunidade que eles precisavam para serem verdadeiramente livres.

“Vamos, Helena”, disse Ricardo, pegando uma das malas dela. “Vamos começar nossa nova vida.”

Juntos, eles caminharam para longe da mansão Albuquerque, deixando para trás um passado de opressão e dor. O voo da liberdade havia começado, um voo incerto e perigoso, mas um voo que eles fariam juntos. O preço da revelação havia sido alto, mas a promessa de um futuro ao lado um do outro era o tesouro que eles levariam consigo. A tempestade que Marcos havia tentado criar para destruí-los, na verdade, os impulsionava para um novo amanhecer.

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