Amor em Silêncio 158

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amor em Silêncio 158", escritos no estilo de um romance brasileiro de best-seller:

por Ana Clara Ferreira

Claro, aqui estão os capítulos 6 a 10 de "Amor em Silêncio 158", escritos no estilo de um romance brasileiro de best-seller:

Amor em Silêncio 158 Gênero: Romance Romântico Autor: Ana Clara Ferreira

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Capítulo 6 — O Despertar de um Sentimento Esquecido

A noite caiu sobre o Rio de Janeiro como um manto de veludo escuro, pontilhado pelas luzes cintilantes que emergiam das janelas dos edifícios e se espalhavam pela orla. Naquele apartamento com vista para o mar, que outrora fora palco de tantos sonhos e agora parecia ecoar apenas a melancolia, Clara sentia-se presa. A carta de Daniel, aquela que ele enviara há tantos anos e que ela guardara como um segredo, pesava em suas mãos como um grilhão invisível. A tinta, desbotada pelo tempo, parecia sussurrar promessas de um amor que ela julgava ter enterrado com a mesma profundidade com que a vida a havia castigado.

Ela releu cada palavra, a voz de Daniel ressoando em sua memória, vibrante e cheia de um anseio que ela sentira de volta em seus ossos. "Clara, meu amor, se estas palavras chegam até você, é porque a vida nos separou mais uma vez, mas meu coração jamais encontrou outro lar senão o seu." Cada frase era um punhal perfurando a armadura que ela construíra ao redor de sua alma. Como era possível que, após tantos anos de silêncio, de dor, de uma existência cuidadosamente controlada para evitar qualquer resquício daquela paixão avassaladora, a simples leitura daquelas palavras a fizesse sentir um tremor familiar percorrer seu corpo?

Era como se o tempo tivesse se desfeito, permitindo que o passado invadisse o presente com a força de um furacão. A imagem de Daniel, o sorriso malicioso, os olhos que a perscrutavam com tanta intensidade, a pele bronzeada que ela ansiava tocar… tudo voltava com uma clareza dolorosa. A garrafa de vinho tinto pela metade na mesinha de centro parecia zombar de sua sobriedade. Clara sempre fora uma mulher forte, resiliente. Perdera o pai jovem, enfrentara dificuldades financeiras, construíra sua carreira com unhas e dentes. Mas Daniel… Daniel era diferente. Ele era a rachadura em sua fortaleza, o ponto fraco que a tornava vulnerável e, ao mesmo tempo, incrivelmente viva.

Ela se levantou, andando de um lado para o outro pela sala espaçosa, os pés descalços deslizando sobre o tapete persa. O apartamento, outrora decorado com o bom gosto que ela tanto admirava, agora parecia gélido, impessoal. Era um reflexo de sua vida, talvez. Uma vida construída sobre a ausência, sobre a renúncia. Renunciara a Daniel, renunciara à paixão, renunciara a uma felicidade que, talvez, nunca tivesse tido a coragem de abraçar completamente.

O som do telefone a fez sobressaltar. Quem poderia ser a essa hora? Com o coração disparado, ela olhou para o aparelho que repousava na mesinha ao lado da poltrona. O visor exibia o nome "Ricardo". Ricardo. Seu sócio, seu amigo de longa data, um porto seguro em meio às tempestades. Mas ele não era Daniel. E, naquele momento, seu peito gritava por Daniel.

Com as mãos trêmulas, ela pegou o telefone. "Alô?", sua voz saiu rouca, carregada de uma emoção que ela lutava para disfarçar.

"Clara? Você está bem? Pareceu um pouco… distante hoje na reunião." A voz de Ricardo era calorosa, preocupada. Ele sempre fora assim, atento aos seus sinais, um observador perspicaz.

Ela forçou um sorriso, embora soubesse que ele não podia vê-lo. "Estou bem, Ricardo. Apenas… cansada. O trabalho tem sido intenso." Uma mentira piedosa. A verdade era que o cansaço era mais profundo, era um cansaço da alma, do coração.

"Entendo. Mas você sabe que pode me contar qualquer coisa, não é? Especialmente agora, com tudo o que está acontecendo com a expansão. Não quero que você se sobrecarregue sozinha." Havia uma gentileza genuína em suas palavras, uma oferta de apoio que, em outra circunstância, seria um bálsamo. Mas hoje, tudo o que ela sentia era um vazio que nenhum conforto poderia preencher, exceto aquele que ela havia tentado esquecer.

"Eu sei, Ricardo. E sou muito grata por ter você ao meu lado." Ela suspirou, sua atenção voltada para a carta ainda em sua mão. "É só que… às vezes o passado volta com mais força do que esperamos."

Silêncio do outro lado. Ricardo era um homem inteligente. Ele sabia que havia algo mais. Sabia que havia feridas antigas que nunca haviam cicatrizado completamente. Ele conhecia a história de Daniel, ou pelo menos parte dela. Sabia que a partida dele, anos atrás, havia sido um golpe devastador para Clara.

"Falando em passado…", Ricardo hesitou, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado. "Eu… encontrei algo em um dos arquivos antigos da editora. Algo que pode ser relevante para você."

Clara sentiu um arrepio. "O quê?"

"Uma pasta. Com o nome de Daniel. Parecia ser a continuação daquele projeto que ele estava desenvolvendo antes de… antes de ir embora."

Um projeto? Daniel sempre fora apaixonado por seus projetos. Ele tinha uma mente brilhante, uma criatividade sem limites. A ideia de que algo dele pudesse ter chegado até ela, mesmo que por acidente, acendeu uma faísca em seu peito.

"Você pode me mostrar?", perguntou ela, a voz cheia de uma urgência recém-descoberta.

"Claro. Amanhã cedo? Posso passar aí antes de irmos para o escritório."

"Sim. Amanhã cedo." Ela desligou o telefone, sentindo uma mistura estranha de apreensão e esperança. A carta, o projeto… Daniel estava, de alguma forma, retornando à sua vida. E, pela primeira vez em muito tempo, Clara não sentia apenas dor ao pensar nele. Sentia… um desejo. Um desejo de revisitar o que fora, de entender o que poderia ter sido, e talvez, apenas talvez, de descobrir o que ainda poderia ser. O despertar de um sentimento esquecido era perigoso, mas também, ela percebeu com um tremor, incrivelmente poderoso. A noite ainda era longa, e os fantasmas de seu passado pareciam mais vivos do que nunca, dançando à luz da lua que banhava a cidade.

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