Cativada pelos seus Olhos 157

Cativada pelos seus Olhos 157

por Valentina Oliveira

Cativada pelos seus Olhos 157

Romance: Cativada pelos seus Olhos 157 Gênero: Romance Romântico Autor: Valentina Oliveira

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Capítulo 11 — A Vertigem do Desejo e o Segredo Revelado

A brisa morna da noite paulistana acariciava a varanda do apartamento de Helena, trazendo consigo o perfume inebriante das acácias que adornavam o jardim. As luzes da cidade cintilavam ao longe, um mar de estrelas artificiais que pareciam espelhar a turbulência que tomava conta do coração dela. Helena, vestida em um elegante vestido azul-marinho, sentia-se como uma dançarina prestes a iniciar um passo arriscado, uma coreografia de sentimentos que a levava para um território desconhecido e fascinante.

A poucos metros, Leonardo observava-a com uma intensidade que a desarmava. Seus olhos, aqueles mesmos olhos que a haviam cativado desde o primeiro instante, agora ardiam com uma paixão contida, um desejo que parecia querer romper as barreiras da razão. Ele sabia, naquele momento, que estava à beira de um precipício, um abismo de emoções onde o amor e o perigo se misturavam em uma dança perigosa.

“Helena”, a voz dele, rouca e carregada de emoção, quebrou o silêncio que pairava entre eles. “Eu preciso te dizer algo.”

Ela se virou, o coração batendo descompassado no peito. O desenho que ela encontrara no estúdio dele, o fio do destino que os unira, a melodia das lembranças que os trouxera até ali… tudo culminava naquele instante. A verdade, que pairava no ar como um véu sutil, estava prestes a ser desvendada.

“Eu sei, Leonardo”, ela sussurrou, os lábios tremendo levemente. “Eu também preciso te dizer.”

Ele deu um passo em sua direção, o olhar fixo no dela, como se buscasse neles a confirmação de que não estava enlouquecendo. “Desde o momento em que te vi, Helena, eu senti… algo diferente. Uma conexão que eu nunca experimentei antes. E depois de tudo o que descobrimos, de tudo o que compartilhamos…” Ele hesitou, procurando as palavras certas para expressar a magnitude do que sentia. “Eu me apaixonei por você. Profundamente. De uma forma avassaladora.”

As palavras dele a atingiram como um raio, acendendo uma faísca em sua alma. Era a confirmação de tudo o que ela sentia, a resposta que seu coração ansiava. Lágrimas brilharam em seus olhos, não de tristeza, mas de uma alegria pura e intensa.

“E eu por você, Leonardo”, ela confessou, a voz embargada pela emoção. “Desde o primeiro momento em que vi seus olhos, senti que algo em mim havia mudado. Você despertou em mim um sentimento que eu achava que jamais sentiria novamente.”

Ele a puxou para perto, seus corpos se encontrando em um abraço terno e apaixonado. O mundo ao redor deles pareceu desaparecer, restando apenas a força daquele reencontro, a promessa de um futuro que se abria à frente.

“Eu não posso mais esconder isso de você, Helena”, ele murmurou contra os cabelos dela. “O desenho… ele não era apenas um esboço. Era você. Eu te desenhei no dia em que te vi pela primeira vez, no café. E desde então, você nunca saiu dos meus pensamentos.”

Helena se afastou um pouco, surpresa e comovida. “Você… você me desenhou naquele dia?”

Ele assentiu, um sorriso terno brincando em seus lábios. “Sim. E eu guardei aquele desenho. Ele se tornou um símbolo do meu fascínio por você, do meu desejo de te conhecer melhor. Mas eu nunca tive coragem de te mostrar. Tinha medo de que você não entendesse, de que achasse que eu era obcecado.”

“Obcecado?”, ela riu, uma risada leve e melodiosa. “Eu me sinto cativada por você, Leonardo. Por sua arte, por sua alma, por esses seus olhos que me fazem perder o chão.”

Ele a beijou então, um beijo que começou suave e terno, mas que rapidamente se aprofundou, carregado de toda a paixão reprimida, de todos os medos superados. Era um beijo que selava a verdade de seus sentimentos, que prometia um novo começo.

Enquanto se beijavam, um grito agudo irrompeu da cozinha, seguido por um barulho estrondoso. Eles se separaram, assustados, e correram para dentro. No chão da cozinha, os restos de um vaso de cerâmica de valor inestimável jaziam espalhados, e Clara, a governanta, estava pálida como a cera, com as mãos tremendo.

“Meu Deus, Clara! O que aconteceu?”, Helena exclamou, correndo para a mulher.

“Eu… eu tropecei”, Clara gaguejou, os olhos arregalados de pavor. “Eu não sei o que fazer! Sua mãe vai me matar! E o Sr. Armando…”

Leonardo se aproximou, examinando os cacos. “Calma, Clara. O importante é que você está bem.” Ele olhou para Helena, um leve sorriso surgindo em seus lábios. “Parece que o destino resolveu nos dar mais um pequeno teste, não é mesmo?”

Helena assentiu, ainda um pouco abalada, mas o olhar que trocou com Leonardo transmitia a força do que haviam acabado de descobrir. O acidente, por mais desagradável que fosse, não poderia ofuscar a verdade que havia sido revelada.

“Não se preocupe, Clara”, Helena disse, tentando tranquilizar a governanta. “Vamos dar um jeito nisso. O importante é que ninguém se machucou.” Ela olhou para Leonardo, e em seus olhos havia uma promessa silenciosa. Aquele era apenas o começo. O começo de uma nova história, escrita com os traços do amor e da coragem.

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