Cap. 24 / 17

Amor Proibido

Capítulo 24 — O Dossiê Secreto de Antônio Rossi

por Valentina Oliveira

Capítulo 24 — O Dossiê Secreto de Antônio Rossi

O escritório do senhor Antônio Rossi era um templo de poder. Paredes revestidas em couro escuro, uma mesa imponente de mogno e, acima de tudo, um silêncio que emanava autoridade. Ali, sentado em sua cadeira, Antônio Rossi folheava um dossiê. Não era um dossiê qualquer. Era sobre Helena Mota.

Ele sorriu, um sorriso frio e satisfeito. A garota que ele considerava uma oportunista, uma interesseira, estava se mostrando mais resiliente do que ele esperava. Sua recusa em se curvar diante dele no jantar, sua defesa apaixonada de seu amor por Ricardo, tudo isso o intrigava. E o intrigava ainda mais a fragilidade financeira de seu pai.

“Interessante,” ele murmurou para si mesmo, passando os dedos pelas fotos de Helena em seu ateliê, em eventos sociais, em momentos de aparente felicidade. “Você pensa que me engana, garota. Mas eu conheço o jogo. E eu sei o quão desesperada sua família está.”

Ele abriu um compartimento secreto em sua mesa e retirou uma pasta mais fina, com a inscrição “Operação Sinergia – Fase 2” em letras discretas. Era ali que estavam os planos mais concretos para a aquisição da empresa Mota. Ele não buscava apenas um investimento; buscava a fusão completa, a absorção total. E para isso, precisava de um motivo forte o suficiente para pressionar o pai de Helena, e, mais importante, para controlar Ricardo.

Ele chamou seu assistente particular, um homem discreto e eficiente chamado Marcos.

“Marcos, eu preciso de mais informações sobre o pai de Helena. Detalhes sobre as dívidas. E, principalmente, sobre os credores. Quero saber quem mais está pressionando.”

“Sim, senhor,” Marcos respondeu, com a voz monótona.

“E sobre Ricardo…” Antônio hesitou por um instante. Ele amava o filho, mas o amor, em seu mundo, era um luxo que não cabia nos negócios. “Eu quero que você investigue os passos dele. Onde ele vai, com quem fala. Principalmente, se ele tem se encontrado com alguém que não seja Helena.”

Marcos assentiu, sem demonstrar qualquer surpresa. A lealdade de Marcos a Antônio era inabalável, construída sobre anos de favores e silêncios.

“E o dossiê de Helena… eu quero que você aumente a vigilância. Descubra qualquer coisa que possa ser usada contra ela. Qualquer fraqueza. Qualquer segredo.”

“Entendido, senhor.”

Antônio Rossi se recostou em sua cadeira, seus olhos fixos na janela, observando o movimento frenético da cidade. Ele sabia que Helena e Ricardo estavam apaixonados, mas o amor era uma força frágil quando confrontada com a ambição e o poder. Ele estava determinado a usar essa fraqueza a seu favor.

Enquanto isso, no ateliê de Helena, a atmosfera era de desalento. A visita de dona Sofia havia deixado um rastro de ansiedade. Helena sentia-se acuada, como um animal encurralado.

“Eu não posso acreditar que ele faria isso,” Helena disse, passando as mãos pelos cabelos. “Usar o meu amor por você como moeda de troca.”

Ricardo a abraçou, sentindo a trepidação em seu corpo. “Eu sei que é difícil de aceitar, Helena. Mas meu pai é capaz de tudo para conseguir o que quer. E ele quer controle. Sobre tudo. E sobre mim.”

“Mas ele não pode nos forçar, Ricardo. Não pode nos obrigar a casar.”

“Ele pode nos pressionar. E pode arruinar seu pai financeiramente. E, se ele fizer isso, você pode se sentir obrigada a aceitar.” Ricardo suspirou, a angústia evidente em seu rosto. “Eu preciso encontrar uma maneira de detê-lo. Uma maneira de mostrar a ele que não pode controlar as nossas vidas.”

