Amar foi meu Erro 153

Capítulo 5 — A Exposição e o Confronto Silencioso

por Camila Costa

Capítulo 5 — A Exposição e o Confronto Silencioso

A notícia se espalhou pela galeria como um incêndio: Léo, o fotógrafo misterioso que o Sr. Silveira trouxera para expor, era, na verdade, um antigo amor de Isabella. A fofoca, inevitável no círculo social carioca, chegou aos ouvidos de todos, pintando um quadro de drama romântico que atiçou a curiosidade de muitos. Isabella, sentindo-se exposta e vulnerável, tentava manter a compostura, mas a presença constante de Léo na galeria, os olhares que ele lançava em sua direção, a faziam sentir-se como uma borboleta sob um microscópio.

A fotografia que ele lhe dedicara, "A Flor da Bahia", estava exposta em um lugar de destaque. A imagem, deslumbrante em sua simplicidade, atraía olhares admirados e sussurros curiosos. Isabella se pegava observando-a várias vezes ao dia, revivendo o momento do reencontro, as palavras de Léo, a promessa contida naquela flor silvestre. Era uma tortura doce, um lembrete constante do amor que ela um dia sentiu e que, talvez, ainda sentisse.

"Você está bem, querida?", Arthur perguntou, notando a apreensão no olhar de Isabella enquanto ela observava a foto. "Esse reencontro não está sendo fácil para você, eu imagino."

Isabella suspirou, encostando-se no ombro do pai. "Não, pai. É... complicado. Ele me fez sofrer muito no passado."

"Eu sei, meu amor. E eu me lembro do quanto você sofreu. Mas ele parece ter mudado. E a arte dele é realmente impressionante. Talvez seja uma nova oportunidade para você." Arthur disse, com a sabedoria de quem já viveu muitas primaveras e invernos.

"Uma nova oportunidade para quê, pai? Para me machucar novamente?", Isabella questionou, a voz carregada de amargura.

"Para curar, Isabella. Para encontrar a paz que você merece.", Arthur respondeu, um brilho de esperança em seus olhos.

A noite da abertura oficial da exposição de Léo chegou, trazendo consigo uma mistura de ansiedade e expectativa. A galeria, ricamente decorada, estava repleta de rostos conhecidos, jornalistas, críticos de arte e curiosos. Isabella, vestida em um elegante vestido azul marinho, sentia-se o centro das atenções, mesmo tentando se misturar à multidão.

Léo, em um terno escuro impecável, circulava entre os convidados, distribuindo sorrisos e agradecimentos. Seus olhos, no entanto, pareciam sempre encontrar os de Isabella, um reconhecimento silencioso que a fazia sentir um frio na espinha.

Enquanto conversava com alguns convidados, Isabella sentiu uma presença atrás dela. Virou-se e deu de cara com Ricardo, seu ex-namorado, com um sorriso irônico no rosto.

"Ora, ora, Isabella. Que surpresa te encontrar aqui. Veio ver a exposição do seu novo 'amigo'?", Ricardo disse, a voz carregada de sarcasmo.

Isabella sentiu o sangue ferver. Ricardo, com sua arrogância habitual, sempre soube como atingi-la. "Eu vim porque meu pai é o dono da galeria, Ricardo. E você?", ela respondeu, tentando manter a calma.

Ricardo riu. "Eu vim ver se o seu bom gosto para homens havia melhorado. Pelo visto, as coisas estão voltando ao normal, não é mesmo? O passado te assombra, querida."

"O passado me ensina, Ricardo.", Isabella retrucou, uma força inesperada emergindo dela. "E me mostra quem eu não devo mais acreditar."

Ricardo a olhou por um instante, a surpresa substituindo o escárnio em seu rosto. Ele não esperava aquela reação. "Você mudou, Isabella. Mas eu sempre soube que você era uma mulher de temperamento forte. Pena que eu não soube valorizar isso antes."

"Você nunca soube valorizar nada, Ricardo. E é por isso que você está sozinho agora.", Isabella disse, sentindo um alívio profundo em cada palavra.

Ricardo a encarou por mais alguns segundos, um brilho de raiva em seus olhos. Ele abriu a boca para retrucar, mas foi interrompido pela voz de Léo, que se aproximara silenciosamente.

"Isabella, desculpe interromper, mas seu pai está te procurando. Precisa de você para uma apresentação.", Léo disse, seus olhos fixos em Ricardo com uma intensidade que fez o ex-namorado de Isabella recuar.

Ricardo olhou de Léo para Isabella, um misto de ciúmes e desprezo em seu olhar. Ele não disse mais nada, apenas deu um sorriso forçado e se afastou, desaparecendo na multidão.

Isabella virou-se para Léo, sentindo-se um pouco tonta. "Obrigada, Léo."

"Ele te incomodou?", Léo perguntou, a preocupação em sua voz genuína.

"Um pouco. Mas nada que eu não pudesse lidar.", Isabella respondeu, tentando disfarçar o tremor em sua voz.

"Eu não gosto dele.", Léo disse, com uma firmeza que a surpreendeu. "Ele não te merece."

Isabella riu sem humor. "Você também não me mereceu, Léo."

O sorriso de Léo vacilou. "Eu sei. E eu estou aqui para tentar mudar isso." Ele estendeu a mão, tocando o braço dela suavemente. "Podemos conversar depois, Isabella? Quando tudo isso acabar?"

Isabella olhou para a mão dele em seu braço, para os olhos dele que imploravam por uma chance. Ela sentiu uma onda de emoções conflitantes. A dor do passado, a esperança do presente, o medo do futuro.

"Sim, Léo.", ela sussurrou. "Podemos conversar."

Enquanto se afastavam para a área onde Arthur faria a apresentação, Isabella sentiu o peso do olhar de Léo em suas costas. A noite estava longe de terminar, e ela sabia que o confronto silencioso entre ela, seu passado e seu futuro estava apenas começando. A exposição de Léo era mais do que uma mostra de arte; era um palco para as emoções que há muito tempo estavam adormecidas, prontas para explodir em uma sinfonia de amor, dor e redenção. E Isabella, no centro de tudo, sentia que sua vida estava prestes a mudar para sempre.

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