Cap. 21 / 17

Amor Proibido

Capítulo 21

por Valentina Oliveira

Que honra receber essa missão! Deixe-me mergulhar na alma desse "Amor Proibido" e dar vida a esses capítulos com a paixão que o Brasil respira. Aqui estão os capítulos 21 a 25, escritos com o coração e a alma de um romancista brasileiro.

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Capítulo 21 — A Tempestade no Olhar de Helena

O sol, teimoso, lutava para romper as nuvens carregadas que se acumulavam sobre o Rio de Janeiro. Na varanda do luxuoso apartamento de Helena, o café esfriava na xícara, intocado. Seus olhos, antes vibrantes como a brisa marinha, agora carregavam a melancolia de um céu prestes a desabar. O lenço de seda que repousava em seu colo, um presente de Ricardo, parecia um lembrete cruel daquela felicidade que, a cada dia, se tornava mais distante.

Ela remexeu a poltrona de vime, o ranger familiar ecoando no silêncio pesado da manhã. Havia dias que a angústia a consumia. A descoberta de que a empresa de seu pai, a joia da coroa da família, estava à beira da falência, jogou uma sombra sobre seus dias. E com ela, veio a notícia ainda mais devastadora: a necessidade urgente de um investimento maciço, algo que só um homem de recursos consideráveis poderia oferecer. Um homem como o pai de Ricardo.

“Helena, você não vai tomar seu café?”

A voz de Clara, a governanta fiel e confidente, quebrou o silêncio. A mulher, com seus cabelos grisalhos presos em um coque impecável e um olhar que já vira de tudo, aproximou-se com um gesto de preocupação.

“Não, Clara. Não tenho fome.” A voz de Helena soou rouca, um fio de cansaço.

Clara colocou uma mão gentil sobre o ombro de Helena. “Filha, você precisa se cuidar. Seu pai está preocupado. E eu também.”

Helena suspirou, o peito apertando. “Eu sei, Clara. Mas como posso me cuidar quando tudo desmorona ao meu redor? O trabalho do papai… ele dedicou a vida a isso. Ver tudo se perder assim… é insuportável.”

“E o Ricardo? Ele sabe de tudo isso?” Clara perguntou, a pergunta pairando no ar como uma nuvem de dúvida.

Helena desviou o olhar, fixando-o no horizonte cinzento. “Ele sabe que a empresa está passando por dificuldades. Mas não sabe da gravidade. Não sei como contar. E, pior, não sei como pedir a ajuda dele, ou melhor, a ajuda do pai dele.”

“Por que não? Ele te ama, Helena. Se vocês são um casal, devem compartilhar essas angústias.”

“É aí que mora o problema, Clara.” Helena se levantou, seus passos incertos. “Nosso amor… ele já é complicado demais. Se eu envolver o senhor Antônio nessa história, tudo pode piorar. O pai dele nunca me aceitou. Ele acha que sou interesseira, que estou de olho na fortuna da família.” Um riso amargo escapou de seus lábios. “E agora, com essa situação, ele terá ainda mais motivos para pensar isso. Imagine o pai dele oferecendo o dinheiro para salvar a empresa do meu pai, e eu, em troca, tendo que… cedendo a algo. A imagem é péssima, não é?”

Clara meneou a cabeça lentamente. “Acho que você está se precipitando. O senhor Antônio é um homem de negócios, talvez ele veja isso como um investimento. E o Ricardo, meu amor, ele não é o pai dele. Ele te escolheu.”

“Mas o pai dele tem o poder, Clara. O poder de ajudar ou de arruinar meu pai de vez. E o Ricardo, por mais que me ame, não pode ir contra o desejo do pai dele em questões de negócios. Não é o mundo dele. E o meu mundo… está prestes a virar pó.” Helena sentiu as lágrimas quentes brotarem em seus olhos. Ela as enxugou com a ponta dos dedos, tentando manter a compostura. “Acho que vou dar uma volta. Preciso respirar um ar que não seja carregado de preocupações.”

Ela pegou sua bolsa de grife, um ritual que parecia reconectá-la ao mundo exterior, e saiu. A brisa que a recebeu na rua era fria, cortante, prenunciando a tempestade que se avizinhava. Enquanto caminhava pela orla, o barulho das ondas batendo contra as pedras parecia um eco de seu próprio coração. Cada onda que se quebrava trazia uma nova onda de medo e desespero.

Ela parou em frente a um café charmoso, com mesas na calçada, e pediu um expresso forte. O aroma intenso do café a fez fechar os olhos por um instante. Quando os abriu, um homem estava sentado na mesa ao lado, observando-a. Ricardo.

O coração de Helena deu um salto no peito, uma mistura de alívio e pânico. Alívio por vê-lo, pânico pela situação que ela escondia. Ele sorriu, um sorriso que sempre a desarmava.

“Helena! Que surpresa te encontrar por aqui. Pensei que estivesse em casa cuidando do seu café da manhã.”

Ela tentou sorrir, mas o gesto foi torto. “Ricardo! Eu… precisava de um ar. E um café.”

Ele se aproximou, beijando-a suavemente na testa. “Você parece… preocupada. Aconteceu alguma coisa?”

Helena lutou para manter a voz firme. “Não, nada demais. Apenas as pressões do trabalho.” Era uma meia-verdade, uma mentira que a sufocava.

Ricardo apertou sua mão. “Eu sei que você tem se dedicado muito. Sua mãe me contou que seu pai anda mais tenso que o normal.”

O comentário de Ricardo atingiu Helena como um golpe. Sua mãe já havia falado com ele? Que mais ela havia contado? O medo se intensificou.

“É… é uma fase difícil para a empresa. Mas estamos superando.” Ela forçou um sorriso.

Ricardo a olhou nos olhos, sua expressão ficando mais séria. “Helena, se houver algo que você possa me contar… eu quero te ajudar. De verdade.”

A sinceridade em seus olhos era palpável. Helena sentiu a urgência de desabafar, de entregar a ele todo o peso que carregava. Mas a imagem do pai dele, o senhor Antônio, pairava em sua mente, um muro intransponível.

“Eu… eu preciso pensar, Ricardo. Há coisas que são muito delicadas.” Ela se levantou abruptamente, o expresso intocado. “Preciso ir. Tenho um compromisso.”

Ricardo a segurou pelo braço, sua mão firme, mas gentil. “Helena, espere. Não fuja de mim assim. O que está acontecendo?”

Ela puxou o braço com mais força. “Por favor, Ricardo. Não agora.” E, sem mais explicações, virou-se e caminhou apressadamente para longe dele, deixando-o sozinho na calçada, com o olhar fixo na silhueta que se afastava, um misto de confusão e dor no rosto. Helena sentiu o peso do olhar dele em suas costas, mas não ousou se virar. A tempestade em seu olhar refletia a tempestade que se formava em seu coração, uma tempestade de amor, medo e um futuro incerto.

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