Helena se afastou dele, seus olhos fixos na tela inacabada. “Talvez haja uma maneira. Talvez eu precise ser mais forte do que ele pensa. Talvez eu precise mostrar a ele que eu não sou apenas a namorada de Ricardo Rossi, mas uma artista talentosa, com minhas próprias ambições e meu próprio futuro.”

Ela pegou um pincel e começou a trabalhar na tela, com uma fúria renovada. Cada traço era uma expressão de sua determinação. Ricardo a observava, um misto de admiração e preocupação em seu olhar. Ele sabia que Helena era forte, mas também sabia do poder destrutivo de seu pai.

Os dias seguintes foram tensos. O pai de Helena, pressionado pelos credores, começou a cogitar seriamente a proposta do senhor Antônio. Helena tentava argumentar, mostrar outras saídas, mas a situação era desesperadora.

“Não temos mais opções, Helena,” seu pai disse, a voz embargada pela exaustão. “O senhor Rossi é a nossa única esperança. E ele quer o controle. E ele quer que você se case com Ricardo.”

Helena sentiu o chão sumir sob seus pés. A farsa de Antônio Rossi se tornava realidade.

“Pai, não! Você não pode fazer isso! O amor não pode ser comprado!”

“Amor não paga dívidas, minha filha,” seu pai respondeu, com um suspiro profundo. “Eu preciso salvar a minha empresa. A empresa que eu construí com tanto esforço. Eu sinto muito.”

Helena se sentiu traída, abandonada. O homem que ela mais amava no mundo, seu pai, estava prestes a entregá-la em troca de dinheiro. A farsa de Antônio Rossi estava desmoronando em sua vida, e ela não sabia mais o que fazer.

Naquela noite, Ricardo foi até o apartamento de Helena. Ele parecia abatido, mas determinado.

“Helena, eu estive pensando muito. Eu acho que sei como podemos lutar contra o meu pai.”

“Como?” Helena perguntou, sem muita esperança.

“Eu descobri que meu pai não está apenas interessado em sua empresa. Ele tem planos maiores. Ele quer expandir seus negócios para outros setores, e a empresa Mota, com sua reputação e sua rede de contatos, seria um trunfo valioso. Ele está disposto a fazer um investimento maior do que aparenta, mas ele quer controle total para poder manipular o mercado a seu favor.”

“E como isso nos ajuda?”

“Eu tenho um amigo, um jornalista investigativo. Se eu lhe der algumas informações sobre os planos de meu pai, ele pode expor tudo. Isso o forçaria a recuar, a ser mais cauteloso. Ele não quer esse tipo de publicidade negativa.”

Helena o olhou, uma centelha de esperança acendendo em seus olhos. “Você faria isso? Contra o seu próprio pai?”

“Eu faria qualquer coisa por você, Helena. E eu não posso permitir que ele destrua você e sua família. Além disso,” Ricardo hesitou, “eu acho que meu pai também tem um dossiê sobre você. Para te pressionar. Talvez, com as informações que eu te der, possamos encontrar algo que o force a desistir de seus planos.”

Helena sentiu um misto de alívio e receio. A ideia era arriscada, mas talvez fosse a única saída. A farsa de Antônio Rossi estava prestes a ser exposta, mas o custo dessa exposição poderia ser alto. Ela olhou para Ricardo, a personificação de seu amor proibido, e sentiu a força para lutar.

“Vamos fazer isso, Ricardo,” ela disse, sua voz firme. “Vamos lutar contra o seu pai. E vamos salvar a minha família. E o nosso amor.”

O jogo de poder havia mudado. A farsa estava prestes a ser revelada, e Antônio Rossi, o homem que acreditava controlar tudo, estava prestes a descobrir que nem o amor, nem a ambição, poderiam ser controlados por completo.

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