Amor em Silêncio 158

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Amor em Silêncio 158", escritos com a paixão e o drama de um romance brasileiro de best-seller:

por Ana Clara Ferreira

Claro, aqui estão os capítulos 11 a 15 de "Amor em Silêncio 158", escritos com a paixão e o drama de um romance brasileiro de best-seller:

Capítulo 11 — As Consequências de uma Revelação

O silêncio que se seguiu à declaração de Helena pairava na sala como uma nuvem pesada, carregada de verdades e de medos antigos. O olhar de Miguel, outrora sereno, agora era uma tempestade de emoções contidas. As palavras dela, "Eu ainda amo você, Miguel", ecoavam em seus ouvidos, um sussurro que parecia ter rasgado o véu de anos de silêncio e de dor. Ele a observava, a mulher que fora o sol de sua vida e que, por um revés cruel do destino, se tornara a razão de sua maior angústia. A luz fraca da sala projetava sombras em seus rostos, acentuando a tensão que os envolvia.

"Helena", a voz de Miguel saiu rouca, carregada de uma incredulidade que beirava o desespero. "Você... você não pode estar falando sério. Depois de tudo... depois de tantos anos..." Ele balançou a cabeça lentamente, como se tentasse afastar uma miragem. "Como? Como pode dizer isso depois do que aconteceu? Depois de me deixar?"

Helena sentiu um aperto no peito. Cada palavra dele era uma facada em sua alma já ferida. Ela se aproximou dele, hesitante, o coração batendo descompassado no peito. "Eu sei que te magoei, Miguel. Mais do que você pode imaginar. Eu nunca quis te machucar. A vida... a vida nos levou por caminhos diferentes, mas o que eu senti por você, o que eu sinto, nunca desapareceu." Lágrimas começaram a rolar por seu rosto, brilhando à luz fraca. "Eu me arrependi todos os dias. Todos os malditos dias de ter partido."

Miguel se afastou um passo, a necessidade de espaço se sobrepondo à ânsia de abraçá-la. Ele precisava de ar, precisava de tempo para processar a avalanche de sentimentos que a presença dela e suas palavras haviam desencadeado. "Arrependimento", ele repetiu, um riso amargo escapando de seus lábios. "Arrependimento não apaga o passado, Helena. Não conserta o que foi quebrado. Eu sofri. Você não tem ideia do quanto eu sofri." Ele a encarou, os olhos fixos nos dela, buscando uma verdade que parecia fugidia. "Por que agora? Por que voltar e dizer isso agora?"

"Porque eu não aguentava mais o silêncio", ela respondeu, a voz embargada. "Porque a vida é curta demais para vivermos com arrependimentos. E porque... porque eu vi você, Miguel. Vi você com ela", ela hesitou, a menção de Clara trazendo um novo espectro de dor, "e percebi que não podia mais viver sabendo que você estava feliz, ou tentando ser feliz, sem nunca ter tido a chance de dizer a verdade."

Um lampejo de algo indescritível cruzou o rosto de Miguel. "Feliz?", ele indagou, com um tom que insinuava que a felicidade dele era uma farsa. "Você acha que sou feliz, Helena? Você acha que a vida me deu trégua desde que você se foi?" Ele deu um passo à frente, o corpo tenso, a raiva e a mágoa lutando contra um amor que, ele temia, ainda ardia em seu peito. "Eu construí uma vida. Uma vida que não era a que eu sonhava, mas era uma vida. E você, com uma simples frase, desfez tudo isso."

"Eu não quero desfazer nada, Miguel", ela implorou, estendendo a mão em sua direção, mas parando no meio do caminho. "Eu só quero... eu só quero que você saiba. Que eu nunca te esqueci. Que você sempre foi o meu primeiro e único amor."

Ele fechou os olhos por um instante, a imagem dela, jovem e cheia de vida, invadindo sua mente. O tempo parecia ter parado, voltando àquele dia fatídico em que ela desapareceu de sua vida sem uma palavra. "O meu primeiro amor", ele sussurrou, a voz carregada de melancolia. "E o meu maior erro. Você foi o meu maior erro, Helena."

"Não diga isso!", ela exclamou, a voz trêmula. "Eu fui jovem, eu estava assustada. Havia tanta pressão, tanta coisa que eu não entendia..."

"E eu entendi?", ele a interrompeu, a voz subindo de tom. "Eu era um garoto! E você, a mulher que eu amava mais do que a minha própria vida, simplesmente sumiu. Sem explicação, sem um adeus. Eu passei anos procurando por você, Helena. Anos vivendo no escuro, sem saber o que tinha acontecido." Ele deu um passo para trás, a dor em seus olhos era palpável. "E agora você vem aqui, anos depois, me dizer que me ama? Que se arrepende? Para quê, Helena? Para reviver a minha dor? Para me fazer duvidar de tudo o que eu construí?"

"Para termos uma chance", ela disse, a voz firme, apesar das lágrimas. "Para que eu possa te mostrar que eu mudei. Que eu sou uma mulher diferente. E que o meu amor por você é real."

Miguel a encarou, a confusão e a dor estampadas em seu rosto. O que ele faria? Abrir a porta para o passado que ele lutou tanto para superar, ou fechar o coração e seguir em frente, carregando as cicatrizes de um amor que o moldou? A decisão pesava em seus ombros, tão densa quanto a atmosfera da sala. Ele precisava de tempo. Precisava de um respiro para pensar, para sentir.

"Eu preciso de tempo, Helena", ele disse, a voz finalmente mais calma, mas ainda carregada de uma emoção profunda. "Eu não posso te dar uma resposta agora. As coisas... as coisas são complicadas. E você sabe disso." Ele a olhou por mais um momento, um olhar que continha anos de amor não dito, de mágoa e de um desejo reprimido. "Eu preciso pensar. Eu preciso entender se isso é real, ou apenas um fantasma do passado vindo me assombrar."

Helena assentiu, os ombros caídos, mas um fio de esperança se acendendo em seu peito. Ele não a havia rejeitado completamente. Isso, por si só, já era um passo. "Eu entendo, Miguel. E eu estarei aqui. Esperando."

Ele não respondeu, apenas a observou sair, a figura dela se dissipando na escuridão do corredor. Sozinho na sala, Miguel se deixou cair em uma poltrona, o peso do mundo sobre ele. Helena estava de volta. E com ela, um turbilhão de lembranças, de paixões adormecidas e de um amor que se recusava a morrer. A noite, antes pacífica, agora era um campo de batalha em seu coração, e ele não tinha ideia de como sairia vencedor.

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